275 resultados para Unidade da dor
Resumo:
O estudo objetivou analisar a existência de relações entre dor e depressão em noventa e dois doentes com doença oncológica avançada. Os doentes foram divididos em 2 grupos, com ou sem dor na semana anterior à entrevista. Havia dor em 62,0% dos avaliados, a duração média do quadro álgico foi 10 meses e a maioria referiu dor moderada. Os indivíduos do grupo com dor apresentaram escores de depressão significativamente mais altos que os do grupo sem dor (p<0,05). Doentes com mais altos escores de depressão experienciaram dor de maior intensidade (p<00,5). Sintomas depressivos associaram-se e agravaram a experiência dolorosa.
Resumo:
O estudo foi desenvolvido em uma clínica cirúrgica de um hospital público universitário, onde, dentre as modalidades terapêuticas oferecidas, são realizados transplantes de fígado. Nessa clínica são internados pacientes que necessitam de cuidados de enfermagem de diferentes complexidades, desde intermediários até os intensivos. Teve-se como objetivo comparar o quadro de pessoal de enfermagem existente na unidade coin o preconizado pela Resolução COFEN nº 189/ 96, onde ficou demonstrado que o quadro da unidade respeita essa Resolução.
Resumo:
Trata-se de um estudo exploratório-descritivo que utilizou a Técnica do Incidente Crítico para obtenção e análise dos dados. Foram entrevistados 103 profissionais de enfermagem de duas UTIs gerais de um hospital do Estado de São Paulo, os quais forneceram relatos de situações de PCR . Do total de 126 situações obtiveram-se: falha na realização de procedimento técnico (58,6%); problemas relacionados a recursos materiais e equipamentos (31,2%) e falta de coordenação das atividades (8,6%). Quanto as conseqüências encontrou-se o óbito (70%) e a sobrevida imediata (30%) dos pacientes. Os resultados apontam a necessidade de investimentos na capacitação dos profissionais da UTI, bem como a importância do provimento adequado de materiais e equipamentos, com vistas a minimizar as ocorrências iatrogênicas no decorrer do atendimento.
Resumo:
Este estudo teve como objetivos: compreender o funcionamento da dinâmica familiar da criança internada em UTI pediátrica e construir um Modelo Teórico sobre a experiência da família que vivencia a internação da criança na UTI pediátrica. Utilizou-se como referencial teórico o Interacionismo Simbólico e como referencial metodológico a Teoria Fundamentada nos Dados. A análise comparativa dos dados possibilitou identificar dois fenômenos que compõem esta experiência da família: Tendo uma ruptura familiar e Vivendo a possibilidade de vir a perder o filho. A articulação desses fenômenos permitiu identificar a categoria central BUSCANDO PRESERVAR A INTEGRIDADE DA UNIDADE FAMILIAR, a partir da qual propõe-se um modelo teórico explicativo da experiência.
Resumo:
A dor é um fenômeno freqüente no pós-operatório e pode resultar em sofrimento e riscos desnecessários ao paciente. Estudos demonstram o inadequado alívio da dor após a cirurgia e sua relação com falhas na avaliação e falta de conhecimento sobre métodos analgésicos. O artigo discute o manejo da dor pós-operatória que inclui o uso de analgésicos antiinflamatórios não hormonais, opiáceos, intervenções cognitivo-comportamentais e alta tecnologia como cateter peridural e sistemas de analgesia controlada pelo paciente. Além disso, o adequado controle da dor inclui a discussão sobre aspectos éticos e econômicos.
Resumo:
O presente estudo teve como objetivo identificar como os enfermeiros aliviam a dor de pacientes durante o pós-operatório, no Centro de Terapia Intensiva de um hospital geral, de grande porte, localizado no município de São Paulo-SP Participaram 14 enfermeiros, com idade entre 20 e 40 anos, em que 78,6% eram do sexo feminino e 42,9% tinham de 1 a 5 anos de atuação profissional. Os dados foram coletados através de entrevista semi-estruturada, gravada e analisados qualitativamente, utilizando-se as etapas da análise de conteúdo, propostas por Bardin(1). Duas categorias principais foram evidenciadas: avaliação da dor e condutas tomadas para alívio da dor. Os resultados mostraram que os enfermeiros utilizam tanto a terapêutica medicamentosa como a complementar para o alívio da dor e consideram a sua avaliação como conduta inicial para estabelecer ações de prevenção e alívio deste desconforto.
Resumo:
O atendimento na Parada Cardiorrespiratória (PCR) exige rapidez, eficiência, conhecimento científico e habilidade técnica. Ainda, faz-se necessário uma infra-estrutura adequada e a realização de um trabalho harmônico e sincronizado, pois a atuação em equipe é necessária para se atingir a recuperação do paciente. Os fatores iatrogênicos relacionados ao atendimento a PCR, na Unidade de Terapia Intensiva, podem ser resultantes de inexperiência profissional, insuficiência de pessoal e problemas de material e equipamentos. Daí a importância de preparar a equipe para ministrar assistência adequada, pois a reanimação deve restaurar o processo de vida e não prolongar o processo de morte.
Resumo:
Ocorrências iatrogênicas com medicação na UTI são eventos indesejáveis que exigem pronta intervenção do enfermeiro. Opresente estudo foi realizado com os seguintes objetivos:- verificar a conduta dos enfermeiros diante de uma ocorrência commedicação, identificar os sentimentos vividos nessas situações e caracterizar os fatores relacionados a esses eventos. Pormeio de um questionário respondido por 148 enfermeiros de UTI (76,7%) de 7 hospitais do Município de São Paulo, nosanos de 1997 e 1998, os dados foram obtidos e analisados segundo freqüência absoluta e percentual. Os resultados permitiramconcluir que as condutas mais citadas incluíram: comunicar o fato ao médico (31,7%), intensificar os controles (26,5%) ecomunicar a chefia de enfermagem (13,5%). Ansiedade, impotência e culpa foram sentimentos mais apontados com38,1%, 14,6% e 12,3%, respectivamente. O fator relacionado às ocorrências mais freqüente foi a displicência do funcionário(23,1%). Quanto à vivência desse tipo de ocorrência, a maior porcentagem (43,2%) referiu ter vivido situação semelhanteraras vezes.
