Literaturas magrebinas de expressão francesa: o desafio identitário de traduzir o(s) outro(s)


Autoria(s): Deangeli, Maria Angelica
Contribuinte(s)

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Data(s)

27/04/2015

27/04/2015

2012

Resumo

A interrogação sobre o estatuto da língua na qual se escreve é um imperativo para os escritores dos chamados “espaços excêntricos” divididos entre a herança da língua do colonizador e a diversidade dos múltiplos idiomas locais. Escrever nesse contexto é travar um enfrentamento direto com questão da língua, visto que o escritor estabelece com a “língua literária”, que nem sempre é sua língua materna nem sua língua nacional, relações extremamente complexas. No caso específico dos escritores magrebinos de língua francesa, podemos afirmar que suas escritas literárias funcionam como uma espécie de tradução do mundo árabe no Ocidente, como uma mise-en-scène escritural na tentativa de resgatar o passado colonial, as dilacerações subjetivas e as rupturas identitárias. Desta forma, a partir da análise da obra La mémoire tatouée: autobiographie d’un décolonisé (1971), do escritor marroquino AbdelKebir Khatibi, procuraremos mostrar como as questões políticas e identitárias inscrevem-se na tessitura do literário com o intuito de traduzir o outro numa dimensão que ultrapassa os efeitos de ordem linguística para se configurarem como um ato de tradução entre as culturas, os povos e, como diria Khatibi, entre as espiritualidades.

Formato

67-77

Identificador

http://sare.anhanguera.com/index.php/rtcom/article/view/4592

Tradução & Comunicação: Revista Brasileira de Tradutores, v. 24, p. 67-77, 2012.

0101-2789

http://hdl.handle.net/11449/122285

ISSN0101-2789-2012-24-67-77.pdf

3428288938857306

Idioma(s)

por

Relação

Tradução & Comunicação: Revista Brasileira de Tradutores

Direitos

openAccess

Palavras-Chave #Tradução #Identidade #Alteridade #arquivo #Literatura
Tipo

info:eu-repo/semantics/article