A utilização da calculadora gráfica no estudo de funções do 10º ano


Autoria(s): Rosa, Vanda Pereira
Contribuinte(s)

Domingos, António

Data(s)

20/02/2013

20/02/2013

2013

Resumo

Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Ensino da Matemática no 3º ciclo do Ensino Básico e no Secundário

A utilização da calculadora gráfica no ensino secundário, em Portugal, é uma realidade há cerca de catorze anos. O estudo apresentado pretende analisar de que forma a calculadora gráfica é uma ferramenta com potencialidades para melhorar as aprendizagens, desenvolver o conhecimento e o pensamento dos alunos do 10º ano, nomeadamente no conteúdo das funções. Por consequência, tem como principal objetivo compreender a forma como os alunos utilizam a calculadora gráfica, analisar em que situação o fazem e aferir a qualidade das aprendizagens efetuadas. O enquadramento teórico pautou-se por uma revisão de literatura sobre calculadoras gráficas no ensino da Matemática, no secundário, destacando-se as orientações de documentos oficiais do Ministério da Educação, assim como de organizações nacionais e internacionais, como a Associação de Professores de Matemática e o National Council of Teachers of Mathematics, que se empenham por melhorar o ensino e a aprendizagem da Matemática. Abordaram-se as práticas pedagógicas associadas ao uso da calculadora gráfica. Por outro lado, estudou-se a noção de função, assim como a necessidade da visualização gráfica de uma função, para a perceção deste conceito. Procurou-se caracterizar a noção de tarefa, uma vez que o trabalho de campo se baseou na resolução de tarefas. Com o intuito de compreender o uso que os alunos fazem da calculadora gráfica, recorreu-se à abordagem instrumental, baseada na teoria da actividade. Através desta forma de analisar a aprendizagem, consideram-se as influências culturais, sociais e das ferramentas na atividade humana. Adotou-se uma metodologia de investigação de natureza qualitativa, baseada em estudos de caso e focada em três alunos, numa turma de 10º ano. Procurou-se diversificar a abordagem estratégica pelo uso de entrevistas, observação de aulas, análise dos procedimentos utilizados na calculadora gráfica, na resolução de tarefas. Da análise dos dados constata-se que existem técnicas que são do conhecimento geral, mas a forma como são utilizadas depende sobretudo do conhecimento teórico. Por outro lado, a exploração que os alunos fazem de documentos/ficheiros fornecidos pelo professor para a calculadora gráfica, facilita a compreensão das tarefas, a resolução das mesmas, e consequentemente a aprendizagem. Estes documentos, para além de serem uma ferramenta para a prática lectiva, permitem ao aluno visualizar individualmente as funções de uma forma dinâmica e elucidativa.

Identificador

http://hdl.handle.net/10362/8832

Idioma(s)

por

Publicador

Faculdade de Ciências e Tecnologia

Direitos

openAccess

Palavras-Chave #Calculadoras gráficas #Educação matemática #Aprendizagem #Ensino secundário #Tarefas
Tipo

masterThesis