367 resultados para Índice de acidez


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OBJETIVOS: calcular a sensibilidade, a especificidade e a acurcia das variveis: idade da paciente, aspecto ultra-sonogrfico e dosagem do marcador CA-125 para o diagnstico diferencial entre tumores malignos e benignos do ovrio. Estabelecer, ainda, ndice de risco de malignidade (IRM) com a incorporao dessas trs variveis e calcular a sua sensibilidade, especificidade e acurcia para aquele diagnstico diferencial. MTODOS: foram includas prospectivamente 100 pacientes portadoras de tumor do ovrio com indicao cirrgica. As variveis idade, resultado da ultra-sonografia e nveis do CA-125 foram avaliadas isoladamente e depois em conjunto, sob a forma de ndice (IRM). O estudo compreendeu a avaliao da sensibilidade, da especificidade e da acurcia diagnstica e a aplicao das medidas: razo de probabilidade, razo de chances e dos testes: t de Student, chi e regresso logstica com anlise uni e multivariada. RESULTADOS: para a varivel idade, a sensibilidade, a especificidade e a acurcia diagnstica foram respectivamente 58,8, 68,2 e 65,0%. Para a ultra-sonografia, 88,2, 77,3 e 81,0%. Para a dosagem do CA-125 esses valores foram 64,7, 74,2 e 71,0%. Quando as trs variveis foram agrupadas sob a forma do IRM observou-se sensibilidade de 76,5%, especificidade de 87,9% e acurcia diagnstica de 84,0%. CONCLUSES: o IRM constitudo pela associao das variveis idade da paciente, resultado da ultra-sonografia e dosagem do CA-125 indicador valioso para se distinguir entre tumores malignos e benignos de ovrio, principalmente no que diz respeito sua especificidade.

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OBJETIVO: verificar a freqncia de sobrepeso, obesidade e fatores associados entre mulheres de ambulatrio de ginecologia geral em hospital secundrio de referncia. MTODOS: as variveis estudadas foram idade, raa, escolaridade, renda familiar, trabalho com renda exercido pela mulher, tipo de trabalho da mulher, companheiro atual, caracterstica do ciclo menstrual no momento da entrevista e ndice de massa corprea (IMC). Para anlise as mulheres foram distribudas em trs grupos conforme o valor de IMC: <25 kg/m (adequado), 25-29 kg/m (sobrepeso) e >30 kg/m (obesidade). Para os grupos de sobrepeso e obesidade foram calculados odds ratio e respectivo intervalo de confiana a 95% (IC 95%) em cada varivel, e posteriormente calculado OR ajustado. RESULTADOS: das 676 mulheres includas, 89,8% tinham at 8 anos de escolaridade, 83,0% tinham companheiro, 77,6% eram brancas, 61,4% referiram renda de at cinco salrios mnimos e 36,0% estavam menopausadas. A freqncia de sobrepeso foi 35,6% e de obesidade 24,3%. O sobrepeso foi associado faixa etria de 50-59 anos (OR: 3,22; IC 95%: 1,67-6,20) e menopausa (OR: 1,52; IC 95%: 1,03-2,26); a obesidade foi associada menopausa (OR: 2,57; IC 95%: 1,66-4,00) e s faixas etrias maiores de 40 anos (OR: 2,95; IC 95%: 1,37-6,37). Aps anlise de regresso mltipla, a obesidade manteve-se associada s faixas etrias de mais de 40 anos (OR: 2,51; IC 95%: 1,05-6,00). CONCLUSES: nesta amostra de mulheres com baixa escolaridade e nvel socioeconmico, a prevalncia de sobrepeso e obesidade foi alta. A obesidade foi associada a mulheres com mais de 40 anos. Esforos devem ser realizados para diminuir a freqncia de sobrepeso e obesidade entre mulheres.

