8 resultados para Controlo cl

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A Tuberculose uma doena altamente contagiosa que atinge sobretudo idosos e pessoas com maior vulnerabilidade, embora afecte tambm a populao activa, em particular os mais expostos como os profissionais de sade. A sua transmisso potenciada por factores demogrficos, pela urbanizao, pelo aparecimento de formas resistentes medicao habitual e pela associao infeco por VIH. Apresenta-se o modelo, estratgia, mtodos e resultados da interveno de preveno do risco profissional de Tuberculose no CHL/Hospital S. Jos desenvolvida pelo Servio de Sade Ocupacional (SSO). O SSO constitudo por equipa multiprofissional composta por Medicina do Trabalho, Ergonomia, Higiene e Toxicologia, Psicologia e Segurana do Trabalho, e inclui uma componente tcnica orientada para os problemas de sade no trabalho e a preveno dos riscos ocupacionais, e uma componente clnica vocacionada para os problemas de sade individual e o atendimento na doena aguda e crnica, assegurando cuidados de sade personalizados e integrados (primrios, secundrios e tercirios), com nfase na preveno primria e promoo da sade no trabalho. A equipa de Enfermagem intervm na mediao e personalizao dos cuidados da Medicina do Trabalho e da rea clnica, interagindo com a equipa tcnica no que se refere aos problemas da sade no trabalho. No Hospital trabalham cerca de 2500 profissionais (68%do sexo feminino), dos quais os grupos profissionais mais representativos correspondem enfermagem (29%), auxiliares (25,8%) e mdicos (19,5%), apresentando diferentes factores de vulnerabilidade, predisposio e doena associados a hbitos, comportamentos e estilos de vida, e a riscos particulares das tarefas da sua actividade. O SSO iniciou a interveno sistemtica de preveno e controlo do risco de Tuberculose nos profissionais do Hospital em Abril de 1996 com a disponibilizao do rastreio activo, em colaborao com o Centro de Diagnstico Pneumolgico da Praa do Chile, o qual representa, at ao presente, a maior adeso registada em hospitais do pas. Reflecte-se o nvel de risco de exposio ocupacional dos profissionais tuberculose, particularidades de risco dos cenrios e adequao da proteco individual, isolamento e ventilao; o rastreio activo (Mantoux, Rx trax) inicial, peridico conforme o nvel de risco, aps exposio e em profissionais com vulnerabilidade Mantoux negativos, imunocomprometidos (VIH, corticoterapia, imunossupresso, insuficincia renal, ); a informao personalizada aos profissionais, formao individual e de grupo, em sala e no local de trabalho; e os resultados (taxa de Tuberculose latente, taxa de viragem tuberculnica, quimioprofilaxia, Tuberculoses profissionais).

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A primeira referncia a controlo de infeco em Portugal remonta a 1930 mas s em 1979 que publicada a primeira circular informativa da Direco-Geral dos Hospitais a qual divulgava a Resoluo 31 do Conselho da Europa sobre a institucionalizao das Comisses de Controlo de Infeco. Em 1986 recomendado a todas as unidades de sade o controlo de infeco, tambm pela DGH e, novamente, seguindo uma disposio do Conselho da Europa. Em 1993 aquela Direco Geral decide pela necessidade de institucionalizao das CCIH mas s em 1996 que so criadas as CCIH em todas as unidades hospitalares pblicas e privadas com definio, afectao de recursos humanos, fsicos e financeiros e definida a composio e as atribuies. Trs anos depois nasce o Programa Nacional de Controlo de Infeco com o objectivo de divulgar a verdadeira dimenso do problema e promover as medidas necessrias para a preveno da infeco. O PNCI foi criado na DGS em 1996, transferido para o INS Dr. Ricardo Jorge em 1999, tendo regressado DGS em 2006. No ano seguinte foi aprovado pelo Sr. Ministro da Sade Dr. Correia de Campos e publicado em DR o Programa Nacional de Controlo de Infeco Associada aos Cuidados de Sade. No mesmo ano determinada pela DGS a reestruturao das CCI em todas as unidades de sade, definida a organizao, constituio e atribuies dos agrupamentos de Centros de Sade, Administraes Regionais e Unidades de Cuidados Continuados. O PNCI tem misso bem definida e projectos desenvolvidos em reas de vigilncia epidemiolgica, desenvolvimento de normas e boa prtica e funes de consultoria e apoio. Em vigilncia epidemiolgica tem em campo os projectos HELICS-UCI, HELICS - Cirurgia, Infeces nosocomiais da corrente sangunea, infeces em UCI - recm-nascidos e Inquritos Nacionais de Prevalncia. Tm sido emanadas inmeras normas de boa prtica e protocolos divulgados no stio da DGS, micro stio do PNCI. Os vrios estudos tm gerado informao sob o ponto de vista nosolgico, microbiolgico, de resistncia bacteriana e de uso de antibiticos, de importncia fundamental para interveno dirigida e avaliao de resultados.

