O uso de derivativos de câmbio e o custo de capital : evidências das empresas brasileiras


Autoria(s): Schvartzburd, João Ricardo Ribeiro Coutinho
Contribuinte(s)

Sheng, Hsia Hua

Data(s)

03/06/2011

03/06/2011

2010

Resumo

As grandes corporações, tanto ocidentais quanto orientais, vêm utilizando instrumentos derivativos como ferramenta para proteger suas exposições indiretas, como por exemplo, os riscos cambiais. O presente trabalho tem como objetivo estudar o comportamento do custo de capital de empresas brasileiras não-financeiras na presença da contratação de instrumentos financeiros derivativos como uma proteção (ou seguro) do fluxo de caixa das mesmas. Obteve-se uma amostra com 877 observações considerando os dados coletados entre 2004 e 2010 de 47 empresas. O mercado brasileiro foi selecionado por se tratar de uma economia emergente importante. A metodologia Painel de Dados (Cross-section com efeitos aleatórios) foi utilizada com a finalidade de testar a hipótese de que a utilização de derivativos como ferramenta de proteção na política de gestão de risco reduz o custo de capital das empresas. Os resultados aqui presentes rejeitaram esta hipótese, mostrando que no Brasil, a relação entre a utilização dessas ferramentas e o custo de capital é positiva. No entanto, encontraram-se indícios de que pode ter havido uma mudança de postura na política de gestão de risco das empresas após a crise de 2008. Uma outra análise, realizada com apenas uma determinada empresa brasileira, baseada no modelo TACC (Total Average Cost of Capital), indica a possibilidade de redução do custo de capital caso se adote uma gestão de risco conservadora.

Identificador

http://hdl.handle.net/10438/8344

Idioma(s)

pt_BR

Palavras-Chave #Custo de capital #Empresas não-financeiras #Derivativos (Finanças) #Capital de risco #Administração de risco #Capital (Economia) - Custos
Tipo

Dissertation