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OBJETIVO: diagnosticar o crescimento intra-uterino restrito (CIUR) por meio do ndice ponderal de Rohrer e sua associao com morbidade e mortalidade neonatal precoce. MTODOS: estudo retrospectivo, descritivo e de coorte transversal, no qual foram includos 2741 recm-nascidos (RN), sendo 2053 casos de grvidas hgidas, 228 de pr-eclmpsia leve (PE), 52 com PE grave, 25 com PE que evoluiu para eclmpsia, 136 de ruptura prematura das membranas (RPM) e 247 de tabagistas. O ndice ponderal (IP) de Rohrer foi calculado segundo a equao: IP = peso/estatura x 100 e se utilizaram os valores 2,25 e 3,10 dos percentis 10 e 90 de Lubchenco. Classificou-se como CIUR assimtrico aquele RN com IP < 2,25 e peso inferior ao percentil 10, como simtrico, IP entre 2,25 e 3,10 e peso inferior ao percentil 10, ao passo que adequado para idade gestacional (AIG) aquele com IP entre 2,25 e 3,10 e peso entre os percentis 10 e 90. O estudo estatstico foi realizado pelo teste t no pareado, teste no paramtrico do chi2 e teste exato de Fisher, considerado significante valor de p < 0,05. RESULTADOS: o baixo peso (<2500 g) ao nascer incidiu em 3,6% (100/2741) dos casos, ao passo que a taxa de CIUR diagnosticado pelo IP foi de 15,7% (430/2741), sendo 14,0% assimtricos e 1,7% simtricos. A taquipnia transitria foi a complicao mais freqente (8,3%) entre os assimtricos, seguido da asfixia (5,7%) e infeco (2,6%). A taquipnia transitria incidiu em 6,5% dos simtricos, seguido da asfixia (4,3%), sndrome de aspirao de mecnio (2,2%), hipoglicemia (2,2%) e infeco (2,2%). O bito neonatal precoce foi semelhante entre os RN com CIUR e AIG, ambos alcanando cifra de 0,3%. CONCLUSES: o ndice ponderal de Rohrer diagnosticou os diferentes padres de crescimento intra-uterino, os quais no seriam reconhecidos utilizando-se o peso em funo da idade gestacional. Os RN assimtricos apresentaram maior taxa de taquipnia transitria e de asfixia, entretanto sem significncia estatstica em relao s demais modalidades de crescimento intra-uterino. A taxa de bito neonatal precoce foi semelhante entre os RN assimtricos e os AIG.

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OBJETIVO: avaliar a velocidade sistlica mxima (VSM) e o ndice de resistncia (IR) nas artrias fetais cerebral mdia (ACM), aorta supra-renal (ASR), aorta infra-renal (AIR) e artria umbilical (AU), entre a 22 e a 38 semana de gestao. MTODOS: estudo prospectivo no qual foram avaliados os parmetros de 33 fetos normais na 22, 26, 30, 34 e 38 semana de gestao. Foram includas gestaes nicas, sem doenas e complicaes e as que concordaram em participar do estudo. Os critrios de excluso foram malformaes fetais, descontinuidade do seguimento aos exames e mes usurias de fumo, lcool e drogas ilcitas. Os exames ultra-sonogrficos foram realizados por nico observador. Para a aquisio do traado dopplervelocimtrico na ACM, ASR, AIR e AU, o volume de amostra foi de 1 a 2 mm, colocado no centro das artrias. O ngulo de insonao foi de 5 a 19, na ACM, inferior a 45 na ASR e AIR e inferior a 60na AU. Utilizamos filtro de parede de 50-100 Hz. O clculo dos parmetros foi realizado automaticamente, com a imagem congelada, tendo sido acionadas trs medidas. O resultado final foi obtido pela mdia aritmtica dos trs valores. A anlise estatstica foi realizada pela anlise de varincia (ANOVA), teste post hoc de Bonferroni, coeficiente de correlao de Pearson e anlise de regresso. O nvel de significncia foi p<0,05 em todas as anlises. RESULTADOS: a VSM aumentou de 26,3 para 57,7 cm/s na ACM, entre a 22 e a 38 semana de gestao (p<0,05). Na ASR e na AIR, a VSM aumentou, entre a 22 e a 34 semana de gestao, de 74,6 e 59,0 cm/s para 106,0 e 86,6 cm/s, respectivamente (p<0,05). Na AU, a VSM aumentou entre a 22 e a 34 semana de gestao, porm diminuiu de 55,5 para 46,2 cm/s entre a 34 e a 38 semana de gestao. O IR, na ACM, foi menor na 22 (0,81) e 38 semana de gestao (0,75) e maior (0,85) na 26 semana (p<0,05). Na ASR, os valores do IR foram estveis em todas as semanas e na maioria delas na AIR (p>0,05). Na AU, o IR diminuiu de 0,69 para 0,56, entre a 22 e a 38semana gestacional (p<0,05). CONCLUSO: em fetos normais, na segunda metade da gestao, a VSM aumenta na ACM, ASR e AIR, diminuindo na AU entre a 34 e a 38 semana de gestao. O IR menor na 22 e 38 semana de gestao na ACM, diminui entre a 22 e a 38 semana na AU e constante na maioria das semanas gestacionais na ASR e AIR.

