308 resultados para Ensino médio Rio Grande do Sul


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Estudam-se aqui as origens do atual Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul entre os anos de 1908 at 1962. O Instituto foi formado por lideranas regionais, oriundas de um projeto civilizatrio solidrio, constitudo pelos Cursos Superiores Livres criados na capital do estado do Rio Grande do Sul, durante a Primeira Repblica Brasileira. Numa segunda etapa, esses Cursos Superiores Livres, constituram a Universidade de Porto Alegre, como a primeira universidade do Rio Grande do Sul. Os eventos da sua origem e a passagem do Instituto Livre de Belas Artes para a universidade, revelam uma srie de condies que a autonomizao da arte exige para se institucionalizar. Os agentes artistas do Instituto tiveram a oportunidade de procurar nessas passagens as competncias da arte e os limites nos quais seria possvel institucionaliz-la tanto no contexto de um curso superior, como na universidade que ajudaram a formar em 1934. Expulso dessa universidade local em 1939, o Instituto passou 23 anos procurando, numa espcie de segunda institucionalizao, esse ponto de equilbrio entre a arte e os outros saberes j consagrados pela universidade. A busca desse ponto de equilbrio tornou-se visvel nas expresses de autonomia emitidas pelos seus agentes, enfrentando os limites institucionais que a arte exige. Internamente, o Instituto ampliou as competncias atravs de novos projetos de institucionalizao da arte que se expandiram externamente, como contribuies para o sistema de artes As competncias internas foram concretizadas no primeiro curso formal de artes plsticas do estado. O sistema das artes plsticas sul-rio-grandense recebeu desse curso, novos agentes, capazes de continuar externamente a teleologia imanente que orientou as origens internas do Instituto. Para entender a teleologia imanente da instituio foram revistos os estudos acadmicos de outros pesquisadores do Instituto. Aps, se buscaram e sistematizaram os dados da instituio nos documentos no Arquivo Geral do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (AGIA-UFRGS). Esses dados foram contextualizados no conjunto de suportes conceituais relativos institucionalizao do ensino das artes plsticas, procedentes da cultura brasileira e ocidental recente. O estudo do perodo institucional de 1908 at 1962 foi dividido em seis captulos. Trs captulos so relativos ao Instituto. Eles se alternam com trs especficos relativos s artes visuais em geral e aqui, mais especificamente, s artes plsticas. inegvel que o Instituto cumpriu o seu papel de acolher, desenvolver e continuar o processo da arte nesse projeto civilizatrio republicano. As artes plsticas ampliaram a teleologia imanente do Instituto no sistema de artes sul-rio-grandense. O agente institucional evoluiu, passando de amador da arte para o artista profissional. Esses agentes instauraram formas institucionais para uma potencial reproduo do saber da arte, destinada a um pblico de observadores.

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O objetivo do presente trabalho conduzido na Estao Experimental Agronmica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em Eldorado do Sul, RS, em um solo Podzlico Vermelho Amarelo, foi avaliar nove cultivares de melancia (Citrullus lanatus) buscando identificar cultivares de melhor adaptao regio, possibilitando o cultivo em anos sucessivos na mesma rea, pois os produtores devido a problemas fitossanitrios buscam a cada cultivo novas reas para produzir. A semeadura no espaamento 3,0m x 1,5m, foi feita em novembro, com ressemeadura em dezembro de 2000. As cultivares foram avaliadas quanto produtividade e ocorrncia de doenas. Em termos de produtividade, a cultivar Vista F1, com 10,8 t.ha-1, foi significativamente mais produtiva que a cultivar Vitria F1 (2,6 t.ha-1). Quanto a ocorrncia de doenas, a cultivar Athens F1 apresentou o menor nmero de plantas com sintomas de antracnose (Colletotrichum orbiculare), com 5,4 plantas, diferindo estatisticamente das cultivares Vista F1, Crimson Select, Crimson Magic F1, com 9,2, 8,6, 8,5 plantas, respectivamente, e das cultivares Vitria F1, Arriba F1 e Verona F1, com 8,1 plantas com sintomas. O peso 6,4 Kg por fruto da cultivar Crimson Magic F1 foi significativamente maior que o peso de frutos das cultivares Vitria F1 (4,4 Kg) e Crimson Sweet (4,4 Kg). O peso de melancias das demais cultivares foi intermedirio e no diferiu estatisticamente do peso médio da cultivar Crimson Magic F1. Na classificao dos frutos por peso, somente as cultivares Athens F1 e Vista F1 apresentaram frutos com peso acima de 10 Kg, frutos na categoria especial. As cultivares Verona F1, Crimson Magic F1 e Vista F1 apresentaram a melhor performance em relao ao nmero de frutos na categoria 1, isto , frutos com peso entre 6 e 10 Kg . As cultivares Vista F1 e Crimson Magic F1 destacaram-se na produtividade e a cultivar Athens F1 destacou-se na resistncia a antracnose. Estas cultivares so promissoras, mas so necessrios novos ensaios para consolidar estes resultados.

