Notas sobre a bionomia de Trichotrigona extranea Camargo & Moure (Hymenoptera, Apidae, Meliponini)


Autoria(s): Camargo,João M. F.; Pedro,Silvia R. M.
Data(s)

01/03/2007

Resumo

Três ninhos de T. extranea, encontrados nas matas de igapó, na localidade de Samaúma, foz do rio Daraã (64°45'35" W, 0°27'7" S), AM, Brasil, são descritos e ilustrados. Este é o único lugar onde esta espécie é conhecida. Todos os ninhos estavam em ocos de ramos secos de "Tanimbuca" - Buchenavia suaveolens Eichler (Combretaceae). Dois deles compartilhavam o oco com ninhos de Frieseomelitta sp. e um era solitário. Um ninho continha 46 células de cria, 43 operárias adultas e uma rainha fisogástrica; o segundo, 240 células, 117 operárias, 25 machos e uma rainha fisogástrica; o terceiro, 260 células, 163 operárias, uma rainha fisogástrica e uma pupa de rainha. As células são construídas na forma de cacho, como em Friseomelitta, e as células de rainha são do mesmo tamanho e forma que as de operária. Não há potes de alimento - este é o único Meliponini que se conhece que não armazena alimento. Supostamente, esta espécie tem hábitos cleptobióticos. Rainhas e machos são também descritos.

Formato

text/html

Identificador

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0085-56262007000100013

Idioma(s)

pt

Publicador

Sociedade Brasileira De Entomologia

Fonte

Revista Brasileira de Entomologia v.51 n.1 2007

Palavras-Chave #abelhas-sem-ferrão #cleptobiose #ninho #Trichotrigona
Tipo

journal article