4 resultados para SWABS
em Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa - Portugal
Resumo:
The permanent contact with cork may lead to constant exposure to fungi, raising awareness as a potential occupational hazard in the cork industry.The presence of fungi belonging to the Penicillium glabrum complex has been associated with the development of respiratory diseases such as suberosis, one of the most prevalent diseases among workers from cork industries, besides occupational asthma. Azoles are used as pesticides but also the first line therapy in the treatment of Aspergillus infections; azole-resistance as been described as to have also an environmental source and is considered an emerging public health problem.The aim of this work was to characterize fungal distribution and to evaluate the presence of azole-resistant Aspergillus isolates in nose swab samples from the cork industry workers.
Resumo:
The study’s main purpose was the assessment of the environmental fungal contamination, the exploration of possible associations between related environmental variables and the study of the relationship between fungal contamination of air and surfaces. A descriptive study was developed based upon air and surfaces monitoring for fungal contamination in ten indoor gymnasiums with a swimming pool located in Lisbon’s urban area. Fifty 200 litres air samples and 120 surface swabs were collected. Surfaces samples were collected before and after cleaning and disinfection and temperature and relative humidity values were registered during the collection period. Twenty five different species of fungi were identified in the air samples, being the three most commonly isolated genera the following: Cladosporium (36.6%), Penicillium (19.0%) and Aspergillus (10.2%). Thirty-seven different species of fungi were identified in the surface samples. Fusarium sp. was the most frequent genera before (19.1%) and after (17.2%) cleaning and disinfection. There was a significant association between the numbers of visitors and the fungal contamination determined in the surface samples (p<0.05). There was no significant association (p>0.05) between the contamination encountered in the air samples and the one registered in the surface samples and between the fungal contamination and the temperature or relative humidity measured on location. The data obtained enabled the assessment of the establishment’s fungal contamination and led the authors to conclude, consequently, that physical activity, which generally promotes health, can in fact be challenged by this factor.
Resumo:
Several activities are ensured by dockers increase occupational exposure to several risk factors. being one of them the fungal burden from the load. In this study we aim at characterizing fungal contamination in one warehouse that storage sugar cane from a ship, and also in one crane cabinet that unload the same sugar cane from the ship. Air samples were collected from the warehouse and from inside the crane cabinet. An outdoor sample was also collected, from each sampling site, and regarding as reference. Sampling volume was selected depending in the contamination expected and the air samples were collect through an impaction method in a flow rate of 140 L/min onto malt extract agar (MEA) supplemented with chloramphenicol (0.05%), using the Millipore air Tester (Millipore). Surfaces samples from the warehouse were collected by swabbing the surfaces of the same indoor sites, using a 10 by 10cm square stencil according to the International Standard ISO 18593 (2004). The obtained swabs were then plated onto MEA. All the collected samples were incubated at 27ºC for 5 to 7 days. After laboratory processing and incubation of the collected samples, quantitative (colony-forming units - CFU/m3 and CFU/m2) and qualitative results were obtained with identification of the isolated fungal species. Aspergillus fumigatus present the highest fungal load and WHO guideline was overcome in both indoor sampling sites. The results obtained in this study highlight the need to know better the exposure burden from dockers, and specifically to fungi contamination.
Resumo:
O projeto “Avaliação da Exposição a Fungos e Partículas em Explorações Avícolas e Suinícolas” contemplou um elevado número de colheitas ambientais e biológicas e respectivo processamento laboratorial, sendo apenas possível a sua concretização graças ao financiamento disponibilizado pela Autoridade para as Condições de Trabalho. Foi realizado um estudo transversal para avaliar a contaminação causada por fungos e partículas em 7 explorações avícolas e 7 explorações suinícolas. No que concerne à monitorização biológica, foram medidos os parâmetros espirométricos, utilizando o espirómetro MK8 Microlab, avaliada a existência de sintomas clínicos associados com a asma e outras doenças alérgicas, através de questionário adaptado European Community Respiratory Health Survey e, ainda, avaliada a sensibilização aos agentes fúngicos (IgE). Foram ainda adicionados dois objetivos ao estudo, designadamente: aferir a existência de três espécies/estirpes potencialmente patogénicas/toxinogénicas com recurso à biologia molecular e avaliar a exposição dos trabalhadores à micotoxina aflatoxina B1 por recurso a indicador biológico