354 resultados para Chlamydia Trachomatis
Resumo:
Pregnancy is associated with HPV infection and with Chlamydia trachomatis (CT) infection mostly due to the natural immunosuppression. In addition, pregnancy associated to CT infection can lead to adverse conditions to the woman and fetus, and CT is also believed to be a co-factor in human immunodeficiency virus infection and HPV-induced cervical cancer. The aim of this study was to establish the odds ratios (OR) of CT infection in to HPV-infected pregnant women and vice versa of women stratified by age (<25 years) and marital status. This work is part of a national multicentric transversal study carried out in six Brazilian cities supported by the Ministry of Health of Federal Government of Brazil in 2003. Cervical scrapes of 371 pregnant women were sampled. We performed a hybrid capture-2 technique to diagnose these samples on HPV and CT infection, and the women responded a questionnaire. Significant association was observed between nonstable marital status and hr-HPV infection [OR = 2.61 (1.38-4.97) P = 0.003)], and age <25 years old [OR = 2.26 (1.09-4.71) P = 0.029]. Nonstable marital status was also associated with lr-HPV infection [OR = 2.67 (1.59-4.50) P < 0.001), and age <25 years old [OR = 2.55 (1.51-4.32) P < 0.001). Fifty of the 371 pregnant women were infected with hr-HPV (13.5%) and 111 (30.0%) were infected with lr-HPV. The coinfections of HPV and CT were found in 31 women, that is, 8.36% of the pregnant women (P < 0.001). The high rate of simultaneous CT and HPV infection in pregnant women favors the recommendation to screen pregnant women for both CT and HPV. Diagn. Cytopathol. 2010;38:397-401. (C) 2009 Wiley-Liss, Inc.
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Introdução: O parto pretermo (PPT) é um dos principais determinantes da morbimortalidade neonatal, acarretando consequências adversas para saúde. As causas são multifatoriais, sendo a infecção intrauterina a razão mais provável para explicar a maioria destes desfechos. Acredita-se que a infecção por Chlamydia trachomatis (CT) também esteja envolvida no PPT e rotura prematura de membranas (ROPREMA). Objetivo: Determinar a prevalência de CT em parturientes e os possíveis fatores de risco relacionados com os casos de partos prematuros atendidos no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes. Métodos: Estudo de corte transversal, realizado entre parturientes que apresentaram PPT em um Hospital Universitário em Vitória - ES, entre junho de 2012 e agosto de 2013. As participantes responderam a um questionário contendo dados sóciodemográficos, comportamentais e clínicos. Foi coletada uma amostra de urina para rastreio de CT usando reação em cadeia da polimerase. Resultados: A prevalência de PPT durante o período do estudo foi de 26%. Um total de 378 casos de PPT foram registrados, entre eles 323 mulheres foram testadas para o CT; quarenta e cinco (13,9%) tiveram um resultado positivo, sendo que 31,6% possuiam até 24 anos e as mulheres infectadas pela CT eram mais jovens do que as demais (p = 0,022). Um total de 76,2% eram casadas/em união estável, e CT foi mais frequente entre as solteiras (p = 0,018); 16,7% relataram primeira relação sexual com menos de 14 anos de idade. As causas de PPT foram materno-fetais em 40,9%, ROPREMA em 29,7% e trabalho de parto prematuro em 29,4%. Na análise multivariada, ser casada foi um fator de proteção [OR = 12:48 (IC 95%: 0,24-0,97)]. Nenhuma das demais características foram associadas com a infecção por CT. Conclusões: Este estudo evidencia uma alta prevalência de infecção por CT entre parturientes com PPT. Essa alta prevalência reforça a necessidade da definição de estratégias de rastreamento e assistência durante o pré-natal.
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Se estudiaron 82 pacientes con uretritis para la búsqueda de Chlamydia trachomatis mediante inmunofluorescencia directa, Neisscria gonorrhoeae, Mycoplastna y Ureaplasma mediante métodos estándar. Se encontró un 19,5% de Chlamydia trachomatis y en 11 de ellos (68,8%) se encontró asociada a otras bacterias y estos pacientes presentó una secreción escasa-gelatinosa.
