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Resumo:
Os autores apresentam o caso clÃnico de uma doente do sexo feminino, de 58 anos, sem antecedentes pessoais relevantes, sujeita a ressecção extensa jejuno-ileal, num hospital de Luanda, por trombose da artéria mesentérica superior. Posteriormente transferida para o serviço 1 do Hospital dos Capuchos, foi diagnosticada a existência de tromboses a nÃvel das veias porta, mesentérica superior e eixo esplénico. Os estudos efectuados revelaram défice de proteÃnas C e S. O estudo paralelo da filha e neta revelou, também, défice de proteÃna C.
Resumo:
Introdução: A obesidade é um problema generalizado e crescente, assim como um dos componentes da SÃndrome Metabólica (SM). Em populações saudáveis, a proteÃna C reactiva (PCR)correlaciona-se com medições de obesidade. Objectivos: Analisar numa populações de doentes com doença cardÃaca, se se mantém a correlação entre a PCR e as variáveis de SM, assim como a relação entre a PCR e a doença arterial coronária (DAC). Material e Métodos: Estudo de 1231 doente admitidos para procedimento cardÃaco invasivo electivo. Obtiveram-se dados antropométricos, valores de PCR, assim como identificação das variáveis componentes de SM. Comparámos os grupos distribuÃdos de acordo com o Ã�ndice de Massa Corporal (IMC) e correlacionámos com PCR e outras variáveis. Resultados: A frequência global de SM foi de 59%. A PCR foi significativamente mais elevada em doentes obesos, comparada com doentes com peso normal ou excesso de peso. A PCR correlacionou-se significativamente com todos os factores de risco. As melhores correlações foram obtidas com o perÃmetro abdominal, Ãndice de massa corporal e número de componentes de SM. O melhor limiar da PCR para predizer SM foi de 0,38 mg/dL. Os factores de risco,incluindo as medidas de obesidade explicam apenas 3,3 – 3,5% da variância da PCR. O sexo foi o factor que melhor se correlacionou, seguido pelo colesterol-HDL. Das variáveis antropométricas, apenas o Ã�ndice de Massa Corporal contribuiu para a variância. Não se detectou nenhuma associação entre a PCR, SM e a presença de DAC. Conclusões: Em doentes com doença cardÃaca, encontrámos uma associação significativa entre a PCR, variáveis antropométricas e SM, contudo não tão significativas como o previamente descrito em populações saudáveis. O número de componentes de SM é também um factor importante para influenciar a PCR.
Resumo:
Chronic hepatitis C virus (HCV) infection exists in a large proportion of patients undergoing renal transplantation. Nowadays it is not considered to be an absolute contraindication to transplantation; however, it is associated with an increased risk for the patient and accounts for a shorter half-life of the renal allograft. We present three transplant recipients who displayed serious hepatic dysfunction after renal transplantation due to an HCV infection. In two of these cases, the liver biopsies established the diagnosis of FCH. In the third case, the liver biopsy was compatible with the early stages of FCH. All patients were started on peg-interferon alfa 2-b and ribavirin with subsequent normalization of hepatic function and early complete viral responses.
Resumo:
A Mitomicina C está entre uma variedade de agentes quimioterapêuticos intravesicais actualmente disponÃveis para o tratamento do carcinoma superficial da bexiga. Cerca de9% destes doentes desenvolve reacções adversas cutâneas, geralmente dermites de contacto, localizadas nas mãos, pés, genitais, ou erupções mais disseminadas. Descrevem-se 6 casos de dermite de contacto alérgica à Mitomicina C, observados entre Junho/2004 e Março/2005,emcinco doentes do sexo masculino e umdo sexo feminino, com uma idade média de 70 anos.
Resumo:
Os vÃrus da hepatite B (VHB) e da hepatite C (VHC) constituem a causa mais frequente de doença hepática crónica. A partilha de vias de transmissão contribui para o risco de coinfecção VHB-VHC. Nos doentes co-infectados com o VHB e VHC verifica-se uma progressão mais rápida para a cirrose hepática e existe um risco aumentado para o carcinoma hepatocelular. A terapêutica da co-infecção VHB/VHC é empÃrica, consistindo na indicada para a infecção exclusiva pelo VHC, o qual, na maioria dos casos, é o vÃrus dominante. A utilização do tratamento padrão para a hepatite C, nomeadamente interferão alfa peguilado e ribavirina, não mostra diferenças significativas na resposta virológica sustentada ao VHC comparativamente com a dos monoinfectados pelo VHC. É incerto o benefÃcio da associação de análogos dos nucleós(t)idos. A acção terapêutica pode modificar a interacção entre os dois vÃrus e, designadamente, exacerbar a doença por reactivação do VHB. Os autores apresentam o caso clÃnico de uma doente com co-infecção VHB-VHC, sem reconhecimento de vÃrus dominante, em que a resposta à terapêutica instituÃda superou a expectativa da evidência cientÃfica disponÃvel.
Resumo:
Na literatura médica existem actualmente vários trabalhos confirmando o valor da Colangiopancreatografla Retrógada Endoscópica (C.P.R.E.) e da Esflncterotomia Endoscópica (E.T.E.) na terapêutica da Pancreatite Aguda Litiásica (P.A.L.). E uma técnica endoscópica de primeira linha na actuação terapêutica na P.A.L. que ao permitir desobstruir as vias biliares de cálculos elimina o factor etiológico desencadeante da doença. E a experiência do grupo de C.P.R.E./E.T.E. do Hospital dos Capuchos que iremos dar a conhecer no presente trabalho.