6 resultados para reordenação
em Sistema UNA-SUS
Resumo:
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é fundamental para a reordenação do Sistema Único de Saúde (SUS). Tem como desafio ultrapassar a fragmentação do processo assistencial o distanciamento das reais necessidades de saúde das populações. Nesse cenário, inserem-se as necessidades relacionadas à Saúde da Mulher. A vivência da autora, Enfermeira da ESF na zona rural, em Minas Gerais, atentou-se para emergência de mulheres de meia idade com demandas diferenciadas em saúde, que vivenciavam o Climatério. Perante essa realidade, renovações da atenção prestada pela equipe se fizeram necessárias. Esse estudo objetiva analisar a produção de conhecimento em Enfermagem sobre a mulher no climatério e suas contribuições para a atuação da equipe de ESF. Utilizou-se a revisão integrativa da literatura, através da biblioteca virtual eletrônica BDENF, por meio de publicações periódicas de enfermagem, pelo descritor Climatério. Como critério de inclusão, analisar publicações desenvolvidas na atenção primária à saúde e/ou ESF. Buscando ampliar a sensibilidade da busca pelo período de início da produção científica dessa temática, utilizou-se apenas o limite final, ano 2009. Os resultados apresentaram total de 25 artigos, sendo três repetidos e 63,6% não correspondiam aos critérios de inclusão. Observou-se escassez sobre a produção dessa temática na Enfermagem. A maior concentração das publicações foi entre 2000 a 2005, demonstrando a recente discussão desse tema. As publicações caracterizavam-se: pela busca dos serviços de saúde dessa população, pela descrição dos aspectos biomédicos e psicoafetivos desse ciclo vital feminino e a atuação do Enfermeiro. O método qualitativo foi o mais utilizado nas pesquisas. Índice de KAPPA considerável (k=0,4). A análise das publicações apontou para a necessidade da compreensão do climatério em uma dimensão ampliada e enquanto estado natural do ciclo vital feminino. Há urgência na reorganização dos serviços de saúde para atenção a essa clientela, e há a necessidade de implementação de estratégias diferenciadas, como ações educativas, grupos operativos que incluam as mulheres e suas famílias. O Enfermeiro foi apontado como um ator potencial dentro da equipe, para implementar as ações inovadoras, orientar sobre os mitos e tabus que permeiam essa etapa da vida feminina e, de forma compreensiva e acolhedora, auxiliar essas mulheres na reformulação dos projetos subjetivos de suas vidas
Resumo:
A proposta de reordenação do Sistema Único de Saúde (SUS) esta fortalecida pelo Programa Saúde da Família (PSF). A saúde da mulher, em especial a assistência ao pré-natal, ganha destaque e é atribuição para as equipes de saúde da família. Esse trabalho objetiva investigar a existência da assistência pré-natal realizadas por Enfermeiros dessas equipes. Essa temática emergiu pela assistência realizada na equipe de saúde da família, de atuação da autora, em Uberaba/MG, fortalecida pela análise crítica de seu portfólio. Portfólio consiste numa coleção de documentos confeccionados em resposta as atividades do Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família/UFMG, que intencionou dialogar reflexivamente a realidade local, o cotidiano de trabalho na ESF e as teorias existentes nesse campo de conhecimento. Essa análise gerou uma questão norteadora- "Existe a realização da assistência ao Pré-Natal por enfermeiros na ESF/AB?". O método investigativo utilizado foi a revisão da literatura sistematizada, através de biblioteca virtual de Enfermagem, pelo unitermo Pré-Natal. Foram encontrados 40 artigos. Após leitura, apenas 20% (n=8) foram pertinentes. Artigos demonstraram que o Enfermeiro atende ao Pré-Natal, enquanto membro integrante da equipe de saúde da família. Apontam que essa assistência converge às diretrizes do PSF. Discutem as práticas de cuidado da enfermagem na incorporação das questões psicoafetivas das gestantes e das abordagens familiares. Demonstram a integração ensino-serviço para a realização desse cuidado. Entretanto, observa-se a necessidade de ampliação da produção do conhecimento sobre essa temática. Há uma dicotomia entre a prática cotidiana experienciada pela autora e os resultados desse estudo. Com isso, espera-se contribuir para o fomento da produção do conhecimento em Enfermagem, e estimular a modificação das práticas nas equipes saúde da família, destacando a efetividade desse profissional e valorizando o seu diferencial assistencial para os serviços primários de saúde, em especial na assistência ao Pré-Natal.
Resumo:
A Organização da porta de entrada do serviço de saúde que atende ao Programa de Saúde da família é de fundamental importância para um atendimento qualificado e que contribua para atender a demanda reprimida. Para a realização deste trabalho que teve como objetivo elaborar uma proposta de reordenação da porta de entrada do serviço de saúde, tomando-se por base o agendamento de famílias feito por meio de visita domiciliar pela equipe, permitirá um melhor contato com a população adscrita. A metodologia foi uma revisão bibliográfica que teve como fundamento os artigos revisados na literatura e o diagnóstico situacional da Unidade Básica de Saúde como estratégia para organizar a porta de entrada da atenção básica. Espera-se com este estudo possa contribuir com a organização da demanda espontânea e a programada para os usuários que buscam atendimento da Unidade Básica de Saúde.