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A prevalência de anticorpos IgG, grupo-específico para Chlamydia, em populações do Brasil, Inglaterra e Portugal foi determinada através do teste de imunofluorescência indireta, tendo-se como antígeno a cepa SA2 (f). Foram considerados positivos os soros com títulos de IgG >1:32. Dentre as populações brasileiras, a prevalência de anticorpos para Chlamydia foi maior em Serra Norte (76,2%, p < 0,01) do que nas das populações de Belém (53,6%) e dos Índios Xicrins (51,3%). Entre os pacientes do Departamento de Medicina Genito-Urinária do University College Hospital (UCH) e do quadro do mesmo Hospital, a prevalência de anticorpos anti-Chlamydia foi de 62% e 53,1%, respectivamente. Anticorpos anti-Chlamydia foram detectados em 54% e 66% na Inglaterra e em 56% e 68% em Portugal, nas pacientes do sexo feminino que freqüentavam Clínicas de Pré-Natal e de Infertilidade, respectivamente, Os resultados encontrados mostram uma alta exposição das populações testadas, à Chlamydia, principalmente do grupo de baixo nível sócio-econômico de Serra Norte, Brasil. A evidência de infecção por Chlamydia é da mesma ordem, tanto no Brasil, quanto na Inglaterra e Portugal.
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Dissertation presented to obtain a Ph.D degree in Biology, speciality in Molecular Genetics, by Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologia
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The authors studied 58 infants hospitalized for pneumonia in a semi-intensive care unit. Age ranged from 1 complete to 6 incomplete months. The infants were sent from another hospital in 20 cases and from home in a further 38. Pulmonary involvement, which was alveolar in 46 cases and interstitial in 12, was bilateral in 31 children. The investigation was carried out prospectively on the etiological agents associated with respiratory infection to look for evidence of aerobic bacteria (blood cultures), Chlamydia trachomatis and Cytomegalovirus (serology), and Pneumocystis carinii (direct microscopy of tracheal aspirated material). The following infectious agents were diagnosed in 21 children (36.2%): Aerobic bacteria (8), Chlamydia trachomatis (5), Pneumocystis carinii (3), Cytomegalovirus (3), Cytomegalovirus and Chlamydia trachomatis (1), Aerobic bacteria and Cytomegalovirus (1). Seven cases of infection by Chlamydia trachomatis and/or Cytomegalovirus were diagnosed out of the 12 cases with pulmonary interstitial involvement.
Resumo:
A infecção urogenital causada por Chlamydia trachomatis é a doença bacteriana sexualmente transmissível mais comum na Europa, tanto em homens como em mulheres. Constitui um grave problema de saúde pública devido à elevada percentagem de portadores assintomáticos, às complicações clínicas que daí podem resultar e à possibilidade de transmissão vertical. O presente trabalho teve como principais objectivos: i) avaliar a prevalência da infecção por C. trachomatis e por Neisseria gonorrhoeae num grupo de grávidas de 36 semanas atendidas na consulta externa de Obstetrícia do Hospital Amadora Sintra e nos recém-nascidos de mães infectadas, ii) identificar os serovares responsáveis pelas infecções por C. trachomatis, iii) verificar a distribuição da prevalência da infecção por C. trachomatis em função da idade e iv) avaliar a utilidade de uma técnica de PCR multiplex e de PCR multiplex em tempo real no diagnóstico desta infecção. Foram testadas 1201 amostras de urina do primeiro jacto de grávidas e 18 exsudados oculares provenientes de recém-nascidos cujas mães estavam infectadas com C. trachomatis. Cada amostra foi testada pelas técnicas de PCR multiplex e de PCR multiplex em tempo real, tendo como alvos de amplificação um fragmento do plasmídio críptico e outro do gene omp1. Todos os resultados positivos foram confirmados com uma técnica de nested PCR e posteriormente enviados para sequenciação para identificação dos serovares envolvidos. Em todas as amostras foi ainda pesquisada a presença de ADN de N. gonorrhoeae através de técnicas de PCR e de PCR em tempo real sendo que, na primeira, o alvo a amplificar foi um fragmento do gene ccpB do plasmídio pJDI e na segunda o pseudogene porA. Os resultados positivos foram confirmados por RFLP. A prevalência da infecção por C. trachomatis e por N. gonorrhoeae foi de 3,7% (45/1201) e de 0,08% (1/1201), respectivamente. Nos recém-nascidos, a prevalência foi de 0% para ambas as infecções, embora o número de recém-nascidos estudados (18/45) dificilmente seja representativo. O serovar mais prevalente foi o E (31,1%), seguido do G (15,6%), do D/Da (13,3%), do F, I/Ia e do J (11,1%). O serovar K foi identificado em 4,4% das amostras infectadas e o H em apenas 2,2%. A técnica de PCR multiplex em tempo real parece ser mais adequada para o diagnóstico da infecção por C. trachomatis do que a técnica de PCR multiplex, tendo a primeira detectado 100% dos casos de infecção por este microrganismo (45/45), enquanto que a segunda detectou apenas 71% (32/45) dos mesmos.