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OBJETIVO: estabelecer novo marcador no invasivo na deteco da anemia fetal, em gestantes isoimunizadas por antgenos eritrocitrios. MTODOS: em estudo transversal o ndice ecogrfico obtido pela razo entre a medida ecogrfica do dimetro biventricular externo (DBVE) e do comprimento do fmur (ambos em centmetros) foi correlacionado concentrao da hemoglobina fetal. Foram includos no estudo 59 fetos de gestantes isoimunizadas selecionados para propedutica invasiva que foram submetidos a 130 cordocenteses para diagnstico e tratamento da anemia. A medida do ndice crdio-femoral foi obtida imediatamente antes da cordocentese e o valor da hemoglobina foi determinado em amostra de sangue fetal obtida durante o procedimento. A correlao entre o ndice crdio-femoral e o valor da hemoglobina fetal foi avaliada por regresso linear e o ponto de corte de melhor acuidade no diagnstico da anemia (hemoglobina menor que 10 g/dl), verificado pela curva ROC. RESULTADOS: a medida ecogrfica do DBVE variou de 1,6 a 4,7 cm (mdia 2,5&plusmn;1,3 cm) e a do comprimento do fmur de 3,0 a 6,9 cm (mdia 4,3&plusmn;0,9 cm). O ndice crdio-femoral calculado variou de 0,4 a 1,0 (mdia 0,6&plusmn;0,1). Observou-se correlao inversa entre o ndice ecogrfico e a hemoglobina fetal (R=0,37 e p<0,0001). O valor 0,60 para o ndice crdio-femoral foi o ponto de corte com melhor acuidade para a predio de um nvel de hemoglobina fetal menor que 10,0 g/dl: sensibilidade 80,9%, especificidade 83,1%, valor preditivo positivo 73,1% e valor preditivo negativo 88,5%. CONCLUSO: o ndice crdio-femoral apresentou boa acuidade na predio do nvel de hemoglobina fetal abaixo de 10 g/dl em gestantes isoimunizadas por antgenos eritrocitrios, podendo se tornar marcador no invasivo da anemia fetal.