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A Floricultura um setor do agronegcio gacho que tem propiciado o crescimento econmico e social do Estado. Com o objetivo de trazer subsdios para o desenvolvimento da produo de Flores e Plantas Ornamentais (FPO) no Rio Grande do Sul e para a organizao de sua Cadeia Produtiva, foi realizado em 2000 o levantamento da produo, com abrangncia a nvel de Estado. Foram registradas 560 Unidades Produtivas (UP), distribudas em 133 municpios gachos. Com os resultados obtidos, foi desenvolvido o Cadastro Eletrnico dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais do RS 2000, um banco de dados em compact disc (CD), contendo a lista de plantas e produtos sob produo, com respectivos nomes e endereos das UPs de FPO do Estado. Comparando os dados de 2000 com os do censo realizado em 1996, a rea de cultivo aumentou de 304 para 609 ha, com mdulo médio de produo de 1,09 ha. Acompanhando a expanso de rea de cultivo, o volume de produo de todas as categorias de produtos foi superior em 2000. Os resultados demonstram uma forte demanda em assistncia tcnica especializada e a necessidade de melhorar a capacitao profissional da mo-de-obra de apoio.

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Populaes de Trachemys dorbigni foram estudadas em duas reas geogrficas distintas. Estas reas localizam-se na Estao Ecolgica do Taim (Base Santa Marta) (UTM x=346185 y=6365666 22H) e na Lagoa Verde, no municpio de Rio Grande (UTM x=385820 y=644500 22H), ambas no sul do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. A populao da Lagoa Verde serviu de subsdio para a caracterizao da estrutura populacional da espcie, enquanto que a da Estao Ecolgica do Taim foi analisada quanto aos aspectos da biologia e ecologia reprodutiva. A caracterizao da estrutura foi analisada utilizando-se 210 exemplares adultos (104 fmeas e 106 machos). As fmeas atingem comprimentos da carapaa maiores que os machos ( x CMC= 212,1mm 14,823; x CMC= 181,6mm 17,076), sendo significativamente diferente (F1,207=191,140; P<0,001). O surgimento dos dimorfismos sexuais secundrios dos machos ocorre a partir de 130mm de comprimento da carapaa, e se caracterizam pelo maior tamanho da cauda e pela melanizao. Os machos de T. dorbigni no apresentam dimorfismo quanto concavidade do plastro. A maturidade das fmeas foi estimada entre 150 e 160mm. A espcie desova entre os meses de outubro e janeiro, depositando, em mdia, 12,1 ovos. Os ovos de T. dorbigni so brancos, pergaminosos e elpticos O comprimento médio dos ovos 39,3mm 2,06, a largura 25,8mm 1,07 e o peso 14,9g 1,47. As fmeas podem realizar at trs posturas por temporada reprodutiva, havendo um intervalo de 15 a 20 dias entre cada evento. Apenas 31% da populao de fmeas desova anualmente. As fmeas depositam seus ninhos a distncias que podem variar de 0 a 560,3m ( x =69,2m; N=101) da gua. As estimativas do deslocamento de fmeas em terra foi de 132m/dia (Mn.=15m; Mx.=285m; N=8). J o maior deslocamento na gua foi 950m em um dia. A mdia geral da distncia entre duas capturas consecutivas para fmeas no transferidas foi de 545,0m, enquanto que para as transferidas foi 520,5m. Constatou-se uma acentuada capacidade de orientao nas fmeas transferidas ( =59,089; P<0,01), sendo que 86% destas foram capazes de retornarem na direo do seu ponto de captura aps sua transferncia.

