“Os crescidos vão para o colo dos crescidos …é só os crescidos!” direitos de participação das crianças em centros de acolhimento temporário


Autoria(s): Paula, Eunice
Data(s)

15/09/2016

15/09/2016

01/03/2016

Resumo

O presente artigo parte da questão “quais as vivências e a participação das crianças pequenas e quais as representações sociais dos adultos e crianças relativamente às crianças pequenas?”, em contexto de Centro de Acolhimento Temporário (CAT). Trata-se de uma investigação de natureza qualitativa, nomeadamente com uma natureza etnográfica, em que se procurou colocar em diálogo duas áreas de conhecimento: a educação de infância e a sociologia da infância. As técnicas de investigação utilizadas foram as entrevistas-conversa, com as crianças mais crescidas; o questionário e o focus group, com os adultos; e a observação, com os bebés. Conclui-se que os bebés (0 aos 2 anos) que se encontram em dois CAT parecem permanecer realmente numa invisibilidade social, não lhes sendo totalmente garantido o direito à participação. Isto deve-se ao facto de não existir um modelo pedagógico (participativo) praticado neste contexto com estas crianças e permanecerem representações e imagens sobre as crianças assentes numa perspetiva de passividade, incompetência e incapacidade.

Abstract This article started from the question «What are the little children’s experiences and participation and what are the social representations of adults and children regarding little children? », in Temporary Foster Homes (TFH). This research is of a qualitative nature and, in fact, adopts an ethnographic nature. It tries to create a dialogue between two fields of knowledge: childcare and sociology of childhood. The research methodologies used were interviews for the oldest children; quizzes and focus groups for the adults; and, mainly, observation for the babies. With this research we can conclude that babies (from 0 to 2 years old) that live in two TFH located in the district of Lisbon seem to remain in their social invisibility, without being granted any right to participation. This is due to the fact that there isn’t a pedagogic (participatory) model in practice in this context with these children and that the representations and children’s image is still based on perspective declaring it as a passive, incompetent and unable being.

Identificador

Paula E., (2015), “Os crescidos vão para o colo dos crescidos …é só os crescidos!” Direitos de Participação das Crianças em Centros de Acolhimento Temporário, Da Investigação às práticas, 6 (1) 110 - 131

2182-1372

http://hdl.handle.net/10400.21/6439

Idioma(s)

por

Publicador

CIED - Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais

Relação

;1

http://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/92/pdf_20

Direitos

openAccess

http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Palavras-Chave #Participação dos bebés #Acolhimento institucional #Direitos da criança #Babies’ participation #Institutional fostering #Children’s rights
Tipo

article