2 resultados para Consensus building process
em Repositório Científico da Universidade de Évora - Portugal
Resumo:
Permitindo uma forma de habitar lugares de grande relação com a água, erguem-se um pouco por todo o mundo, sobre as águas de rios, barragens e lagos estruturas palafíticas. Em Portugal, em 1964 na aldeia da Carrasqueira, extremo sul do estuário do Sado, um cais palafítico começava a ser construído por pescadores-agricultores, que ali viviam, para combater mudanças de maré e aceder tanto a água como a terra. O barco, o abrigo e o caminho são os três elementos fundamentais da arquitetura palafítica aqui encontrada, em que a qualidade da água e da terra são determinantes para o assentamento da estrutura neste local. O rio Sado define-se como o limite geográfico e paisagístico da ocupação, é gerador de características únicas que permitem o desenvolvimento de um novo tipo de habitar que surge sobretudo de uma aproximação ao local e aos materiais que dele provêm. A Carrasqueira traduz o paradigma de uma cultura em adaptação contínua às circunstâncias adversas do meio ambiente. A pouca informação sobre o cais e a unicidade construtiva encontrado na estrutura, faz com que seja de elevada pertinência o estudo, sob o ponto de vista construtivo, da arquitetura palafítica da vila piscatória da Carrasqueira, enquanto matéria mutável sensível às mudanças ambientais e espontâneas. Pretende-se clarificar e identificar as singularidades da arquitetura de expressão espontânea da Carrasqueira, intrinsecamente ligada tanto à água do rio Sado, como à terra que a limita e corporiza. Para o estudo construtivo serão elaborados: Mapas de desenvolvimento do cais; Um registo fotográfico das estruturas; Desenhos, realizados originalmente no decorrer desta investigação no local, de forma a criar um maior entendimento da forma de construção entre as diferentes peças e partes de cada uma das estruturas. Construção de uma estrutura palafítica. Vídeo, enquanto registo das fases do trabalho prático mostra parte do trabalho desenvolvido no processo construtivo. A produção dos documentos mencionados testemunha um tipo de vida invulgar na História da Arquitetura Portuguesa. O contacto com locais, pescadores, trabalhadores e gentes da terra também ajudará a entender os sistemas construtivos utilizados, pelo conhecimento construtivo por experiência própria, e proximidade das matérias-primas; ABSTRACT: Allowing life in floodplain areas, palaffitic structures take advantage from water, and appear a bit all over the world. The stilts portray a way of living changing and giving identity to the places and population. In Portugal, 1964 year, in Carrasqueira village, located on the southwest Sado’s river, facing the river side and land, a palaffitic piers was built, to fight the tide changing and allowed the population to get as close as they could to water and reach the land easier when they were coming from the fishing activity. The continuously adaptation of lifestyle in order to follow and adjust themselves to nature shows how strong and unique this culture and people are. The boat, the shelter and the paths are the three fundamental elements used in Carrasqueira’s palaffitic architecture. Water and land, construction and nature, this beautiful balance is only possible because of the river and its qualities. Also the time roles an important paper in the process, it changes with the growing of the main materials. This investigation has the goal to study the palaffitic piers of Carrasqueira by the constructivist point of view, as a spontaneous structure that began with the available materials and was continuously changing and adjusting to fit the land, the lifestyle and the needs of the population that was living there. Clarifying and identifying the singularities of this construction is what the study wants to achieve. Maps, photography’s and intensive drawings will be making on the process. A palaffitic structure will be build and the part of the building process will be available for watch on a short-video, filmed by then. The contact with locals will probably assume the biggest part of the work in main to understand their way of thinking and the process of their work.
Resumo:
O presente relatório tem como objectivo analisar a realidade de uma Companhia de Marionetas em Portugal, Teatro e Marionetas de Mandrágora, incidindo sobre a relação entre o actor, marioneta e meio envolvente (site specific) no contexto de uma prática teatral concreta, a produção do espectáculo Era uma vez ...As Sete Casas da Infortuna, no Castelo de Santa Maria da Feira. Os resultados apurados acompanham os moldes em que se procurou passar de um actor convencional para a especialização de um micromundo teatral onde a aprendizagem foi, fulcral desde o processo de construção até, à manipulação em cena num universo de trabalho particularmente árduo e específico. A minha trajectória no seio da companhia começou pela familiarização e aprendizagem informal da prática das marionetas através da observação directa dos espectáculos e de diferentes projectos da companhia. A formação feita no local de estágio (atelier da Companhia) foi outra das modalidades de formação que acompanhou o meu trajecto ao longo do estágio através da minha colaboração em projectos como Teatro nas Instituições, sempre sob a égide da divisão de tarefas e de alguma autoaprendizagem com a devida supervisão e orientação de artistas especialistas, como o Director Criativo, enVide neFelibata. O laboratório de aprendizagem prosseguiu pela mão da marionetista Clara Ribeiro que orientou a minha formação no sentido de absorver princípios teórico-práticos como o Foco, o Movimento e o Olhar para uma melhor consciencialização do universo do teatro de marionetas e formas animadas. Ainda nessa aprendizagem, a figura de alguns artistas especialistas foi fulcral, nomeadamente a da cenógrafa Marta Fernandes da Silva, que revelou ser de extrema importância ao longo do estágio pois permitiu uma verdadeira intersecção entre as componentes teórica e prática. Dessa forma pude acompanhar todo o processo de criação do Era uma vez ...As Sete Casas da Infortuna, e colaborar na construção das marionetas que iria manipular como actor - marionetista. Relativamente à questão da componente da interpretação no estágio, esta foi assumida pela encenadora - marionetista, Filipa Alexandre que, com a sua orientação, permitiu um enfoque do grupo de trabalho num processo de criação colectiva. Assim, a nível pessoal, fui movido por uma necessidade premente de descodificar o papel do actor na sua relação com a marioneta e o meio envolvente (site specific). ABSTRACT: This study aims to examine the reality of a Puppet Company in Portugal, the Puppet Theater of Mandrágora, focusing on the relationship between actor, puppet and environment (site specific) in the context of an actual theatrical practice, Once upon a time ...Seven houses of infortune, in the Castle of Santa Maria da Feira. The results obtained follow the way in which one seeks to move from one "conventional" actor to the specialization of a micro theater where learning was central from the building process to manipulation on the scene in a universe of work particularly hard and specific. My initial course within the company began with the familiarization and informal learning of the practice of puppetry through direct observation of performances and various projects of the company. The training done at the company (workshop of the Company) was one of the training arrangements that accompanied my way along the training through assistance on projects such as Teatro nas Instituições, always under the auspices of the division of tasks and due self-teaching with appropriate supervision and guidance of expert artists, such as the Creative Director, enVide neFelibata. The learning laboratory continued by the hand of the puppeteer Clara Ribeiro who supervised my training in order to absorb theoretical and practical principles as the Focus, the Movement and the Look for better awareness of the world of puppetry and animated forms. Also at this level, the figure of some specialist artists were central, such as the scenographer Marta Fernandes da Silva, who proved to be extremely important during this training, allowing a true intersection between the theoretical and the practical components. I could experience the surroundings of the creation notebook of Era uma vez ...As Sete Casas da Infortuna, and collaborate in the preparation of puppets that would handle as an actor - puppeteer. As to the question of the interpretation component on training, this was in charge of stage director - puppeteer, and the Artistic Director, Filipa Alexandre, whose instructions allowed a focus of the working group in a process of collective creation. Accordingly, to a personal level, I was urged to decode the role of the actor in relation to the puppet and the environment (site specific).