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Extenso Universitria Concepes e Prticas o resultado de um trabalho de pesquisa cientfica centralizada nas dimenses atuais das atividades de extenso desenvolvidas em trs universidades gachas. Representa um esforo reflexivo na busca de conhecimentos do significado que a extenso vem assumindo junto aos fins da universidade, o papel que ela cumpre diante das perspectivas de transformaes das relaes universidade e sociedade e das polticas publicas para o ensino superior. A universidade, que sempre se manteve sensvel s circunstncias histrico-sociais, percebe a necessidade de criar formas de procedimentos que possibilitem sua presena ativa no meio no qual est inserida, o que implica em fazer muito mais do que formar e investigar. O desafio que as funes de formao e investigao tenham um carter mais social e que a produo de conhecimentos tenha por base parmetros com dimenses coletivas, comunicacionais, cientfico-tecnolgicos e, ao mesmo tempo, humansticos. A extenso universitria, que uma dimenso nova da universidade, insere-se nesse processo com configuraes diferentes, dadas pela realidade institucional. O presente trabalho nos mostrou que, no obstante as diferentes perspectivas e criticas, a extenso, gradativamente, vem se esforando para delimitar seu espao no universo acadmico da universidade. As concepes sobre sua funo so bastante idealistas e as experincias frgeis e fragmentadas. Nas diferentes expresses recolhidas, em documentos e falas, porm, percebe-se um esforo em garantir uma identidade para a extenso, que tenha uma eqidade com o ensino e a pesquisa, com polticas de custeio bem definidas. A nossa tese que embora a extenso tivesse ganho uma maior importncia neste momento de dilogos sobre a construo de novas esferas pblicas, de fortalecimento da sociedade civil e da cidadania, ela no vem tendo uma valorizao eqitativa ao ensino e a pesquisa. A universidade pode construir formas de participao disso, mas no pode fugir de seus padres acadmicos e isso sua grande dificuldade: sustentar, na extenso, parmetros de ao que sejam prprios de instituio universitria. Nas universidades gachas, estudadas aqui: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade de Caxias do Sul e a Universidade Catlica de Pelotas, no h correspondncia entre as concepes e as praticas de extenso, devido, no s, as suas configuraes diferentes de instituies pblicas, confessionais e comunitrias, mas tambm, pela impossibilidade de se enquadrar extenso, que fim e no meio, no mundo acadmico de uma forma equnime ao ensino e a pesquisa.. A extenso no tem se articulao com o ensino e a pesquisa, ou ao menos, no existe uma maneira de aferir sua contribuio. Ela tem uma funo de complemento.

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O processo de negociao coletiva acompanhou as profundas transformaes nas relaes de trabalho, ocorridas principalmente durante as dcadas de 80 e 90, frente s alteraes no cenrio econmico mundial. No Brasil, as negociaes coletivas tiveram que se adaptar as sucessivas crises internacionais, a uma conjuntura econmica negativa, a um processo de reestruturao produtiva e de flexibilizao das relaes de trabalho. Esses fatores afetaram significativamente os resultados obtidos no processo de negociao coletiva. Diante desse cenrio, essa dissertao analisa a influncia dos fatores de carter econmico externos ao processo de negociao sobre os resultados obtidos nos acordos coletivos da indstria caladista no Rio Grande do Sul entre 1996 e 2001. Como objetivo central, buscamos investigar e testar a influncia de oito determinantes econmicas inflao, cmbio, volume exportado, preo do calado exportado, nvel de atividade, salrio mnimo, salrio médio do setor e emprego sobre duas clusulas presentes nas convenes coletivas - piso e taxa de reajuste - que constituem o foco desse estudo, procurando verificar quais determinantes so capazes de explicar os resultados dos acordos coletivos do setor selecionado Para alcanar esse objetivo foi construdo um modelo economtrico de regresso para testar e verificar as possveis relaes entre as variveis econmicas anteriormente citadas e os dados extrados dos acordos coletivos de cinco sindicatos da regio do Vale dos Sinos. Constatamos que as variveis diretamente ligadas ao setor exportador - cmbio, preo de exportao do calado e nvel de atividade - foram determinantes na definio do reajuste salarial, revelando o preo do calado exportado, como o elemento de maior influncia. A inflao, em nenhum momento da testagem, apareceu como um elemento capaz de influenciar a determinao dos reajustes. Quanto ao piso, a varivel determinante foi o salrio mnimo. Os testes comprovaram observaes realizadas durante as mesas de negociao coletiva do setor caladista, em que a argumentao, tanto de trabalhadores como dos empregadores, foi construda levando em considerao dois elementos: preo médio da exportao e o reajuste do salrio mnimo.

