94 resultados para Sub-Saharan
Resumo:
Devido à ampla distribuição geográfica, a Floresta Atlântica e os ecossistemas associados estão sujeitos a condicionantes ambientais que variam de acordo com a latitude e que devem influenciar nos processos dinâmicos das comunidades. Para avaliar se a fenologia de florestas da região atlântica pode ser determinada por tais variações, plantas do dossel e do subbosque (total 55 espécies) de duas Florestas de Restinga (Floresta não inundável e Floresta inundável) foram acompanhadas por dois anos na Ilha do Mel, localizada em região meridional da distribuição da Floresta Atlântica e com pouca diferença climática entre o período superúmido (setembro a maio) e úmido (junho a agosto). Apesar das diferenças florísticas e estruturais, as duas florestas apresentaram padrões semelhantes, com pico de queda de folhas (outubro a dezembro), brotação (dezembro a janeiro), floração (dezembro a janeiro) e frutificação (março a abril) ocorrendo sucessivamente ao longo da estação superúmida, o que esteve correlacionado principalmente com as variações do comprimento do dia e da temperatura. Dossel e sub-bosque apresentaram padrões fenológicos distintos, sendo que no primeiro houve maior sincronia interespecífica. Os resultados mostraram que mesmo localizadas na situação marginal de distribuição do clima tropical, as Florestas de Restinga da Ilha do Mel apresentam semelhanças fenológicas com outros ecossistemas da região atlântica, o que deve refletir a similaridade florística entre estas áreas.
Resumo:
Sementes recalcitrantes são intolerantes à dessecação e a baixas temperaturas, que são as principais formas de conservação de sementes e, portanto, são de difícil armazenamento. Inga vera subsp. affinis produz sementes denominadas recalcitrantes, uma vez que não toleram redução do teor de água para valores inferiores a 35%. Neste trabalho é demonstrada a tolerância desses embriões a temperatura de -2 ºC. Embriões de I. vera de diferentes estádios de maturação foram armazenados por até 45 dias nas temperaturas de 8 ºC a -18 ºC, com ou sem secagens prévias até -4,0 e -6,0 MPa. Os resultados permitiram observar que, embora nenhum tratamento tenha proporcionado resistância à temperatura de -18 ºC, a secagem dos embriões maduros a -4 MPa proporcionou maior tolerância à redução de temperatura até níveis de congelamento da água (-2 ºC).
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Exposure to stress induces a cluster of physiological and behavioral changes in an effort to maintain the homeostasis of the organism. Long-term exposure to stress, however, has detrimental effects on several cell functions such as the impairment of antioxidant defenses leading to oxidative damage. Oxidative stress is a central feature of many diseases. The lungs are particularly susceptible to lesions by free radicals and pulmonary antioxidant defenses are extensively distributed and include both enzymatic and non-enzymatic systems. The aim of the present study was to determine lipid peroxidation and total radical-trapping potential (TRAP) changes in lungs of rats submitted to different models of chronic stress. Adult male Wistar rats weighing 180-230 g were submitted to different stressors (variable stress, N = 7) or repeated restraint stress for 15 (N = 10) or 40 days (N = 6) and compared to control groups (N = 10 each). Lipid peroxidation levels were assessed by thiobarbituric acid reactive substances (TBARS), and TRAP was measured by the decrease in luminescence using the 2-2'-azo-bis(2-amidinopropane)-luminol system. Chronic variable stress induced a 51% increase in oxidative stress in lungs (control group: 0.037 ± 0.002; variable stress: 0.056 ± 0.007, P < 0.01). No difference in TBARS was observed after chronic restraint stress, but a significant 57% increase in TRAP was presented by the group repeatedly restrained for 15 days (control group: 2.48 ± 0.42; stressed: 3.65 ± 0.16, P < 0.05). We conclude that different stressors induce different effects on the oxidative status of the organism.
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Formerly the concept of economic development involved transforming the productive structures in order to employ the population in higher productivity activities, so that welfare improved. Development implied that economic systems followed development paths (not always in equilibrium) in order to reach more desirable welfare results: Equilibrium was not the main target. More recently, economic strategies emphasize reaching growth within equilibrium paths, thus, preserving economic structures. The latter vision yields incompatible results with the former. This paper revises some issues concerning structural change versus equilibrium targets as a means to reach development.