de exposição. Foram colhidas 27 amostras de ar de 25 litros nas explorações avícolas e 56 de 50 litros nas explorações suinícolas através do método de impacto. As colheitas de ar e a medição da concentração das partículas foram realizadas no interior e no exterior dos pavilhões, sendo este último considerado como local de referência. Simultaneamente, a temperatura e a humidade relativa também foram registadas. As colheitas das superfícies foram realizadas através da técnica de zaragatoa, tendo sido utilizado um quadrado de metal inoxidável de 10 cm de lado, de acordo com a International Standard ISO 18593 – 2004. As zaragatoas obtidas (20 das explorações avícolas e 48 das explorações suinícolas) foram inoculadas em malte de extract agar (2%) com cloranfenicol (0,05 g/L). Além das colheitas de ar e de superfícies, foram também obtidas colheitas da cama das explorações avícolas (7 novas e 14 usadas) e da cobertura do pavimento das explorações suinícolas (3 novas e 4 usadas) e embaladas em sacos esterilizados. Cada amostra foi diluída e inoculada em placas contendo malte extract agar. Todas as amostras foram incubadas a 27,5ºC durante 5 a 7 dias e obtidos resultados quantitativos (UFC/m3; UFC/m2; UFC/g) e qualitativos com a identificação das espécies fúngicas. Para a aplicação dos métodos de biologia molecular foram realizadas colheitas de ar de 300 litros utilizando o método de impinger com a velocidade de recolha de 300 L/min. A identificação molecular de três espécies potencialmente patogénicas e/ou toxinogénicas (Aspergillus flavus, Aspergillus fumigatus e Stachybotrys chartarum) foram obtidas por PCR em tempo real (PCR TR) utilizando o Rotor-Gene 6000 qPCR Detection System. As medições de partículas foram realizadas por recurso a equipamento de leitura direta (modelo Lighthouse, 2016 IAQ). Este recurso permitiu medir a concentração (mg/m3) de partículas em 5 dimensões distintas (PM 0.5; PM 1.0; PM 2.5; PM 5.0; PM10). Nas explorações avícolas, 28 espécies/géneros de fungos foram isolados no ar, tendo Aspergillus versicolor sido a espécie mais frequente (20.9%), seguida por Scopulariopsis brevicaulis (17.0%) e Penicillium sp. (14.1%). Entre o género Aspergillus, Aspergillus flavus apresentou o maior número de esporos (>2000 UFC/m3). Em relação às superfícies, A. versicolor foi detetada em maior número (>3 × 10−2 UFC/m2). Na cama nova, Penicillium foi o género mais frequente (59,9%), seguido por Alternaria (17,8%), Cladosporium (7,1%) e Aspergillus (5,7%). Na cama usada, Penicillium sp. foi o mais frequente (42,3%), seguido por Scopulariopsis sp. (38,3%), Trichosporon sp. (8,8%) e Aspergillus sp. (5,5%). Em relação à contaminação por partículas, as partículas com maior dimensão foram detectadas em maiores concentrações, designadamente as PM5.0 (partículas com a dimensão de 5.0 bm ou menos) e PM10 (partículas com a dimensão de 10 bm ou menos). Neste setting a prevalência da alteração ventilatória obstrutiva foi superior nos indivíduos com maior tempo de exposição (31,7%) independentemente de serem fumadores (17,1%) ou não fumadores (14,6%). Relativamente à avaliação do IgE específico, foi apenas realizado em trabalhadores das explorações avícolas (14 mulheres e 33 homens), não tendo sido encontrada associação positiva (p<0.05%) entre a contaminação fúngica e a sensibilização a antigénios fúngicos. No caso das explorações suinícolas, Aspergillus versicolor foi a espécie mais frequente (20,9%), seguida por Scopulariopsis brevicaulis (17,0%) e Penicillium sp. (14,1%). No género Aspergillus, A. versicolor apresentou o maior isolamento no ar (>2000 UFC/m3) e a maior prevalência (41,9%), seguida por A. flavus e A. fumigatus (8,1%). Em relação às superfícies analisadas, A. versicolor foi detetada em maior número (>3 ×10−2 UFC/m2). No caso da cobertura do pavimento das explorações suinícolas, o género Thicoderma foi o mais frequente na cobertura nova (28,0%) seguida por A. versicolor e Acremonium sp. (14,0%). O género Mucor foi o mais frequente na cobertura usada (25,1%), seguido por Trichoderma sp. (18,3%) e Acremonium sp. (11,2%). Relativamente às partículas, foram evidenciados também valores mais elevados na dimensão PM5 e, predominantes nas PM10. Neste contexto, apenas 4 participantes (22,2%) apresentaram uma alteração ventilatória obstrutiva. Destes, as obstruções mais graves encontraram-se nos que também apresentavam maior tempo de exposição. A prevalência de asma na amostra de trabalhadores em estudo, pertencentes aos 2 contextos em estudo, foi de 8,75%, tendo-se verificado também uma prevalência elevada de sintomatologia respiratória em profissionais não asmáticos. Em relação à utilização complementar dos métodos convencionais e moleculares, é recomendável que a avaliação da contaminação fúngica nestes settings, e, consequentemente, a exposição profissional a fungos, seja suportada pelas duas metodologias e, ainda, que ocorre exposição ocupacional à micotoxina aflatoxina B1 em ambos os contextos profissionais. Face aos resultados obtidos, é importante salientar que os settings alvo de estudo carecem de uma intervenção integrada em Saúde Ocupacional no âmbito da vigilância ambiental e da vigilância da saúde, com o objetivo de diminuir a exposição aos dois factores de risco estudados (fungos e partículas).