2 resultados para esfregaço sanguíneo

em Instituto Politécnico de Viseu


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O sangue é um tecido vivo fluído que circula num dos sistemas vasculares do corpo, o qual apresenta uma “bomba” central, o coração – órgão muscular que bombeia o sangue para as circulações pulmonar e geral. Quando o colocamos no interior de um tubo de ensaio o sangue separa-se em duas camadas. A camada superior líquida, designada por plasma, representa cerca de 55% do volume de sangue total e contém uma variedade de substâncias orgânicas e inorgânicas dissolvidas ou suspensas em água. A camada inferior é constituída por células vermelhas do sangue (eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas (trombócitos) que, coletivamente, constituem os elementos figurados do sangue e representam 45% do volume de sangue total. O esfregaço sanguíneo constitui o método mais usual para observar o sangue e seus constituintes, pesquisar hemoparasitas e determinar a fórmula leucocitária, variável com a espécie, sendo fundamental que o Enfermeiro Veterinário domine as técnicas para a sua execução e reconheça as diferentes células sanguíneas. Neste trabalho será apresentada uma revisão dos órgãos hematopoiéticos (onde se originam os eritrócitos), órgãos linfóides (onde se originam ou diferenciam os leucócitos), bem como das funções do sangue e seus componentes.

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O baço tem importantes funções hematopoiéticas e imunológicas, desempenhando um papel crucial na reposição da hipovolemia e de volume sanguíneo, em situações de hemorragia aguda. A administração de soluções fisiológicas tem grande importância na correção do volume circulante, evitando as complicações de hipovolemia. Este trabalho tem como objetivo avaliar as alterações provocadas no baço, após grave hemorragia dos suínos e reperfusão, utilizando duas soluções fisiológicas distintas, um cristaloide - solução de ringer lactato e um coloide - solução de hidroxietilamido. As lesões histopatológicas encontradas no baço foram congestão, hiperplasia da polpa branca, a notoriedade dos elipsoides e o infiltrado inflamatório, razão pela qual, se procedeu à sua avaliação semi-quantitativa. Relativamente à hiperplasia da polpa branca, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre o grupo Ringer Lactato e o grupo Hidroxietilamido, verificando-se o aumento da hiperplasia da polpa branca no grupo Ringer Lactato. Quanto à área dos elipsoides, apenas um suíno em cada grupo registava grau 1. Houve uma preponderância do grau 2 no grupo de controlo (n = 5) e no grupo Ringer Lactato (n = 11), enquanto que no grupo Hidroxietilamido se registaram valores idênticos para os graus 2 e 3 (n = 5). A congestão ocorreu em todos os grupos, com predomínio do grau 2 (n = 7) nos grupos Ringer Lactato e Hidroxietilmido. Relativamente ao infiltrado inflamatório, no grupo de controlo predominou o grau 1 (n = 5) e registou-se a prevalência do grau 2 no grupo Ringer Lactato (n = 8) e no grupo Hidroxietilamido (n = 9). A área dos elipsoides variou nos diferentes grupos, não tendo revelado diferenças significativas entre os grupos. Foi observada congestão nos três grupos do estudo, não tendo sido, contudo, registadas diferenças significativas entre os grupos. Quanto ao infiltrado inflamatório, verificou-se que no grupo de controlo predominou o grau 1, enquanto que nos grupos Ringer Lactato e Hidroxietilamido prevaleceu o grau 2, o que se justifica pelo facto dos grupos Ringer Lactato e Hidroxietilamido terem sido submetidos a uma hemorragia. Foi assim possível concluir que a reperfusão volémica com Hidroxietilamido 130/0.4 pode reduzir a hiperreatividade esplénica, quando comparado com o Ringer Lactato, após hemorragia aguda. Verificamos que os elipsoides não sofrem qualquer afetação em situações de alterações hemodinâmicos. Atualizamos um sistema de classificação para avaliação de congestão esplénica, usando o modelo suíno. Aferimos que as situações causadoras de alterações hemodinâmicas ou da perfusão tecidual provocam aumento do infiltrado inflamatório.