Inovação Temática e Epistemológica: Propostas e Desafios Para a Pesquisa em Linguística Aplicada do Século XXI


Autoria(s): Tomaselli, Claudia Kuns; Lucena, Maria Inêz Probst
Data(s)

29/12/2017

Resumo

O presente trabalho aborda uma reflexão sobre como a Linguística Aplicada tem encaminhado suas pesquisas nos últimos anos e em que tem se debruçado para continuar a sua trajetória e conseguir alcançar e firmar o status que almeja enquanto produtora de conhecimento científico. O artigo destaca os aspectos mais relevantes da Linguística Aplicada, principalmente no Brasil, procurando mostrar o que os maiores nomes da área têm defendido, em que concordam e discordam, como têm direcionado a questão das inovações temáticas e epistemológicas e como as pesquisas atuais colaboram com os estudos linguísticos em geral. O entendimento desse estudo é de que a Linguística Aplicada no Brasil tem conseguido produzir substanciosa teoria proveniente de estudos da linguagem enquanto prática social, articulando pesquisas feitas de maneira transdisciplinar e insistindo na importância de voltar o olhar para os problemas localizados nas margens da modernidade recente. Fica claro, nesta observação, que apesar dos incontáveis desafios para essa área de estudo conquistar o espaço merecido entre outras áreas de prestígio, a Linguística Aplicada tem conseguido mostrar que fazer ciência no contexto atual requer olhares dispostos a abandonar crenças inarredáveis nos conhecimentos disciplinares tradicionais, promovendo pesquisas mais alinhadas com os problemas reais que emergem da superdiversidade da modernidade recente.http://dx.doi.org/10.5935/1981-4755.20170021

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https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/17879

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Universidade Estadual do Oeste do Paraná

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https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/17879/pdf

/*ref*/AILA - CONGRESSO MUNDIAL DE LINGUÍSTICA APLICADA: inovações e desafios epistemológicos na linguística aplicada, 18, Rio de Janeiro. Program overview. Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: http://www.aila2017.com.br/images/PROGRAMA_FINAL_v2_200917-min.pdf. Acesso em: 10 set 2017. BLOOMAERDT, J.; RAMPTON, B. Language and Superdiversity. Diversities, Vol. 13, nº 2, 2011. Disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002147/214772e.pdf. Acesso em: 21 Ago 2016. BORTOLINI, L.; GARCEZ, P.; SCHLATTER, M. Práticas linguísticas e identidades em trânsito: espanhol e português em um cotidiano comunitário escolar uruguaio na fronteira com o Brasil. IN: MOITA LOPES, L.P (Org.). Português no século XXI: ideologias linguísticas. São Paulo: Parábola, 2013. CELANI, M. A. A. Transdisciplinaridade na Linguística Aplicada no Brasil. In: CAVALCANTI, M.C; SIGNORINI, I. Linguística Aplicada e Transdisciplinaridade. Campinas: Mercado das Letras, 1998. FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Trad. Izabel Magalhães. Brasília: Editora UnB, 2001. KLEIMAN, A. B. O estatuto disciplinar da Linguística Aplicada: o traçado de um percurso, um rumo para o debate. IN: CAVALCANTI, M.C; SIGNORINI, I. Linguística Aplicada e Transdisciplinaridade. Campinas: Mercado das Letras, 1998. ___________. Agenda de pesquisa e ação em Linguística Aplicada: problematizações. IN: MOITA LOPES, L.P (Org.). Linguística Aplicada na modernidade recente: festschrift para Antonieta Celani. São Paulo: Parábola, 2013. KUMARAVADIVELU, B. A linguística aplicada na era da globalização. IN: MOITA LOPES, L.P (Org.). Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. MIGNOLO, W. Local Histories/Global Designs. Coloniality, Subaltern Knowledges and Border-Thinking. Princeton: Princeton University Press, 2000. _________. Histórias locais/Projetos globais: Colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Trad. Solange Ribeiro de Oliveira. Belo Horizonte: UFMG, 2003. MOITA LOPES, L.P. Pesquisa interpretativista em linguística aplicada: a linguagem como condição e solução, DELTA, vol.10, n.2, 1994. _____________. Uma Linguística Aplicada mestiça e ideológica: interrogando o campo como linguista aplicado. IN: MOITA LOPES, L.P (Org.). Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. _____________. Inglês e globalização em uma epistemologia de fronteira: ideologia linguística para tempos híbridos. DELTA, vol. 24, n. 2, 2008. _____________(Org.). Linguística Aplicada na modernidade recente: festschrift para Antonieta Celani. São Paulo: Parábola, 2013a. _____________(Org.). O português no século XXI: Cenário geopolítico e sociolinguístico. São Paulo: Parábola, 2013b. PENNYCOOK, A. Performativity and Language Studies. Critical Inquiry in Language Studies: An International Journal, vol.1, n.1, 2004. ____________. Uma linguística Aplicada transgressiva. IN: MOITA LOPES, L.P (Org.). Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. RAJAGOPALAN, K. Por uma linguística crítica: Linguagem, Identidade e a Questão Ética. São Paulo: Parábola, 2003. ______________. Repensar o papel da linguística aplicada. IN: MOITA LOPES, L.P (Org.). Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. ROJO, R. Caminhos para a LA: política linguística, política e globalização. IN: NICOLAIDES, C.; et al. (Org.). Política e políticas linguísticas. Campinas: Pontes, 2013. VERTOVEC, S. Superdiversity and its implications. Ethnic and Racial Studies, vol.30,n.6, 2007.

Direitos

Copyright (c) 2017 Línguas & Letras

http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0

Fonte

Línguas & Letras; v. 18 n. 41 (2017); http://dx.doi.org/10.5935/1981-4755.20170021

1981-4755

1517-7238

Palavras-Chave #Discursos emergentes #transitoriedade #estudos da linguagem.
Tipo

info:eu-repo/semantics/article

info:eu-repo/semantics/publishedVersion