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Este trabalho visa a identificar fatores que tm influncia na implementao de planos estratgicos, atravs da realizao de um estudo de caso em uma universidade privada do Rio Grande do Sul - a Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Uma breve reviso da literatura promove a abordagem de alguns conceitos relativos ao tema "estratgia", como planejamento estratgico, plano estratgico e processo estratgico, alm de um elenco de elementos que envolvem a formulao e implementao de estratgias nas organizaes em geral. O trabalho inclui tambm uma descrio da estrutura e do contexto organizacionais da instituio objeto do estudo. A anlise dos documentosgerados pelo processo de planejamento estratgico da Organizao,associada a uma pesquisa do tipo survey e respostas a uma questo aberta, permitiram destacar um conjunto de fatores considerados influentes na implementao de um plano estratgico na organizao estudada. A pesquisa contemploutambm uma anlise de fatores que ocorreram na organizao durante a formulao e a implementaodo plano estratgicoem questo.

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O comportamento antagnico dos deslocamentos anuais da linha de costa coincide com os eventos de ENSO. Foi observado tambm que a linha de costa tende a retornar a sua forma e posio anteriores, sazonalmente no litoral sul, anualmente no litoral médio e a cada 19 meses no litoral norte. A variabilidade espacial na resposta da linha de costa s mudanas sazonais e interanuais deve-se a uma combinao de fatores, incluindo granulometria, orientao da linha de costa e transporte sedimentar ao longo da costa. A anlise regional da costa do RS permitiu classific-la em quatro classes de manejo: (1) reas de manejo crtico, ocorrem em 177 km ou 29% da costa do RS e consistem basicamente nas reas urbanizadas, concentradas principalmente no litoral norte, (2) reas prioritrias, ocorrem em 198 km ao longo do litoral médio, ocupando 32% da costa do RS, (3) reas latentes ocorrem em 65 km ou 10% da costa, localizados no litoral sul entre o Hermenegildo e o Albardo e (4) reas naturais, ao longo de 178 km ou 29% da costa gacha, encontradas no litoral central e sul.