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OBJETIVO: estudar a mortalidade materna por hipertenso na gestao, estimando a razo de mortalidade e o perfil das pacientes que foram a bito por esta causa. MTODOS: estudo retrospectivo dos bitos maternos devidos hipertenso ocorridos na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do Cear - MEAC/UFC, no perodo de 1981 a 2003. Foram avaliadas as razes de mortalidade materna geral (RMM) e especfica para hipertenso e, nesta populao de hipertensas, os dados epidemiolgicos e clnicos. RESULTADOS: registraram-se 296 casos de bitos maternos e 184.672 nascidos vivos (NV), resultando em RMM de 160,28/100.000 NV. A causa de bito mais freqente foi hipertenso (41,2%), com 122 casos e mdia anual de 5,3 bitos e RMM para hipertenso de 60,10/100.000 NV. Analisando-se o grupo de mortes por hipertenso verificou-se que a idade materna variou de 13 a 42 anos, com mdia de 26 anos. A maioria das pacientes originou-se do interior do estado. As mortes aconteceram principalmente nas primeiras 24 horas aps a admisso hospitalar (50,9%). Houve predomnio de mortes em primigestas (40,3%) e na faixa entre 31 e 38 semanas (48,2%). A eclmpsia ocorreu em 73 pacientes (64,1%), sendo mais prevalente durante a gestao (53,4%). Aconteceram 101 bitos no perodo puerperal. Houve predomnio de cesrea (62,3%) e de anestesia geral (45,1%). A assistncia pr-natal no foi realizada em 61,4% das pacientes. CONCLUSES: as razes de mortalidade materna geral e por hipertenso foram elevadas, sendo a hipertenso a principal causa de bito materno em nossa maternidade.

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OBJETIVO: traduzir e validar o Female Sexual Function Index (FSFI) para grvidas brasileiras. MTODOS: participaram da pesquisa 92 gestantes assistidas em ambulatrio de pr-natal de baixo risco, com diagnstico da gravidez confirmado por ultra-sonografia precoce. Inicialmente, traduzimos o questionrio FSFI para a lngua portuguesa (do Brasil), de acordo com os critrios internacionais. Foram realizadas adaptaes culturais, conceituais e semnticas do FSFI, em funo das diferenas da lngua, para que as gestantes compreendessem as questes. Todas as pacientes responderam duas vezes ao FSFI, no mesmo dia, com dois entrevistadores diferentes, com intervalo de uma hora de uma entrevista para a outra. Em seguida, 7 a 14 dias depois, o questionrio foi novamente aplicado numa segunda entrevista. Foram avaliadas a confiabilidade (consistncia interna intra e interobservador) e a validade do construto (para demonstrar que o questionrio avalia a funo sexual). RESULTADOS: adaptaes culturais foram necessrias para obtermos a verso final. A consistncia interna intra-observador (alfa de Chronbach) dos diversos domnios oscilou de moderada a forte (0,791 a 0,911) e a consistncia interobservador variou de 0,791 a 0,914. Na validao do construto, foram obtidas correlaes de moderada a forte entre os escores finais (gerais) do FSFI e do Quociente Sexual Feminino (QS-F), que tem a capacidade de avaliar a funo sexual feminina. CONCLUSES: o FSFI foi adaptado lngua portuguesa e cultura brasileira, apresentando significante confiabilidade e validade, podendo ser includo e utilizado em futuros estudos da funo sexual de grvidas brasileiras.

