A incomensurabilidade entre as filosofias e a inexistência de revoluções em filosofia
| Data(s) |
01/08/2012
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| Resumo |
Este artigo se ocupa de questões metafilosóficas. Nele, discutiremos as razões que fazem com que a filosofia, diferentemente da ciência, problematize a si mesma como empreendimento cognitivo. Em particular, procuraremos identificar como e por que a filosofia acaba se constituindo em problema para si mesma. À exceção das ciências sociais onde há estudos críticos do tipo sociologia da sociologia, a ciência em geral não põe em discussão a si mesma. Raros são os casos em que a ciência chega ao extremo de questionar a própria cognitividade. A filosofia, em alguns de seus mais lúcidos e profícuos exercícios, não se furta a se avaliar como projeto cognitivo. Com esse tipo de preocupação metafilosófica, nosso artigo questionará a pretensão das grandes filosofias de protagonizar revoluções. Defenderemos a tese de que inexistem as revoluções postuladas pelos filósofos, destacando que a incomensurabilidade subsistente entre as filosofias não é provocada por rupturas conceituais ou explicativas e sim pela adoção de diferentes pressuposições absolutas, conforme definidas por Collingwood. |
| Formato |
text/html |
| Identificador |
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732012000200011 |
| Idioma(s) |
pt |
| Publicador |
Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia |
| Fonte |
Trans/Form/Ação v.35 n.2 2012 |
| Palavras-Chave | #Essencialismo #Justificação epistêmica #Incomensurabilidade #Progresso cumulativo #Revolução |
| Tipo |
journal article |