Resumo:
A infecção sexualmente transmissível (IST), causada por Chlamydia trachomatis, é considerada mundialmente como um importante problema de saúde pública, porque pode causar infertilidade e morbilidade a longo termo, existindo a possibilidade de transmissão ao recém-nascido de mãe infectada. Os indivíduos entre os 15 e os 24 anos de idade são os que se encontram em maior risco. Para além das suas consequências, a presença desta infecção sem tratamento pode potenciar até dez vezes a transmissão do vírus da imunodeficiência humana adquirida. Contribuindo a consciencialização sobre os vários aspectos da saúde sexual e o conhecimento sobre este agente e suas sequelas para que os jovens em risco se protejam e admitindo o Plano Nacional de Saúde lacunas no conhecimento dos profissionais da área sobre este tema, o presente trabalho teve como objectivos: 1) estudar o conhecimento sobre a infecção por C. trachomatis, sinais, sintomas, sequelas e vias de transmissão das IST; 2) conhecer as atitudes e práticas associadas à transmissão de IST e 3) avaliar a prevalência da infecção por C. trachomatis e Neisseria gonorrhoeae numa população de estudantes universitários das áreas da Saúde. Para tal, utilizou-se um questionário, cuja avaliação sugeriu que estes jovens possuem um baixo conhecimento sobre os sinais, sintomas e sequelas deste agente e das outras IST, sendo preocupante verificar que existem estudantes que não reconhecem os diferentes tipos de relação sexual como vias de transmissão destas infecções. A pesquisa dos microrganismos citados, efectuou-se através da aplicação de uma técnica de biologia molecular em amostras de urina e a presença de anticorpos anti-C. trachomatis efectuou-se através uma técnica de imunofluorescência indirecta no soro. Não foram identificados casos de infecção activa, mas registou-se uma taxa de 14,4% de títulos reactivos de anticorpos anti-C. trachomatis, o que indica uma percentagem considerável desta população já foi infectada por este agente. Estudos futuros semelhantes a este, em diferentes populações, são necessários para avaliar a prevalência global de infecção por C. trachomatis em Portugal, assim como para relacionar as atitudes e práticas com a transmissão das IST e com o conhecimento entre a população portuguesa. Medidas básicas de prevenção como a informação à população parecem ser urgentemente necessárias.
Resumo:
As infecções urogenitais originadas por Chlamydia trachomatis têm aumentado nos últimos anos em todo o mundo, afectando essencialmente jovens adultos com vida sexual activa. O seu rastreio recomenda-se nas mulheres entre os 19-25 anos de idade em alguns países Europeus, desde que seja de custo eficácia, para prevenção das suas complicações (doença inflamatória pélvica e infertilidade). Os testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs) são cada vez mais utilizados no seu diagnóstico pela sua elevada sensibilidade e especificidade. Este estudo teve como objectivo conhecer a prevalência de infecção urogenital por C. trachomatis em populações de risco, através das técnicas de Multiplex PCR e de PCR em Tempo Real e identificar os genótipos de C. trachomatis. Pretendeu-se também conhecer a prevalência de anticorpos anti-C. trachomatis e verificar a necessidade de execução do rastreio da infecção urogenital por C. trachomatis. C. trachomatis foi identificada em amostras de indivíduos da consulta de venereologia do Hospital de Santa Maria e da consulta da Unidade de DST do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, com uma prevalência de 25% (10/40) e 6,8% (5/74), respectivamente, tendo sido identificados quatro genótipos diferentes, D, Da, E e F. A técnica de PCR em Tempo Real apresentou melhores resultados na identificação de C. trachomatis do que a de Multiplex PCR. A prevalência de anticorpos anti-C. trachomatis da classe IgG com um título de 1:320 foi de 59,4% (57/96) e com um título de 1:1.000 foi de 39,6% (38/96). A prevalência de anticorpos da classe IgM, geralmente associada a infecção aguda, foi 35,9% (14/39) dos indivíduos. No presente estudo verificou-se que, embora a pesquisa de anticorpos não pareça ser eficiente no diagnóstico de C. trachomatis, pode eventualmente ser útil como marcador epidemiológico de infecção. O elevado número de anticorpos presente nos indivíduos do nosso estudo parece indicar a necessidade do rastreio da infecção urogenital por C. trachomatis neste tipo de populações.