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OBJETIVO: avaliar o efeito do sulfato de magnsio sobre o ndice de pulsatilidade (IP) das artrias uterinas, umbilicais e cerebral mdia fetal, de acordo com a persistncia ou no da incisura protodiastlica bilateral das artrias uterinas na pr-eclmpsia grave. MTODOS: foi desenvolvido um estudo do tipo coorte, incluindo 40 gestantes com pr-eclmpsia grave, das quais 23 apresentavam incisura protodiastlica bilateral e 17, incisura ausente/unilateral. As pacientes foram submetidas a doplervelocimetria antes e depois de 20 minutos da administrao intravenosa de 6 g do sulfato de magnsio. O exame foi realizado com a paciente em posio semi-Fowler, obtendo-se os sonogramas durante a inatividade fetal, em perodos de apneia e ausncia de contraes uterinas. Todos os exames foram realizados por dois pesquisadores, considerando a mdia como resultado final. A comparao dos IP antes e depois do sulfato de magnsio em cada grupo foi realizada pelo teste de Wilcoxon. A diferena das duas medidas (antes e depois do sulfato de magnsio) foi comparada entre os grupos (incisura bilateral e incisura ausente/unilateral) utilizando-se o teste de Mann-Whitney. RESULTADOS: houve um aumento significativo da frequncia cardaca materna e uma diminuio da presso arterial materna e da mediana dos IP das duas artrias uterinas e da artria cerebral mdia fetal depois da utilizao do sulfato de magnsio em ambos os grupos. Houve reduo significativa do IP da artria uterina esquerda e da artria umbilical apenas no grupo com incisura protodiastlica unilateral/ausente. No entanto, no foram encontradas diferenas significativas em relao ao IP da artria uterina direita e relao umbilical/cerebral antes e depois do sulfato de magnsio em cada grupo. No se encontrou diferena entre os grupos, antes e depois do sulfato de magnsio, para nenhum dos desfechos estudados. CONCLUSES: aps a administrao intravenosa de 6 g do sulfato de magnsio nas pacientes com pr-eclmpsia grave, ocorre uma diminuio da presso arterial e do IP das artrias uterinas, umbilicais e cerebral mdia fetal, alm de aumento da frequncia cardaca materna, no influenciada pela presena de incisura protodiastlica bilateral nas artrias uterinas.

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OBJETIVO: determinar a variao de peso de mulheres com diferentes Índices de Massa Corporal (IMC), usurias do injetvel trimestral de acetato de medroxiprogesterona de depsito (AMPD) e compar-la de mulheres em uso de mtodo no hormonal. MTODOS: Estudo retrospectivo com reviso de pronturios de 226 usurias de AMPD e 603 controles usurias de DIU TCu380A. As mulheres foram distribudas conforme o IMC inicial nas categorias de peso normal (<25 kg/m), sobrepeso (25 a 29,9 kg/m) e obesas (>30 kg/m) e seguidas anualmente durante seis anos com medidas de peso e IMC. Aplicou-se o teste estatstico ANOVA para medir a variao de peso entre os grupos em cada categoria de IMC a cada ano. RESULTADOS: a mdia de idade no incio do uso do mtodo foi maior no grupo de estudo do que no controle em todas as categorias de IMC 31,6 DP 7,1 X 27,4 DP 5,5 na categoria peso normal (p<0,0001); 37,3 DP 6,8 X 29,2 DP 6,0 na categoria sobrepeso (p<0,0001); e 35,3 DP 6,4 X 29,7 DP 5,8 na categoria obesas (p<0,0001). As usurias de AMPD tiveram elevao de peso em relao s controles na categoria de sobrepeso (p=0,0082); e o aumento de peso em relao ao tempo tambm foi maior no grupo de usurias de AMPD do que nas controles para as categorias de peso normal (p<0,0001) e sobrepeso (p=0,0008). No grupo de obesas no houve variao do IMC entre os grupos nem em relao ao tempo de uso do mtodo. CONCLUSES: no houve variao de ganho de peso em mulheres obesas usurias de AMPD. Estudos prospectivos devero ser realizados com testes metablicos para determinar os fatores desencadeadores do ganho de peso em mulheres com peso normal e sobrepeso.