Resumo:
Avaliou-se os fatores que apoiam ou não a permanência de mães acompanhantes em unidade pediátrica. Seis entrevistas foram realizadas junto às mães e analisadas quanto aos temas. Os fatores que apoiam a mãe acompanhante são: a presença de outros familiares (principalmente o pai da criança), a possibilidade de alimentar-se gratuitamente no hospital, a confiança na equipe hospitalar e a atenção que lhe é por esta equipe. Os fatores que não apoiam a mãe são: a doença do filho; a preocupação com as outras responsabilidades (por exemplo: outros filhos, afazeres domésticos); a impossibilidade de sono e repouso; a falta de atenção da equipe e a impossibilidade de receber visitas.
Resumo:
No cotidiano de um hospital, em meu sendo-enfermeira, cuidando de pacientes com dor, essa mostrou-se a mim para além de uma esfera biológica, inserindo-se em uma dimensão existencial. Deste conviver, algo me inquietou e senti necessidade de compreender essas pessoas em situação de dor passando a questionar: como a pessoa compreende a sua dor? Qual o significado de vivenciar situações dolorosas em sua cronicidade? . Na tentativa de encontrar um caminho para tal compreensão, busquei por algumas idéias da fenomenologia. Foram realizadas entrevistas individuais, fundamentada na questão norteadora: "Como vem sendo para o (a) senhor (a) o convívio com a dor? Conte-me sobre isto". Após análise, pude compreender que a dor é uma forma de estreitamento do horizonte de possibilidades, de transformações na existência. Não é somente o corpo físico que se encontra doente, mas a vida em suas várias dimensões ficam afetadas, fundamentalmente no que se refere ao mundo familiar, do trabalho e da auto-relação.
Resumo:
Este trabalho tem como objetivos identificar a utilização, pelos profissionais de Enfermagem, do toque instrumental e/ou afetivo e suas características, na comunicação não-verbal com os pacientes da UTI e unidade semi-intensiva cirúrgica do HU-USP; e os sentimentos e percepções dos profissionais de Enfermagem e dos pacientes em relação aos toques experimentados. O estudo foi desenvolvido com 19 profissionais e 19 pacientes, no período de outubro a novembro de 2000, através de observação direta das interações e entrevista individual. Os sentimentos e percepções relatados foram categorizados e percebemos que a maioria dos toques é instrumental-afetivo.
Resumo:
Estudo realizado no setor feminino de uma clínica psiquiátrica na cidade de Mossoró-RN. Nosso objetivo foi investigarmos as ocorrências psiquiátricas, articuladas às formas de vida e de trabalho dos sujeitos entrevistados - perfil epidemiológico da clínica. Aplicamos entrevistas semi-estruturadas a 10% do número de mulheres internadas, paralelamente, consultamos os prontuários médicos e abordamos a equipe de enfermagem a respeito das pacientes entrevistadas. O material coletado enfatizou um elevado grau de insatisfação das mulheres internadas, tanto no âmbito privado quanto na esfera laboral de suas vidas. Após a primeira internação, essas mulheres ingressaram na "carreira psiquiátrica", impulsionada pela assistência psiquiátrica tradicional.
Resumo:
Estudo que analisou os registros de enfermagem sobre dor e analgesia em doentes internados em um hospital oncológico, de outubro a novembro de 1999, e os comparou ao relato dos doentes. Entrevistou-se 38 doentes com queixa dolorosa. O registro de enfermagem sobre a presença ou ausência de dor, ocorreu em 94,8% dos prontuários analisados. Ocorreu em 50% dos casos no período da manhã, em 79% à tarde e em 89% à noite. A caracterização da dor restringiu-se à descrição do local (71,1%) e da intensidade (44,7%). Satisfação com analgesia foi relatada por 68,4% dos doentes. Cerca de 33% dos doentes relataram algum grau de insatisfação com analgesia.
Resumo:
Este estudo etnográfico teve como objetivo compreender as perspectivas culturais dos profissionais de enfermagem que atuam em uma Unidade de Queimados sobre cuidado do paciente vítima de queimaduras. Os dados foram coletados por meio de observação e entrevistas e interpretados de acordo com a perspectiva de Bourdieu, que utiliza os conceitos de habitus e campo para compreender os comportamentos que expressam o que está interiorizado pelas pessoas que fazem parte de um grupo social. Para desempenhar o cuidado, os profissionais agem de acordo com formas que já interiorizaram, como sofrer junto, ser firme e, ao mesmo tempo, atencioso e carinhoso.
Resumo:
Objetivou-se avaliar a adesão dos doentes com dor crônica não oncológica ao tratamento e identificar relações entre a crença de controle da saúde e a adesão. Trinta doentes foram avaliados durante seis meses, em cinco entrevistas. A adesão foi classificada em plena, parcial e não adesão, e foi calculado o Índice de Acerto de Ingestão Medicamentosa (IAIM). A crença de controle da saúde foi avaliada por meio da Escala de Locus de Controle da Saúde. Observaram-se altos índices de adesão parcial e não adesão ao tratamento (40,0% a 56,7%), médias do IAIM entre 57,2% e 69,5%, e que doentes com crenças de maior "internalidade" aderiram menos ao tratamento.