O Mudejarismo Insular
| Data(s) |
2010
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| Resumo |
A cultura islâmica manteve-se florescente na Península Ibérica até aos séculos XIV e XV, mau grado as duas invasões berberes do Norte de África e, depois, a reconquista cristã, liderada por quadros de matriz visigoda. Foi predominante assim no Sul de Portugal e na Andaluzia mesmo até aos finais do século XV, ficando célebres os seus poetas e escritores, mas também os seus médicos e cientistas, estes últimos, em parte, responsáveis por várias das inovações que permitiram os descobrimentos marítimos. Decorrendo então o povoamento das ilhas Atlânticas, não espanta que para as mesmas tenha transitado todo um tipo de gosto e de decoração, geralmente designado por mudéjar. Esta verdadeira euforia decorativa da carpintaria mudéjar leva a que a nova igreja grande, depois elevada a Sé do Funchal, houvesse sido coberta nas três naves e nas capelas do transepto por um monumental conjunto de tectos de alfarge, datáveis de 1514, sem paralelo em Portugal e somente com algum paralelo no vizinho arquipélago das Canárias, mas nenhuns de época tão recuada como os da Sé. Os tectos foram construídos em cedro branco insular (juniperus oxycedrus) e foram depois decorados com motivos de grutesco, com elementos vegetalistas e símbolos heráldicos reais, uma década depois. Somente ficou de fora a cobertura da capela-mor, feita por abóbada de cruzamento de ogivas. |
| Identificador |
http://bdigital.cv.unipiaget.org:8080/jspui/handle/10964/258 |
| Publicador |
Universidade da Madeira |
| Palavras-Chave | #Mudejarismo Insular #Cabo Verde |
| Tipo |
info:eu-repo/semantics/Article |