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Em controlo de infeco importante definir os tipos de precaues. Elas podem ser universais ou baseadas nas vias de transmisso. As precaues universais devem ser aplicadas a todos os doentes em todas as unidades de sade e baseiam-se no princpio de que todos os doentes podem ter eventualmente doenas potencialmente transmissveis desconhecidas do prestador de cuidados. So exemplo deste tipo de precauo o uso de luvas para manipulao de fluidos orgnicos. As precaues baseadas na via de transmisso pressupem o conhecimento da via de transmisso dos agentes microbiolgicos que provocam determinada doena. via area, por gotculas ou por contacto. Cada uma destas vias implica cuidados, condies fsicas e arquitectnicas diferentes. A transmisso por contacto a mais frequente e, digamos tambm a mais fcil de cumprir. Define-se como o uso de luvas e bata no contacto com o doente. Um doente colonizado com uma bactria multirresistente deve ser colocado em isolamento de contacto. Se possvel este deve ser colocado em quarto privado. Se no for possvel, doentes colonizados ou com doena provocada pelo mesmo agente devem estar no mesmo quarto. A precauo de transmisso por via area ocorre por disseminao de pequenas partculas residuais ou de p contendo agentes infecciosos ou esporos. So exemplo desta via de transmisso a tuberculose, o sarampo e a varicela. O doente deve ser colocado em quarto de presso negativa. A transmisso por gotculas ocorre quando as gotculas que contm microorganismos so projectadas a curta distncia e depositadas nas superfcies prximas ou nas mucosas ou conjuntivas de outro doente que esteja perto. Agentes exemplo deste tipo de transmisso so a Bordetella pertussis, o Adenovrus, vrus da rubola, a escarlatina. As precaues mximas implicam o uso de todas as precaues: universais, da via area, de gotculas e de contacto.

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As quedas tm um impacto na morbilidade e na qualidade de vida do doente, contribuindo para o aumento dos custos dos cuidados de sade. Dos mltiplos fatores que podem contribuir para as quedas, destaca-se a idade (acima dos 65 anos), o estado mental, a medicao que o doente est a tomar, histria de queda anterior e fatores ambientais. O Centro Hospitalar de Lisboa Central no mbito da Gesto do Risco monitoriza o indicador Queda do Doente desenvolvendo um projeto de gesto e controlo das quedas de doentes, com vista a aumentar a segurana do doente. A monitorizao do indicador "Queda do Doente" iniciou-se em 2005 no Hospital de Santa Marta, impulsionado pelo Programa de Acreditao do CHKS e integrado no projeto IQIP. Em 2008 o projeto foi alargado aos 4 hospitais do Centro Hospitalar e o registo do incidente da queda do doente permitiu um maior conhecimento da dimenso do problema evidenciando uma incidncia de 1,12% em 2012. O projeto assenta em dois pilares da gesto do risco: avaliao de risco e o relato do incidente. Utiliza-se a escala de avaliao de risco de queda de Morse e com base no nvel de risco definido um plano de preveno. O incidente de queda registado no sistema de relato de incidentes on-line e analisado por grupos que promovem aes de melhoria. Desenvolvem-se ainda atividades como a formao dos profissionais, ensino e envolvimento do doente e famlia e a promoo de um ambiente seguro. O Projeto de gesto e controlo das quedas tem como principais objetivos: - Medir a dimenso do problema associado ao incidente de queda. - Promover as boas prticas na preveno de quedas do doente. - Identificar fatores de risco e fatores contribuintes associados aos incidentes de quedas dos doentes. - Introduzir aes de melhoria ao nvel das prticas e do ambiente fsico. - Alertar os doentes/famlia e os profissionais para as medidas de preveno das quedas e reduo das suas consequncias.

