2 resultados para EROs

em Universidade Metodista de São Paulo


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O contexto batista é predominantemente marcado por lideranças masculinas, destinando às mulheres apenas lugares e comportamentos socialmente estabelecidos, como a casa, o cuidado, a maternidade, a submissão, entre outras características que enfatizam a hierarquia de gênero. Mesmo diante do desenvolvimento econômico e da ocupação que as mulheres estão conquistando no campo público, a igreja e principalmente as igrejas batistas, permanecem fundadas em alicerces que exaltam o poder masculino em detrimento do lugar que deve ser ocupado pelas mulheres, ou seja, onde elas decidirem atuar. Caso elas decidam atuar num campo predominantemente masculino, terão que lidar com a desconstrução de um pensamento socialmente permeado de dominação masculina e com a árdua construção de um pensamento que vise a igualdade de gênero. O objeto desta pesquisa é o ministério pastoral feminino no contexto batista brasileiro. O texto analisa o discurso das Pastoras Batistas do Estado de São Paulo e o discurso dos líderes da Ordem dos Pastores Batistas de São Paulo (OPBB-SP) a respeito do ministério pastoral feminino e a não filiação de mulheres na OPBB-SP. A importância deste trabalho é a de demostrar as relações de micro poder existentes entre pastores e pastoras e concomitantemente as desigualdades dentro do contexto batista com relação ao ministério pastoral feminino. Essa afirmação se consolida por meio das análises das entrevistas semiestruturadas que realizei na pesquisa de campo, com sete pastoras batistas do Estado de São Paulo, bem como com três líderes da OPPB-SP. Esta é uma pesquisa qualitativa, em que foram analisados documentos oficiais da igreja, como pautas de convenções, atas, sites institucionais, periódicos e documentos não oficiais encontrados em redes sociais, blogs, jornais online, entre outros. Posso afirmar que as pastoras batistas estão se mobilizando para cumprir sua vocação, usando argumentos transcendentes que impedem qualquer pessoa de desafiar ou duvidar de seu chamado pastoral, pois: “O vento sopra onde quer; ouve-se o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele(a) que nasceu do Espírito.” (João 3.8).

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Josef Pieper e C. S. Lewis são dois dos principais filósofos do nosso tempo. A presente pesquisa visa analisar as doutrinas desses pensadores sobre o amor e extrair as consequências para a educação. Pieper e Lewis são importantes intelectuais, respeitados por todo o mundo acadêmico, por conta de suas obras, originais e profundas, como pensadores cristãos. Seus estudos sobre o amor cada autor com seu próprio ponto de vista são incontornáveis para todos que se ocupam da educação. Lewis e Pieper compartilham uma metodologia centrada na linguagem, o que leva à compreensão da essência comum aos amores (Pieper) e dos quatro amores: afeto, amizade, eros e caridade (Lewis). E ambos voltam-se para a linguagem comum. Quanto mais a palavra amor é distorcida e deturpada hoje em dia, tanto mais é necessária uma análise filosófica como a de Pieper e Lewis. De acordo com os autores, a educação para o amor remete à Antropologia Filosófica e esta dissertação apresenta a conexão entre a concepção de amor e a de homem, e a educação que a elas se segue.