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A presente pesquisa um estudo de caso de natureza qualitativa, com apoio nos pressupostos tericos do materialismo histrico. Tem por objetivo compreender como o trabalho acadmico (o ensino, a pesquisa e a extenso) se manifesta no processo de organizao, desorganizao e de desenvolvimento do espao pblico na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), nos ltimos dez anos, com o avano do neoliberalismo que incide sobre as Universidades, enfraquecendo os seus espaos pblicos, e diante das relaes vivenciadas pelo professor no processo de execuo desse trabalho. Com base nas analises dos documentos pertinentes (leis, decretos, regimentos e outros), na literatura pesquisada, na experincia da investigadora e como profissional vinculada UFSC, e nas entrevistas semi-estruturadas realizadas com os professores dessas Universidades, com respaldo nas distintas reas de conhecimentos da CAPES, esta pesquisa se desenvolve a partir da tese de que, no exerccio do trabalho acadmico, o professor universitrio tem possibilidades de, atravs das relaes que estabelece com o seu trabalho, organizar, desorganizar, na perspectiva de desenvolvimento, diante das condies atuais de realizao do trabalho, o espao pblico na UFSC e na UFRGS. A partir dos resultados da pesquisa, analisando o exerccio do trabalho acadmico, no processo de desenvolvimento do espao pblico, h evidncias concretas de que esse processo se manifesta na Universidade, atendendo as necessidades estabelecidas pelo professor na interao com as condies de realizao do trabalho acadmico. Esse trabalho desenvolvido pelo professor um trabalho consciente, no sentido de que determinado pelas suas condies de vida e de trabalho. Neste contexto, o espao pblico vem se degradando diante do processo de manifestao do trabalho acadmico, porque tem se enfraquecido o processo de liberdade acadmica diante das exigncias do Estado, segundo as quais a Universidade necessita produzir competitiva e lucrativamente para se manter. Com a omisso do financiamento do Estado, os professores so compelidos a constituir parcerias com setores privados e, com isto, h um cerceamento da liberdade acadmica, por exemplo, no processo de produo, de maturao e de desenvolvimento das pesquisas. H uma tendncia de enfraquecimento dos espaos pblicos diante do enfraquecimento da liberdade acadmica, na universidade pblica. Com isto, h um fortalecimento do espao privado e da legitimao das aes neoliberais. O professor vive essencialmente a necessidade de constituir e desconstituir, de organizar e desorganizar, de fortalecer e enfraquecer o processo de desenvolvimento do espao pblico na Universidade. A universidade pblica constituda de antagonismos; isso que a faz uma instituio instigante para quem com ela interage. Viver a universidade pblica desafiar o lgico, viver entre a utopia e a realidade cada vez mais estreita e sufocante, e tambm entre o elitismo e o antielitismo, entre o que necessrio fazer e o que verdadeiramente se faz no desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extenso.

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Motivado pela relevncia poltica do tema emprego, este trabalho quantifica e analisa os empregos que podem ser gerados no Rio Grande do Sul, no curto e médio prazo, atravs de alteraes na demanda final de diferentes setores que compem sua economia. Para tanto, utiliza-se da experincia de um modelo de gerao de emprego baseado em tcnicas insumo-produto, desenvolvido por economistas do BNDES, que neste trabalho aplicado informaes referentes economia gacha. Obtidos os resultados do modelo correlacionam-se os setores quanto a sua capacidade de gerar emprego com atributos que reflitam a qualidade do emprego gerado e sua capacidade de desencadear crescimento econmico. Tambm se procura mapear a estrutura produtiva do Estado como forma de avaliar os resultados de empregos setoriais em relao as suas diferentes regies.

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Esse trabalho foi realizado em uma remanescente de Mata Atlntica, na regio metropolitana de Porto Alegre, Parque Estadual de Itapu (PEI), Rio Grande do Sul, Brasil e teve como objetivos avaliar aspectos da ecologia dos graxains do mato Cerdocyon thous e do campo Pseudalopex gymnocercus (horrio de atividade, atividade ao longo das estaes do ano e fases lunares, ecologia reprodutiva, densidade na rea de estudo e simpatria). Alm disso, foi proposta desse estudo avaliar o uso de estaes-de-cheiro para acessar informaes sobre atividade e uso de hbitat de C. thous. Para isso foram utilizados diferentes mtodos. Para avaliao de aspectos da ecologia dos candeos foram realizadas transeces para observao direta dos animais. Esses dados foram georeferenciados e comparados com fatores ambientais (ndice de vegetao NDVI, estao do ano, fase lunar e hora). Para o clculo da densidade, animais foram capturados e marcados durante um ano. Utilizou-se uma estimativa da rea amostral e do tamanho populacional médio atravs do mtodo Jolly-Sebber. Para avaliao da ecologia reprodutiva, foram agrupadas as informaes obtidas com os mtodos anteriores. Com relao s estaes-de-cheiro, foram montados 22 plots de areia com um metro de dimetro e distancia de 100 metros entre si com um atrativo olfativo ao centro. As estaes foram montadas e revisadas duas vezes por ms durante um ano. As informaes de visitao foram cruzadas com dados ambientais (NDVI altitude, proximidade de cursos dgua, cobertura vegetal) e temporais (estao-do-ano e lua). Os principais resultados obtidos foram os seguintes: graxains-do-campo e do mato ocorrem em simpatria apenas na metade sul do PEI, sendo que os primeiros utilizam reas com pouca vegetao e areia, enquanto o graxaim-do-mato ocupa todos os ambientes disponveis. Ambos tm atividade preferencialmente noturna. O graxaim-do-mato ocorre em uma densidade mdia estimada de 0,78 ind/km2, estando esse valor dentro do encontrado na literatura. Os graxains-do-mato apresentam maior atividade no outono, diminuindo na primavera, poca essa em que ocorrem os nascimentos dos filhotes. A maior atividade foi registrada na lua crescente e a menor na lua nova. Com relao s estaes-de-cheiro, estas demonstraram ser um bom mtodo para avaliar atividade de espcies de candeos em curtos perodos de tempo e, associadas a tcnicas de geoprocessamento, podem fornecer informaes sobre uso de hbitat.

