2 resultados para SALIVARY-GLAND TUMORS
Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a eficácia, a taxa de recorrência e as complicações da vaporização laser com CO2 no tratamento dos cistos da glândula de Bartholin. MÉTODOS: Estudo retrospectivo com 127 pacientes que apresentavam cistos sintomáticos da glândula de Bartholin submetidas à vaporização laser CO2 na nossa instituição de janeiro de 2005 a junho de 2011. Foram excluídas todas as pacientes com abcessos da glândula de Bartholin ou com suspeita de câncer. Todos os procedimentos foram realizados em regime ambulatorial, sob anestesia local. A coleta dos dados foi feita com base na consulta do processo clínico, tendo-se procedido à análise das características demográficas, dos parâmetros anatômicos, das complicações intra e pós-operatórias e dos dados de acompanhamento. Os dados foram armazenados e analisados no software Microsoft Excel® 2007, e os resultados foram apresentados como frequência (porcentagem) ou média±desvio padrão. As taxas de complicações, recorrência e cura foram calculadas. RESULTADOS: A idade média das pacientes foi de 37,3±9,5 anos (variando entre 18 e 61 anos). Setenta por cento(n=85) delas eram multíparas. A queixa mais frequente foi dor e 47,2% (n=60) das pacientes tinham antecedentes de tratamento médico e/ou cirúrgico por abcesso da glândula de Bartholin. A dimensão média dos cistos foi de 2,7±0,9 cm. Foram verificados três (2,4%) casos de hemorragia intraoperatória ligeira e 17 (13,4%) recorrências durante um período médio de 14,6 meses (variando entre 1 e 56 meses): dez abscessos da glândula de Bartholin e sete cistos recorrentes, que precisavam de uma nova intervenção cirúrgica. A taxa de cura após um único tratamento à laser foi de 86,6%. Dentre as cinco pacientes com doença recorrente que foram submetidas a um segundo procedimento com laser, a taxa de cura foi de 100%. CONCLUSÕES: Na presente instituição, a vaporização laser com CO2 parece ser uma opção terapêutica segura e eficaz no tratamento dos cistos da glândula de Bartholin.
Resumo:
Introduction: Brachial plexus (BP) tumors are very rare tumors, with less than 800 cases been described in the literature worldwide since 1970. These tumors often present as local or radicular pain, with scant or no neurological deficits. These symptoms are shared by many other more common rheumatologic diseases, thus making their diagnosis difficult in most cases. Additionally, these tumors often present as lumps and are therefore biopsied, which carries a significant risk of iatrogenic nerve injury. Material and Methods: In this paper the authors describe their experience with the management of 5 patients with BP tumors followed up for at least 2 years. There were 4 males and 1 female. Median follow-up time was 41 ± 21 months. Average age at diagnosis was 40,0 ± 19,9 years. The most common complaints at presentation were pain and sensibility changes. All patients had a positive Tinel sign when the lesion was percussed. In all patients surgery was undertaken and the tumors removed. In 4 patients nerve integrity was maintained. In one patient with excruciating pain a segment of the nerve had to be excised and the nerve defect was bridged with sural nerve grafts. Results: Pathology examination of the resected specimens revealed a Schwannoma in 4 cases and a neurofibroma in the patient submitted to segmental nerve resection. Two years postoperatively, no recurrences were observed. All patients revealed clinical improvement. The patient submitted to nerve resection had improvement in pain, but presented diminished strength and sensibility in the involved nerve territory. Conclusion: Surgical excision of BP tumors is not a risk free procedure. Most authors suggest surgery if the lesion is symptomatic or progressing in size. If the tumor is stationary and not associated with neurological dysfunction a conservative approach should be taken.