Resumo:
Foram examinadas prospectivamente189 amostras cervicais de mulheres sintomáticas e assintomáticas. Foram colhidas 2 amostras do canal endocervical, das quais uma foi examinada pela reação de imunofluorescência direta (IFD) com anticorpo monoclonal (MicroTrak), para verificação da adequação das amostras. A segunda amostra foi inoculada em cultura de células McCoy. Uma terceira amostra foi coletada para pesquisa de anticorpos das classes IgG e IgA. A Chlamydia trachomatis foi isolada de 14/166 (8,4%) das mulheres com sintomas e de 3/23 (13%) daquelas sem sintomas. Observamos que as 152 mulheres do grupo sintomático, com cultura negativa, possuiam sintomas equivalentes. Em relação ao número de células epiteliais, verificou-se que 13 das 17 (76,5%) amostras endocervicais positivas pela cultura e pela IFD, todas apresentavam mais de 5 células. Tomando-se como critério de positividade títulos ³ 1:8, foram detectados anticorpos das classes IgG e/ou IgA específicos para C. trachomatis em 11/189 (64,7%) das 17 mulheres com cultura positiva. Conclusões: a) não existe sintoma que seja específico de infecção por clamídia (p > 0,05); b) a quantidade de células epiteliais representariam fator de interferência na positividade da cultura, sendo, portanto, variáveis dependentes (p < 0,001); c) a pesquisa de anticorpos na cérvice não poderia ser utilizada como diagnóstico alternativo, pois a sua detecção depende da fase evolutiva da infecção e da resposta imunitária individual.
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Chlamydia trachomatis has a unique obligate intracellular developmental cycle that ends by the lysis of the cell and/or the extrusion of the bacteria in order to allow for re-infections. While Chlamydia trachomatis infections are often asymptomatic the diagnosis of Chlamydia trachomatis is usually late, occurring after manifestation of persistency. Investigations on the consequences of long-term infections and the molecular mechanisms behind it will reveal light to what extent bacteria can modulate host cell function and what the ultimate fate of host cells after clearance of an infection is. Such studies on the host cell fate could be greatly facilitated if the infected cells become permanently marked during and after the infection. Therefore, this project intends to develop a new genetic tool that would allow permanently labeling of Chlamydia trachomatis host cells. The plan was to generate a Chlamydia trachomatis strain that encodes a recombinant CRE recombinase, fused to a secretory effector function of the Chlamydia type 3 secretion system (T3SS). Upon translocation into the host cell, this recombinant CRE enzyme could then, owing to its site-specific recombination function, switch a reporter gene contained in the host cell genome. To this end, the reporter line carried a membrane-tagged tdTomato (mT) gene flanked by two LoxP sequences followed by a GFP gene. The translocation of the recombinant CRE recombinase into this cell line was designed to trigger the recombination of the LoxP sites whereby the cells would turn from red fluorescence to green as an irreversible label of the infected cells. Successful execution of this mechanism would allow to draw a direct link between Chlamydia trachomatis infection and the subsequent fate of the infected cell.
