A Consciência de Si e o Desespero Inconsciente, segundo Kierkegaard


Autoria(s): Mendes, Luís Filipe Fernandes
Data(s)

22/10/2014

22/10/2014

2014

01/05/2014

Resumo

A tradição cartesiana identificou um conjunto de condições para que se possa dizer que um sujeito está consciente de si. Simultaneamente, procurou a consciência de si num acompanhamento de si ao modo do pensamento. Ora, do ponto de vista de Kierkegaard, os requisitos cartesianos da consciência de si não são cumpridos na concepção de consciência da própria tradição cartesiana. É precisamente isso que se evidencia com a noção de desespero inconsciente. Neste estudo, procura-se determinar em que condições é possível falar de estar consciente de si, segundo Kierkegaard, o que conduzirá a uma multiplicidade paradoxal. Para se compreender o que está em causa estudar-se-á a estrutura sintética e heterogénea do humano. Em última análise, os requisitos da constituição da consciência de si, porque o são do si, só se cumprem numa certa forma de desconhecimento de si que corresponde a uma forma de consciência de si em que nunca se está certo e seguro de si, mas que passa pela decisão na interioridade.

Identificador

http://hdl.handle.net/10362/13330

Idioma(s)

por

Direitos

openAccess

Palavras-Chave #Consciência de si #Contradição #Decisão #Desespero #Kierkegaard #Síntese
Tipo

masterThesis