Participação política, planos diretores e gestão urbana sob o Estatuto da Cidade


Autoria(s): Goulart, Jefferson Oliveira; Terci, Eliana Tadeu; Otero, Estevam Vanale
Contribuinte(s)

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Data(s)

02/03/2016

02/03/2016

2015

Resumo

The hegemonic version of democracy is based on Schumpeter’s approach, a legacy of liberal pluralism that reduces the formation of legitimate majorities through representation. Nevertheless, the democratization of authoritarian countries has provided innovative experiences of civil society in new participatory formats. At the institutional level, the Statute of the City regulated the chapter of the Urban Policy of the Federal Constitution of 1988. It advocates participatory formats of public policies in urban management “through public participation and representative associations”. The construction of this agenda is the result of institutional imposition and it reflects the government decisions and civil society demands. This paper analyzes the participation, its ability to share decisions, and to what extent these participatory formats depend on governments for the implementation of new paradigms of urban management. The approach combines theoretical and empirical analysis of development processes of Master Plans normatively guided by the City Statute. The empirical basis is formed by three medium-sized cities in Sao Paulo state: Piracicaba, Bauru and Rio Claro.

A versão hegemônica da democracia tem inspiração na abordagem de Schumpeter, legado do pluralismo liberal que a reduz à formação de maiorias legítimas por meio da representação. Não obstante, a democratização de países que passaram pelo autoritarismo proporcionou experiências inovadoras da sociedade civil em novos formatos participativos. No Brasil, essa experimentação tem particular expressão em nível municipal. No plano institucional, o Estatuto da Cidade regulamentou o capítulo da Política Urbana da Constituição Federal de 1988 e preconiza formatos participativos de políticas públicas de gestão urbana “por meio da participação pública e as associações representativas”. A construção dessa agenda resulta de imposição institucional e reflete decisões governamentais e demandas da sociedade civil. O texto analisa a participação, seu alcance para compartilhar decisões e em que medida esses formatos participativos dependem dos governos na implantação de novos paradigmas de gestão urbana. A abordagem combina análise teórica e empírica de processos de elaboração de Planos Diretores orientados normativamente pelo Estatuto da Cidade. A base empírica é formada por três cidades médias do interior paulista: Piracicaba, Bauru e Rio Claro.

Formato

122-135

Identificador

http://www2.pucpr.br/reol/pb/index.php/urbe?dd1=14763&dd99=view&dd98=pb

Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 7, n. 1, p. 122-135, 2015.

2175-3369

http://hdl.handle.net/11449/135763

ISSN2175-3369-2015-07-01-122-135.pdf

9836721472635346

Idioma(s)

por

Relação

Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana

Direitos

openAccess

Palavras-Chave #Participation #Urban Management #Statute of the City #Participação #Gestão Urbana #Estatuto da Cidade
Tipo

info:eu-repo/semantics/article