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apresentada uma nova abordagem na tcnica e na avaliao de rea de florestas nativas, exticas e uso do solo do Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, em particular no entorno da escarpa que divide os Campos de Cima da Serra e a Plancie Costeira, caracterizada por apresentar espcies de Pinus elliotti Engelm var elliottiii e Pinus taeda L., Eucalyptus sp. e Araucaria angustiflia (Bert.) O. Ktze. e reas de campo nativo. Nas ltimas dcadas tem se verificado avano das florestas exticas, principalmente de florestas de pinus, sobre as reas de campo e florestas nativas, surgindo como uma das maiores fontes de explorao econmica da regio. Parcialmente em razo disto, as florestas de araucria distribuem-se de forma pouco homognea, em decorrncia de dcadas de desmatamento. As tcnicas de classificao em Sensoriamento Remoto, usando imagens de Landsat, mostraram que possvel separar tipos diferentes de vegetao, e no exemplo das florestas na regio estudada, tanto nativas como exticas. As limitaes em definies espacial e espectral at meados da dcada de 1990 motivaram o desenvolvimento de uma nova gerao de satlites e sensores, incluindo o sensor ASTER a bordo do satlite Terra. Este sensor apresenta 14 bandas espectrais com diferentes resolues espaciais, sendo usado nesta pesquisa suas 9 bandas correspondentes ao espectro de radincia refletida. O foco central deste trabalho est na utilizao de sensoriamento remoto e geoprocessamento para determinao de reas de vegetao e uso do solo no extremo leste dos Campos de Cima da Serra, atravs de imagens orbitais do sensor ASTER. Utilizando mtodos de classificao supervisionada foi possvel caracterizar a rea, separar as espcies vegetais entre si, alm de quantific-las O grupo das 9 bandas foram distribudas em trs grupos: com 3 bandas de resoluo espacial de 15 metros no visvel e infravermelho prximo (VNIR); com 6 bandas com resoluo espacial de 30 metros no infravermelho médio (SWIR); e com 9 bandas com resoluo espacial de 30 metros cobrindo toda a faixa de resoluo espectral do espectro de radincia refletida do sensor ASTER (VNIR+SWIR). A metodologia incluiu processamento de imagem e classificao com o algoritmo de mxima verossimilhana gaussiana. Os resultados so: 1) possvel identificar tipos diferentes de manejo e idade nas florestas de Pinus elliottii (jovens, adulto, velho e manejado diferenciado); 2) a exatido geral foi de 90,89% no subsistema VNIR, e o ndice do Kappa foi de 0,81 em ambos subsistemas VNIR e (VNIR+SWIR); 3) a classificao apresentando o mapa do uso do solo mostra que, de forma geral, os dados de VNIR tm os melhores resultados, incluindo o detalhamento para pequenas reas da superfcie terrestre. O grupo (VNIR+SWIR) tm potencial superior para a determinao das classes araucria , eucalipto e pinus com manejo / pinus adulto , enquanto que o grupo SWIR no apresenta no vence em nenhuma classe; 4) com relao aos dados de exatido geral resultantes do subsistema VNIR, a rea estimada de pinus 22,28% da rea estudada (cena de 1543,63 quilmetros quadrados totais), e de araucria 10,10%, revelando que aquela espcie extica est mudando rapidamente a paisagem da regio. Na comparao destes resultados com outros estudos na regio pesquisada, verifica-se que a utilizao de dados ASTER implica em um aumento na acurcia da classificao de vegetao em geral e que este sensor altamente apropriado para estudos ambientais, devido a suas excelentes caractersticas espaciais e espectrais.

