Schistosoma mansoni: ação da lovastatina no modelo murino
| Data(s) |
01/02/2002
|
|---|---|
| Resumo |
Com o objetivo de avaliar a ação da lovastatina na postura do Schistosoma mansoni foram usados camundongos infectados com 100 ±10 cercárias da cepa LE. Trinta dias após a infecção, os animais foram tratados com 100, 200 e 400mg/kg de lovastatina, via oral, durante cinco dias consecutivos e sacrificados 7,15,30 ou 60 dias após o tratamento. Foram analisados: distribuição de vermes no mesentério e fígado, mortalidade de vermes no fígado, alteração do oograma, contagem de ovos no jejuno e fígado, presença de ovos intra-uterino e morfologia dos vermes dos grupos tratados e controle (animais infectados e não tratados). Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas, na dose de 400mg/kg, entre grupos tratados e controles quando se considerou a presença de ovos no útero, a alteração do oograma, ovos nos diferentes estágios de desenvolvimento no jejuno e fígado e no comprimento do corpo dos vermes machos e fêmeas. O estudo morfológico dos vermes mostrou alterações degenerativas sendo as principais no aparelho reprodutor, com redução e alteração dos folículos vitelínicos e do ovário das fêmeas e modificações nos testículos dos machos. Os resultados apresentados levam à conclusão que a droga em estudo reduz, consideravelmente, a oviposição das fêmeas do S. mansoni, aumenta o tamanho dos vermes, provoca alterações no sistema reprodutivo de machos e fêmeas e pode ocasionar morte de parte significativa da população de vermes na dose de 400mg/kg. |
| Formato |
text/html |
| Identificador |
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037-86822002000100007 |
| Idioma(s) |
pt |
| Publicador |
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical - SBMT |
| Fonte |
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical v.35 n.1 2002 |
| Palavras-Chave | #Schistosoma mansoni #Lovastatina #HMG-CoA redutase |
| Tipo |
journal article |