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INTRODUCTION: The study aimed to assess the prevalence of Neisseria gonorrhoeae and Chlamydia trachomatis infections and identify demographic, behavioral and clinical factors correlated withsuch infections in men attending six sexually transmitted disease clinics in Brazil. METHODS: Multicentric, cross-sectional study performed among men attending STD clinics in Brazil. The study included STD clinics in six cities distributed throughout the five geographic regions of Brazil in 2005. Patients provided 20 ml of first catch urine for testing for NG and CT by DNA-PCR. RESULTS: A total of 767 (92.9%) men were included in the study. The mean age was 26.5 (SD 8.3) years-old. Prevalence of Chlamydia infection was 13.1% (95%CI 10.7%-15.5%) and gonorrhea was 18.4% (95%CI 15.7%-21.1%). Coinfection prevalence was 4.4% (95%CI 2.95%-5.85%) in men who sought attendance in STI clinics. Factors identified as associated with C. trachomatis were younger age (15-24) [OR=1.4 (95%CI 1.01-1.91)], present urethral discharge [OR=4.8 (95%CI 1.52-15.05)], genital warts [OR=3.0 (95%CI 1.49-5.92)] and previous history of urethral discharge [OR=2.4 (95%CI 1.11-5.18)]. Variables associated with gonorrhea were younger age (15 to 24) [OR=1.5 (95%CI 1.09-2.05)], presence of urethral discharge [OR=9.9 (95%CI 5.53-17.79)], genital warts [OR=18.3 (95%CI 8.03-41.60)] and ulcer present upon clinical examination [OR=4.9 (95%CI 1.06-22.73)]. CONCLUSIONS: These findings have important implications for education and prevention actions directed toward men at risk of HIV/STD. A venue-based approach to offer routine screening for young men in STD clinics should be stimulated.
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The obligate intracellular bacterium Chlamydia trachomatis is a human pathogen of major public health significance. Strains can be classified into 15 main serovars (A to L3) that preferentially cause ocular infections (A-C), genital infections (D-K) or lymphogranuloma venereum (LGV) (L1-L3), but the molecular basis behind their distinct tropism, ecological success and pathogenicity is not welldefined. Most chlamydial research demands culture in eukaryotic cell lines, but it is not known if stains become laboratory adapted. By essentially using genomics and transcriptomics, we aimed to investigate the evolutionary patterns underlying the adaptation of C. trachomatis to the different human tissues, given emphasis to the identification of molecular patterns of genes encoding hypothetical proteins, and to understand the adaptive process behind the C. trachomatis in vivo to in vitro transition. Our results highlight a positive selection-driven evolution of C. trachomatis towards nichespecific adaptation, essentially targeting host-interacting proteins, namely effectors and inclusion membrane proteins, where some of them also displayed niche-specific expression patterns. We also identified potential "ocular-specific" pseudogenes, and pointed out the major gene targets of adaptive mutations associated with LGV infections. We further observed that the in vivo-derived genetic makeup of C. trachomatis is not significantly compromised by its long-term laboratory propagation. In opposition, its introduction in vitro has the potential to affect the phenotype, likely yielding virulence attenuation. In fact, we observed a "genital-specific" rampant inactivation of the virulence gene CT135, which may impact the interpretation of data derived from studies requiring culture. Globally, the findings presented in this Ph.D. thesis contribute for the understanding of C.trachomatis adaptive evolution and provides new insights into the biological role of C. trachomatishypothetical proteins. They also launch research questions for future functional studies aiming toclarify the determinants of tissue tropism, virulence or pathogenic dissimilarities among C. trachomatisstrains.
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INTRODUCTION: Chlamydia infection is associated with debilitating human diseases including trachoma, pneumonia, coronary heart disease and urogenital diseases. Serotypes of C. trachomatis show a fair correlation with the group of diseases they cause, and their distribution follows a well-described geographic pattern. Serotype A, a trachoma-associated strain, is known for its limited dissemination in the Middle East and Northern Africa. However, knowledge on the spread of bacteria from the genus Chlamydia as well as the distribution of serotypes in Brazil is quite limited. METHODS: Blood samples of 1,710 individuals from ten human population groups in the Amazon region of Brazil were examined for antibodies to Chlamydia using indirect immunofluorescence and microimmunofluorescence assays. RESULTS: The prevalence of antibodies to Chlamydia ranged from 23.9% (Wayana-Apalai) to 90.7% (Awa-Guaja) with a mean prevalence of 50.2%. Seroreactivity was detected to C. pneumoniae and to all serotypes of C. trachomatis tested; furthermore, we report clear evidence of the as-yet-undescribed occurrence of serotype A of C. trachomatis. CONCLUSIONS: Specific seroreactivity not only accounts for the large extent of dissemination of C. trachomatis in the Amazon region of Brazil but also shows an expanded area of occurrence of serotype A outside the epidemiological settings previously described. Furthermore, these data suggest possible routes of Chlamydia introduction into the Amazon region from the massive human migration that occurred during the 1,700s.