Inteligência emocional nas organizações: Colaboradores motivados e com desempenho emocionalmente inteligente?


Autoria(s): Grilo, Raquel Maria Baptista
Contribuinte(s)

Coelho, Joaquim Pinto

Data(s)

20/09/2016

20/09/2016

2009

Resumo

Dissertação de Mestrado apresentada ao Instituto Superior de Psicologia Aplicada para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Social e das Organizações.

A inteligência emocional (IE) pode ser definida como a capacidade de utilizar a razão para compreender as emoções e realçar o pensamento. A IE inclui a aptidão de percepcionar as emoções próprias e alheias, de lhes aceder, gerar, compreender e regular (Mayer, Salovey & Caruso, 2004). Esta característica conduz a que, em contexto organizacional, seja considerada como um aspecto a destacar na medida em que vários autores têm relacionado esta variável com o desempenho a nível individual (e.g. Dawn & Sojka, 2003) e colectivo (e.g. Goleman, 1998; Goleman, Boyatsis & McKee, 2002). Além dos factores individuais e das competências emocionais, também a motivação com as características da função poderá influenciar o desempenho indivídual. O modelo de Hackman e Oldham (1976), prevê que os indivíduos que procuram desafios, e que revelam maior interesse relativamente ao seu trabalho, estão mais satisfeitos e motivados para um bom desempenho da função. Assim, torna-se cada vez mais importante compreender a relação entre as variáveis de IE, Motivação e Avaliação de Desempenho e a possível relação de mediação da motivação (características da função) na relação entre IE e a Avaliação de Desempenho dos colaboradores. Os dados do presente estudo foram recolhidos através da aplicação das escalas de Rego e Fernandes (2005) para a Inteligência Emocional, da escala de Motivação, tradução do JDS (Job Diagnostic Survey) de Almeida, Faísca, Jesus (2007), e da escala de Avaliação de Desempenho utilizadas na empresa em estudo. Os resultados obtidos não confirmam a existência de um efeito directo da IE na Avaliação de Desempenho, mas confirmam que esta relação existe quando mediada pela Motivação.

The emotional intelligence (EI) may be defined as the ability to use reason to understand emotions and enhance thought. EI includes the skill to percept our own and others emotions, to access them, to generate, understand and regulate them (Mayer, Salovey & Caruso, 2004). In an organizational context this characteristic is considered as an aspect to headlight, in a way that various authors have connected it to individual performance (e.g. Dawn & Sojka, 2003) and group performance (e.g. Goleman, 1998; Goleman, Boyatsis & McKee, 2002). In addition to the individual factors and the emotional competencies, motivation towards the role characteristics may also influence the individual performance. The Hackman e Oldham (1976) model states that individuals who seek challenges, and that show more interest towards their work, are more satisfied and motivated to a good role performance. Therefore, it becomes more important to understand the relation between variables as EI, Motivation and Performance Development / Assessment and the possible connection of motivation measurement (role characteristics) in the relation between EI and employees Performance Development / Assessment. The data presented on this paper was gathered through the application of Rego e Fernandes (2005) scales for Emotional Intelligence, the translated Motivation scale of (Job Diagnostic Survey) de Almeida, Faísca, Jesus (2007) and the Performance Assessment scale that is used on the Organization where this study was developed, The final results do not confirm the existence on a direct effect of EI on Performance Assessment, but do confirm that this relation exists when is mediated by motivation.

Identificador

http://hdl.handle.net/10400.12/4904

Idioma(s)

por

Direitos

openAccess

Palavras-Chave #Inteligência emocional #Motivação e avaliação de desempenho #Emotional intelligence #Motivation and job evaluation #Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia
Tipo

masterThesis