2 resultados para logical and timed behaviours
em Repositório Institucional da Universidade de Aveiro - Portugal
Resumo:
O principal objectivo desta investigação foi o desenvolvimento cimentos de fosfatos de cálcio com injetabilidade melhorada e propriedades mecânicas adequadas para aplicação em vertebroplastia. Os pós de fosfato de tricálcico (TCP) não dopados e dopados (Mg, Sr e Mn) usados neste estudo foram obtidos pelo processo de precipitação em meio aquoso, seguidos de tratamento térmico de forma a obter as fases pretendidas, α− e β−TCP. A substituição parcial de iões Ca por iões dopantes mostrou ter implicações em termos de estabilidade térmica da fase β−TCP. Os resultados demonstraram que as transformações de fase alotrópicas β↔α−TCP são fortemente influenciadas por variáveis experimentais como a taxa de arrefecimento, a presença de impurezas de pirofosfato de cálcio e a extensão do grau de dopagem com Mg. Os cimentos foram preparados através da mistura de pós, β−TCP (não dopados e dopados) e fosfato monocálcico monidratado (MCPM), com meios líquidos diferentes usando ácido cítrico e açucares (sucrose e frutose) como agentes retardadores de presa, e o polietilenoglicol, a hidroxipropilmetilcelulose e a polivinilpirrolidona como agentes gelificantes. Estes aditivos, principalmente o ácido cítrico, e o MCPM aumentam significativamente a força iónica do meio, influenciando a injetabilidade das pastas. Os resultados também mostraram que a distribuição de tamanho de partícula dos pós é um factor determinante na injetabilidade das pastas cimentícias. A combinação da co-dopagem de Mn e Sr com a adição de sucrose no líquido de presa e com uma distribuição de tamanho de partícula dos pós adequada resultou em cimentos de brushite com propriedades bastante melhoradas em termos de manuseamento, microestrutura, comportamento mecânico e biológico: (i) o tempo inicial de presa passou de ~3 min to ~9 min; (ii) as pastas cimentícias foram totalmente injectadas para uma razão liquido/pó de 0.28 mL g−1 com ausência do efeito de “filter-pressing” (separação de fases líquida e sólida); (iii) após imersão numa solução durante 48 h, as amostras de cimento molhadas apresentam uma porosidade total de ~32% e uma resistência a compressão de ~17 MPa, valor muito superior ao obtido para os cimentos sem açúcar não dopados (5 MPa) ou dopados só com Sr (10 MPa); e (iv) o desempenho biológico, incluindo a adesão e crescimento de células osteoblásticas na superfície do cimento, foi muito melhorado. Este conjunto de propriedades torna os cimentos excelentes para regeneração óssea e engenharia de tecidos, e muito promissores para aplicação em vertebroplastia.
Resumo:
Flow experience, a holistic sensation of total involvement in an activity, seems to have positive influences on musical performance activities. Although its main requirements (balance between challenges and skills, clear goals and unequivocal feedback) are inherent elements of musical practice, there is a lack of research about flow occurrences in the context of musical practice and on how specific practice behaviours affect the experience of flow and its particular dimensions. The aims of this thesis were to investigate advanced performersʼ dispositions to flow in musical practice, and to investigate whether the frequency of these experiences of holistic engagement with practice are associated with self-regulatory practice behaviours. 168 advanced classicallytrained performers (male = 50.0%; female = 50.0%), ranging in age from 18 to 74 years (m = 34.41, SD = 12.39), answered a survey that included two measures: the Dispositional Short Flow Scale, assessing performersʼ flow dispositions, and the Self-Regulated Practice Behaviours Questionnaire, developed specifically for the present research. The overall results of the survey suggested that advanced musicians have high dispositions to flow in musical practice, but not associated with the participantsʼ demographic characteristics. Three of the individual flow indicators were less experienced, suggesting that the most intense flow experiences are rare in musical practice. However, the results point to the existence of another relevant experience, named optimal practice experience. Practice engagement levels were positively associated with knowledge of oneʼs own personal resources and a capacity for practice organization, but not with inclusion/use of external resources. A capacity for setting optimal practice goals was related to self-regulation and to immersion aspects of flow. Current findings offer new clues about the assessment of flow dispositions in performers, helping to clarify how daily practice can heighten positive affective responses in musicians who are vulnerable to the requirements and difficulties of deliberate practice, as well as to other negative practice outcomes. The current research questions issues pertaining to the optimization and sustaining of flow in daily practice, suggesting future directions in the study of the affective subjective functioning of engagement with deliberate practice.