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Estudo de natureza descritiva, analtica e interpretativa de elementos quantitativos e qualitativos, com finalidade de compreender o processo histrico-poltico da Educao e do Ensino Médio e de apresentar um quadro conjuntural de demanda e oferta da etapa final da Educao Bsica no mbito da 7 Coordenadoria Regional de Educao do rio Grande do Sul, Brasil, com sede em Passo Fundo, a no perodo 1987-1999. A regio geo-educacional abrange 32 municpios, sobre os quais foram compilados dados estatsticos relativos a escolaridade da populao, matrculas, aprovao X reprovao e evaso escolar, por srie do Ensino Médio, inclusive com anlises comparativas e de cohortes. Adicionalmente, no Volume II, so apresentadas tabulaes por unidade escolar, segundo o municpio. Como contextualizao, resenha-se a histria da educao escolar brasileira, concentrando a ateno no Ensino Médio, da poca da colonizao at a atualidade. A seguir, uma leitura do atual ordenamento constitucional e legal nacional, destacando os artigos 35 e 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional, a Lei n 9394/96, embasa a problematizao central da dissertao, que o direito Educao Bsica, que gera progressiva, mas ainda no plenamente atendida demanda de Ensino Médio. Alm do exame dos dados estatsticos, trata-se da reforma do Ensino Médio proposta no pas em 1998, cujas diretrizes redefinem objetivos e organizao curricular (Resoluo CEB/CNE 03/98). Sobre esta, sem pretender dar conta da amplitude e da profundidade da matria, a autora posiciona-se com o olhar de quem est do lado de dentro da escola mdia, vivenciando o cotidiano nas unidades escolares, em parte compreendendo a necessidade de mudanas, porm conhecendo as limitaes institucionais Na aproximao do objeto geo-educacional, faz-se a contextualizao histrica da educao escolar no estado do Rio Grande do Sul, para chamar ateno aos condicionantes culturais e polticos que levam atual configurao de direitos restritos Educao, na ambigidade de deveres do Estado federativo. Assim, situa-se que a expanso das oportunidades de escolarizao, com a criao de novas escolas e do Ensino Médio, processo poltico e burocrtico complexo, em que no basta a bvia evidncia de populao sem acesso progressivo aos nveis mais elevados de ensinos para que sejam tomadas as providncias adequadas em termos de localizao e infra-estrutura da escola ou de recursos humanos e pedaggicos de acordo com as normas vigentes. As solicitaes da comunidade e os encaminhamentos aos rgos competentes, na estrutura centralizada, encontram sucessivas negativas e atendimentos com autorizaes sob condies precrias, como ilustram dados do perodo e regio estudada. A anlise principal, sobre os dados estatsticos dos municpios da regio da 7 CRE, subdivide as escolas de Ensino Médio segundo as responsabilidades de manuteno e administrao: as escolas pblicas, que so todas estaduais, exceo de uma Escola Agrotcnica Federal (dados de 1987 a 2000); e as escolas privadas, de diversas mantenedoras. Para estimar a demanda 1 srie do Ensino Médio so tambm considerados os concluintes do Ensino Fundamental; as matrculas do Ensino Médio so tabuladas por srie e segundo alunos evadidos, aprovados, repetentes, novos e. H uma sntese por municpio, referente a cada um dos indicadores mencionados O Captulo V, oferece uma aproximao ainda mais detalhada realidade, com dados de cada escola estadual e privada do municpio de Passo Fundo, o plo da regio. Nas consideraes finais, relatam-se os principais resultados encontrados. Em sntese, no perodo e na regio estudada, os dados indicam que a matrcula do Ensino Médio expandiu-se, a evaso diminuiu e o aproveitamento escolar parece melhorar; mas, paradoxalmente, o nmero de alunos concluintes do ensino Médio diminuiu. Por isso, cabe destacar sociedade e s autoridades educacionais que, embora a evaso tenha cedido e o aproveitamento alcanado ndices mais positivos, ainda h muita ateno a ser dispensada s escolas, no sentido de mudar o quadro de evaso e aproveitamento, bem como de incluir uma grande parcela da populao, em todos os municpios da regio que, ainda no tem acesso ao Ensino Médio de Passo Fundo-RS.