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OBJETIVOS: avaliar e comparar os efeitos do ndice de massa corporal (IMC) sobre severidade da incontinncia urinria (IU) feminina por meio do questionrio de qualidade de vida King's Health Questionnaire (KHQ), variveis do estudo urodinmico e dados da anamnese. MTODOS: estudo clnico transversal. Foram selecionados 65 pacientes com incontinncia urinria de esforo (IUE) que foram divididas em trs grupos: Grupo I (IMC entre 18 e 25 kg/m); Grupo II (IMC entre 25 e 30 kg/m) e Grupo III (IMC&gt;30 kg/m). Os domnios do KHQ foram comparados entre esses grupos. Alm disso, alguns dados da anamnese e do estudo urodinmico (presena de noctria, enurese, urgncia e urge-incontinncia) foram tambm relacionados ao IMC calculando-se o OR (Odds Ratio). O IMC, na presena e na ausncia de contraes no inibidas do detrusor, bem como no VLPP (valsalva leak point pressure) <60 ou &gt;60 cmH2O foi avaliado. Por fim, foram realizados testes de correlao do IMC com os nove domnios do KHQ a fim de se evidenciar alguma associao. RESULTADOS: o KHQ foi incapaz de registrar, em qualquer um de seus domnios, deteriorao da qualidade de vida das mulheres com IU na medida em que ocorreu elevao do IMC. Encontramos OR para a presena de enurese em relao ao IMC de 1,003 [IC: 0,897-1,121], valor p=0,962. Para a noctria, o OR foi de 1,049 (IC: 0,933-1,18), valor p=0,425. O valor de OR=0,975 (IC: 0,826-1,151), valor p=0,762 foi encontrado para a urgncia. No que se refere urge-incontinncia, encontrou-se OR=0,978 (IC: 0,85-1,126), valor p=0,76. Estudou-se o IMC nos grupos com e sem contraes no-inibidas do msculo detrusor e foram encontradas, respectivamente, medianas de 26,44,8 e 28,35,7 kg/m (p=0,6). De forma semelhante, as medianas do IMC nos grupos com VLPP<60 e&gt;60 cmH2O foram, respectivamente, de 29,64,1 e 27,75,7 kg/m (p=0,2). Finalmente, no tivemos xito em demonstrar associao do IMC com qualquer um dos nove domnios do KHQ por meio da correlao de Spearman. CONCLUSO: no houve associao dos escores do KHQ com o IMC. Tambm no houve correlao entre os parmetros clnicos da anamnese e do estudo urodinmico com o IMC.

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OBJETIVO: avaliar o impacto do ndice de massa corprea (IMC) nos resultados de FIV/ICSI (Fertilizao in vitro/injeo intracitoplasmtica de espermatozoide) obtidos no Servio de Reproduo Humana da Faculdade de Medicina do ABC. MTODOS: estudo retrospectivo que incluiu 488 ciclos de FIV/ICSI de 385 pacientes. As pacientes foram divididas em dois grupos de acordo com o IMC em peso normal (18,5 &gt; IMC <25 kg/m) e sobrepeso/obesidade (IMC &gt;25 kg/m). Foram avaliados a dose de hormnio folculo-estimulante recombinante (FSHr) utilizada, as taxas de cancelamento dos ciclos por resposta ovariana, e os resultados do laboratrio de reproduo assistida como o nmero de ocitos, nmero de embries de boa qualidade, nmero de embries transferidos, e as taxas de gravidez, gestao qumica, abortamento e nascimentos. Para a comparao das variveis quantitativas entre os grupos foi utilizado o teste t e o teste &#967;2 para comparao entre as variveis qualitativas. Os valores de p<0,05 foram considerados significativos. RESULTADOS: considerando caractersticas da induo da ovulao, no houve diferena estatstica significante entre os grupos quanto a dose de FSHr utilizada e a taxa de cancelamento, p=0,47 e p=0,85, respectivamente. Quanto aos resultados do laboratrio, o nmero de ocitos recuperados por ciclo foi semelhante entre os grupos (p=0,09), bem como o nmero de embries de boa qualidade obtidos e transferidos (p=0,7 e p=0,6). A taxa de gravidez por transferncia embrionria foi de 27,6% no grupo com peso normal e 29,6% no grupo com sobrepeso/obesidade (p=0,76). As taxas de abortamento e de nascimentos foram semelhantes entre os grupos: p=0,54 e p=0,94. CONCLUSO: o IMC no influenciou os resultados de FIV/ICSI avaliados.