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Resumo:
This article aims to discuss the role humour plays in politics, particularly in a media environment overflowing with user-generated video. We start with a genealogy of political satire, from classical to Internet times, followed by a general description of “the Downfall meme,” a series of videos on YouTube featuring footage from the film Der Untergang and nonsensical subtitles. Amid video-games, celebrities, and the Internet itself, politicians and politics are the target of such twenty-first century caricatures. By analysing these videos we hope to elucidate how the manipulation of images is embedded in everyday practices and may be of political consequence, namely by deflating politicians' constructed media image. The realm of image, at the centre of the Internet's technological culture, is connected with decisive aspects of today's social structure of knowledge and play. It is timely to understand which part of “playing” is in fact an expressive practice with political significance.
As remisturas satíricas no YouTube: criatividade e subversão nas lutas de poder simbólico e cultural
Resumo:
O YouTube é descrito como uma “comunidade” em que os seus membros fazem vídeos em conjunto, vêem as criações vídeo uns dos outros, são inspirados por esses vídeos, comentam-nos e partilham-nos. Este artigo foca-se nas práticas vídeo de remistura desenvolvidas no campo da política, no seu sentido mais estrito, envolvendo actores e temáticas tradicionalmente consideradas desta esfera, mas também no sentido mais lato, enquanto respeitante às lutas de poder que marcam a vida social, especialmente no que se refere às lutas de poder simbólico e cultural. A remistura com fins de crítica política proporciona a exposição tanto das estratégias dos actores políticos, como do funcionamento interno dos media e das relações entre ambos. Estas práticas vídeo contributivas implicam dois processos distintos: primeiro, a partilha de um vasto quadro referencial, ligando a construção de sentido a um carácter intertextual no ambiente online; e segundo, procedente da digitalização, a transformação de imagens, palavras e sons em elementos prontos a utilizar de uma linguagem multimédia que conduz a formas avançadas de pastiche e paródia.