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O presente trabalho se prope a realizar uma sociologia do campo jurdico brasileiro da dcada de 90. Neste sentido, investigou-se a relao entre a diversificao do espao jurdico e a legitimao de definies do direito no Brasil ao longo da dcada de 90. Foi analisada a estreita correspondncia entre a diferenciao do ensino do direito como lugar de produo de definies de problemas jurdicos e a mobilizao de determinados usos da advocacia e das carreiras de Estado, neste perodo. O universo emprico analisado foi o espao dos juristas do Rio Grande do Sul. O trabalho dividido em cinco partes. Numa primeira, realizada a definio da problemtica em relao a estudos existentes sobre o tema de pesquisa. Numa segunda, analisa-se a configurao da tradio jurdica herdeira do padro do bacharelismo imperial no interior do espao em pauta e sua relao com o catolicismo e a insero social, profissional e poltica dos principais agentes vinculados a esta tradio. Numa terceira parte, analisou-se a diferenciao de um espao de produo de definies do direito relacionado ascenso de determinados grupos de juristas marginalizados que se constituem contra esta tradio. Destacam-se como recursos destes, o investimento em ttulos escolares de mestrado e doutorado, a profissionalizao na atividade docente e na definio de critrios institucionais do ensino jurdico. Numa quarta parte, analisou-se as mobilizaes de novos usos do direito no mundo das carreiras jurdicas atravs do movimento do direito alternativo e da anlise de casos representativos da advocacia engajada em causas coletivas. Finalmente, numa quinta parte, foi abordada a emergncia das associaes de juristas, particularmente as de magistrados e promotores pblicos, e a mobilizao em torno de definies institucionais e da legitimao destas carreiras frente ao mundo da poltica. Este conjunto de dimenses permitiu apreender condicionantes referentes s lutas internas do universo analisado, bem como, o reposicionamento dos juristas no espao de poder do Brasil na dcada de 90.

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Problemas de sade pblica causados pelo consumo de carnes envolvem diversos pases e obrigam a cadeia agroalimentar a repensar o modo de produo e os sistemas de garantia de qualidade. Devido a este fato, esta pesquisa teve como objetivo estudar a rastreabilidade na cadeia avcola, tendo como foco o consumidor. Para isso foi realizado um survey, no qual foram realizadas entrevistas com 393 consumidores da cidade de Porto Alegre. Os questionrios foram aplicados no perodo de abril a julho de 2004 em supermercados de pequeno, médio e grande porte, alm do mercado pblico da cidade. Os atributos sanitrios que o consumidor considera importantes para se rastrear na carne de frango so: Influenza Aviria (Gripe do Frango), Salmonela, Hormnios, Controle do ndice de Absoro de gua e Resduos de Antimicrobianos. Alm disso, os entrevistados consideram que as seguintes informaes devam constar na embalagem da carne de frango: Data de Validade, o nmero do SIF, Certificado de Qualidade, Advertncia quanto a Riscos de Toxinfeco Alimentar, Preo, Data de Abate e Origem/Procedncia. So exploradas na pesquisa as correlaes de diversas variveis com o nvel de escolaridade, renda e faixa etria. Com base nestes dados e utilizando a anlise de filire, buscou-se propor maneiras de se atingir na rastreabilidade os pontos cruciais indicados pelos consumidores. Apesar da cadeia avcola ser bem organizada, foi evidenciada por esta pesquisa a necessidade de melhorar a circulao da informao na cadeia; para isso, sugere-se um sistema integrado de informao. Finalmente, foi proposto um modelo de rastreabilidade que contempla toda a cadeia avcola, incluindo todos os elos, desde o consumidor at o matrizeiro, indicando-se possveis fatores que podem dificultar a construo do mesmo.