Resumo:
O Programa Saúde da Família (PSF) é uma importante estratégia para a reordenação da atenção à saúde, conforme preconizam os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). A integralidade na atenção à saúde é definida como um princípio do SUS, orientando políticas e ações programáticas que respondam às políticas e necessidades da população no acesso à rede de cuidados em saúde. O pré-natal deve ser uma das prioridades da equipe e quando este é de qualidade ele evita tanto a mortalidade materna como a infantil. Considerando que na Atenção Básica, as consultas de pré-natal e puerpério podem ser realizadas pelo profissional médico ou enfermeiro, a importância da assistência pré-natal adequada e que o acesso precoce a essa assistência pode interferir positivamente na qualidade do mesmo, o presente estudo teve como finalidade elaborar uma proposta de protocolo assistencial de enfermagem no pré-natal de baixo risco e puerpério para o município de Araponga/MG. Trata-se de uma revisão narrativa baseada em pesquisas bibliográficas no site da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no Scientific Eletronic Library Online (SciELo), e na Biblioteca Virtual do NESCON, no período de janeiro a maio de 2013. Conclui-se que há necessidade de organizar os processos de trabalho na atenção primária no município. A proposta de organização aponta para a melhoria da qualidade do acesso ao pré-natal pelas mulheres acompanhadas em todas as Unidades Básicas de Saúde através da sistematização programada dos cuidados de enfermagem durante todo o ciclo gravídico-puerperal. Amparadas em um protocolo clínico, acredita-se que as ações de Enfermagem podem ser mais efetivas e o vínculo entre esse profissional e as usuárias gestantes de sua área de abrangência pode se estreitar, melhorando a qualidade da assistência ao pré-natal e promovendo a descentralização do cuidado.
Resumo:
É fundamental no planejamento e na gestão da saúde a implantação de um sistema de agendamentos para consultas, que faça uma reordenação na execução das ações e serviços de atendimento ao usuários da Unidade Básica de Saúde Cabanas. Assim, o agendamento para consultas na Unidade Básica de Saúde Cabanas surge pela necessidade de garantir o atendimento para todos, com a intenção de dar uma resposta ao usuário sobre como o atendimento pode ser eficaz e possível a toda comunidade, redimensionando-os de forma a contemplar suas necessidades e, a partir dai, proporcionar mudanças que promovam melhorias no atendimento aos usuários. Este estudo teve como objetivo elaborar uma proposta de intervenção para organizar a agenda da Unidade Básica de Saúdes Cabanas, buscando melhorar a acessibilidade da população ao atendimento da Unidade Básica de Saúde. Para subsidiar a elaboração do projeto de intervenção foi feita uma pesquisa bibliográfica na Biblioteca Virtual em Saúde. O projeto de intervenção foi elaborado a partir dos fundamentos do planejamento estratégico situacional e espera-se que a sua execução seja factível e venha trazer melhoras no atendimento à população.
Resumo:
o pre natal é uma época de preparação física e psicológica para o parto e para a maternidade e, como tal, é um momento de intenso aprendizado e uma oportunidade para os profissionais da equipe de saúde dvesenvolver a educação em saúde como dimensão do processo de cuidar, por isso a atenção ao pre natal e puerpério de qualidade, é uma importante estratégia para a reordenação da atenção à saúde das gestantes e puérperas. Antes da intervenção, apesar de visualizarmos uma ampliação na cobertura do pré-natal, as análises dos dados disponíveis demonstram comprometimento da qualidade dessa atenção, assim como no puerpério. Nosso trabalho de intervenção teve o objetivo de melhorar a qualidade da atenção ao pré-natal e puerpério na unidade de saúde de Soledade, situada a 10km da cidade de Apodi, na região da chapada no Rio Grande do Norte. Esta intervenção foi realizada no período de 12 semanas em 2015. Os protocolos preconizados pelo Ministério da Saúde foram adotados para realizar as ações desenvolvidas nos quatros eixos pedagógicos: monitoramento e avaliação, gestão e organização do serviço, engajamento público e qualificação da prática clínica. Para o registro específico foram adotados uma ficha espelho individual e uma planilha eletrônica de coleta de dados para avaliação e monitoramento dos dados. Ao final da intervenção, 100%(24) das gestantes foram acompanhadas assim como 100%(10) das puérperas da área. No caso das puérperas 100% tiveram exame físico completo incluindo o exame ginecológico, tiveram avaliados o estado psíquico e as intercorrências agudas. Além disso, todas receberam prescrição de algum método de anticoncepção, orientações sobre cuidados com o recém-nascido, aleitamento materno e planejamento familiar, não tivemos puérpera faltosa à consulta, no caso das gestantes, 78,8% (17) tiveram o ingresso no primeiro trimestre de gestação, com solicitação de exames laboratoriais de acordo com o protocolo, prescrição de ácido fólico e sulfato ferroso, vacina anti tetânica e hepatite B em dia, avaliação das necessidades de atendimento odontológico, e avaliação do risco gestacional. Além disso, todas estavam com o registro de acompanhamento de pré-natal completo, também receberam orientações sobre higiene bucal. Com relação a primeira consulta odontológica, 80% (20) das gestantes. Tivemos uma gestante faltosa que recebeu busca ativa na comunidade e compareceu a consulta. Nossa intervenção de saúde já foi incorporada na rotina de trabalho da unidade de saúde. A comunidade está satisfeita, um dos motivos foi o aumento do conhecimento, mediante as palestras, sobre temas de interesse para a saúde das gestantes e puérperas, agora nossa comunidade participa com entusiasmo das ações levando para casa sempre um novo aprendizado, demonstrando mais confiança na equipe de saúde e mais interesse em continuar participando das atividades realizadas.