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A rea da infeo em Portugal tem a sua prpria histria, com algum atraso relativamente a outros pases europeus. Teve maior projeo entre 1988-1998 com o Projeto de Controlo de Infeo. Em 1996, surgiu o primeiro enquadramento normativo para as Comisses de Controlo de Infeo (CCI), normas, e cursos para profissionais das CCI. Entre 1998-2002, iniciou-se a atividade de vigilncia epidemiolgica em rede nacional / europeia. Em 2007, a Direo-Geral da Sade reformulou o Programa Nacional de Controlo de Infeo (PNCI) e criou os grupos coordenadores regionais (gesto descentralizada). Surgiu a formao ps-graduada, a par do incremento da investigao. Com a rea da segurana do doente, tornou-se evidente um maior envolvimento dos rgos de gesto e dos profissionais de sade e maior informao da populao atravs dos meios de comunicao social. Em 2013, os Programas de Controlo da Infeo e das Resistncias aos Antimicrobianos juntaram-se num nico Programa (Programa de Preveno e Controlo de Infeo e Resistncias aos Antimicrobianos - PPCIRA Programa prioritrio). E o futuro?

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Introduo: O melhor conhecimento dos factores de risco da gravidez na adolescncia, especialmente a no desejada, pode ser uma forma de contribuir para a sua preveno. Objectivo: Determinar possveis factores de risco sociais, comportamentais e biolgicos de gravidez na adolescncia. Mtodos: Estudo de caso-controlo comparando adolescentes grvidas (casos) com adolescentes que nunca estiveram grvidas (controlos). Foram analisados factores de risco (a) social: ndice de Graffar, tipo de famlia, rendimento escolar e abandono escolar; (b) comportamental: hbitos de dependncia, coitarca, contracepo e nmero de parceiros sexuais; e (c) biolgico: idade, menarca, regularidade dos ciclos menstruais, ndice de massa corporal e perturbaes da sade mental. Resultados: Foram includas 50 jovens em cada grupo, emparelhadas por idade. Os factores de risco de gravidez encontrados com significado estatstico foram (a) sociais: ndice de Graffar 4 (OR: 4,96; IC 95%: 1,96-12,74), famlia no nuclear (OR: 4,64; IC 95%: 1,83-11,98), reprovaes prvias (OR: 8,84; IC 95%: 3,20-25,16) e abandono escolar (OR: 9,01; IC 95%: 3,34-24,96); (b) comportamentais: hbitos de dependncia (OR: 8,43; IC 95%: 1,65-57,87) e no utilizao de contracepo (OR: 44,33; IC 95%: 5,05-100,92); e (c) biolgicos: idade de menarca <12 anos (OR: 5,25; IC 95%: 1,89-15,02), irregularidade dos ciclos menstruais (OR: 4,51; IC 95%: 1,74-11,91) e ndice de massa corporal >percentil 85 (OR: 2,95; IC 95%: 1,04-8,55). No se revelaram factores de risco de gravidez a existncia de mais de um parceiro sexual (OR: 4,42; IC: 0,5-99,31), idade de coitarca <15 anos (OR: 5,11; IC 95%: 0,93-36,71) e as perturbaes da sade mental (OR=1; IC 95%=0,15-6,63). Concluso: Na promoo da sade sexual e reprodutiva sugere-se que se d ateno privilegiada s jovens de meio desfavorecido, de famlias no nucleares, com insucesso escolar, hbitos de dependncia, idade menor de menarca, ausncia de contracepo, irregularidade menstrual e excesso de peso.

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Os fatores de risco e as doenas cardiovasculares so extremamente prevalentes. universalmente aceite, em todas as recomendaes europeias e americanas, a importncia da modificao dos estilos de vida, quer em preveno primria quer em preveno secundria. encontramos diversas barreiras nesses objetivos, centradas no doente, nos profissionais de sade e na comunidade que importa serem ultrapassadas. Sero debatidas essas barreiras bem como algumas estratgias que permitam uma efetiva mudana de estilos de vida.