Relationship between estimation and real motor performance in school-age children
| Contribuinte(s) |
Martins, Rui Fernando Roque Matos, Rita Cordovil |
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| Data(s) |
18/05/2016
18/05/2016
2015
2015
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| Resumo |
The relationship between estimated and real motor competences was analyzed for several tasks. Participants were 303 children (160 boys and 143 girls), which had between 6 and 10 years of age (M=8.63, SD=1.16). None of the children presented developmental difficulties or learning disabilities, and all attended age-appropriate classes. Children were divided into three groups according to their age: group 1 (N= 102; age range: 6.48-8.01 years); group 2 (N= 101; age range: 8.02-9.22 years); and group 3 (N=100; age range: 9.24-10.93 years). Children were asked to predict their maximum distance for a locomotor, a manipulative, and a balance task, prior to performing those tasks. Children’s estimations were compared with their real performance to determine their accuracy. Children had, in general, a tendency to overestimate their performance (standing long jump: 56.11%, kicking: 63.37%, throwing: 73.60%, and Walking Backwards (WB) on a balance beam: 45.21%), and older children tended to be more accurate, except for the manipulative tasks. Furthermore, the relationship between estimation and real performance in children with different levels of motor coordination (Köperkoordinationstest für Kinder, KTK) was analyzed. The 75 children with the highest score comprised the Highest Motor Coordination (HMC) group, and the 78 children with the lowest score were placed in the Lowest Motor Coordination (LMC) group. There was a tendency for LMC and HMC children to overestimate their skills at all tasks, except for the HMC group at the WB task. Children with the HMC level tended to be more accurate when predicting their motor performance; however, differences in absolute percent error were only significant for the throwing and WB tasks. In conclusion, children display a tendency to overestimate their performance independently of their motor coordination level and task. This fact may be determinant to the development of their motor competences, since they are more likely to engage and persist in motor tasks, but it might also increase the occurrence of unintended injuries. O objetivo principal deste estudo foi analisar a relação entre a estimativa e a competência motora real, para várias tarefas envolvendo habilidade motoras fundamentais, em 303 crianças (160 rapazes e 143 raparigas) com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos (M=8.43, DP=1.16). As crianças frequentavam o 1.º ciclo e não apresentavam alterações no desenvolvimento e na aprendizagem. As crianças foram divididas em três grupos de acordo com a sua idade: grupo 1 (N= 102; 6.48-8.01 anos); grupo 2 (N= 101; 8.02-9.22 anos) e grupo 3 (N=100; 9.24-10.93 anos). Foi solicitado às crianças para estimarem a distância máxima que julgavam conseguir antes de executar uma tarefa: locomotora (saltar em comprimento), manipulativa (lançar e chutar uma bola para uma baliza) e estabilizadora (caminhar à retaguarda numa trave de equilíbrio com 6 cm de largura, 3 cm de altura e 3 m de comprimento). As suas estimativas foram comparadas com o seu desempenho motor real para determinar a precisão nas tarefas. As crianças deste estudo mostraram uma tendência para sobrestimar as suas habilidades motoras (saltar: 56.11%, chutar: 63.37%, lançar: 73.60%, caminhar à retaguarda numa trave: 45.21%) e as crianças mais velhas foram mais precisas nas suas estimativas, com exceção das tarefas manipulativas. Adicionalmente, este estudo pretendeu explorar se as estimativas das crianças, para as mesmas tarefas motoras, estavam relacionadas com o seu nível de coordenação motora. Com base no teste de coordenação motora Köperkoordinationstest für Kinder, as 75 crianças com a pontuação mais alta (quartil superior) e as 78 crianças com a pontuação mais baixa (quartil inferior) foram selecionadas para este objetivo; formaram, respectivamente, o grupo das crianças com alta coordenação motora (ACM) e o grupo das crianças com baixa coordenação motora (BCM). As crianças sobrestimaram as suas competências, exceto o grupo com ACM na tarefa de caminhar à retaguarda, e o grupo das crianças com BCM apresentou um erro percentual absoluto superior para todas as tarefas, mas apenas significativo para o lançamento e caminhar na trave. Em conclusão, as crianças tendem a sobreestimar as suas reais competências motoras independentemente da tarefa e do seu nível de coordenação. Esta constatação pode ser determinante no que respeita ao desenvolvimento das competências motoras, uma vez que as crianças serão mais propensas a se envolver e persistir em tarefas motoras, no entanto, e por outro lado, poderá levar a criança a colocar-se em situações de risco e originar a ocorrência de lesões não intencionais. |
| Identificador |
http://hdl.handle.net/10400.5/11576 101377517 |
| Idioma(s) |
eng |
| Direitos |
closedAccess |
| Palavras-Chave | #Children #Estimation #Motor competence #Fundamental movement skills #Motor coordination #Crianças #Estimativa #Competência motora #Habilidades motoras fundamentais #Coordenação motora #Domínio/Área Científica::Ciências Médicas::Ciências da Saúde |
| Tipo |
doctoralThesis |