O excesso de luz e a fragilização do ouvido
| Data(s) |
01/04/2016
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| Resumo |
Com a passagem do cinema mudo para o cinema sonoro, a associação entre imagem e som tornou-se cada vez mais vulgar e complexa ao mesmo tempo. Decorrendo da revolução elétrica dos suportes de comunicação, os média audiovisuais pressupõem o convívio de elementos visuais e elementos acústicos, numa simbiose que se revelou fundamental para a produção de sentido na era moderna. No entanto, assentes na produção de imagem por via da luz, estes meios de comunicação multimodais parecem ter conduzido a um exacerbamento do olhar que, com frequência, sobrepõe o ver ao ouvir. É hoje comum a descrição da contemporaneidade pela sua imersão numa cultura essencialmente visual. A introdução dos computadores nas nossas rotinas diárias mudou definitivamente a relação que mantemos com as representações imagéticas ao ponto de tudo se querer convertido em imagem ou produzido à imagem de imagens. Focado na relação entre a atra ção visual e a distração acústica, este artigo procura sustentar, do ponto de vista teórico, a ideia de que o regime de hipervisibilidade pós-tecnológico em que nos inscrevemos está a promover uma sociedade dura de ouvido. |
| Identificador | |
| Idioma(s) |
por |
| Publicador |
Universidade do Minho. Instituto de Ciências Sociais. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade |
| Relação |
info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147330/PT http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/article/view/2394/2308 |
| Direitos |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| Palavras-Chave | #Imagem #Som #Hipervisibilidade #Tecnologia #Ruído |
| Tipo |
info:eu-repo/semantics/conferenceObject |