Taquicardia Juncional Recíproca Permanente: uma Taquicardia Incessante da Infância


Autoria(s): Trigo, C; Paixão, A; Nogueira da Silva, M; Kaku, S
Data(s)

12/04/2013

12/04/2013

2003

Resumo

A taquicardia juncional recíproca permanente é uma forma de taquicardia supraventricular de reentrada pouco comum, embora constitua a causa mais frequente de taquicardia incessante em crianças. O seu carácter permanente causa disfunção ventricular esquerda e miocardiopatia dilatada e é de difícil controlo terapêutico. Objectivo: Rever as características clínicas mais significativas desta arritmia, a sua evolução e as opções terapêuticas actuais. Métodos: estudo retrospectivo, analisando a forma de apresentação e evolução, com particular relevo para a resposta à terapêutica farmacológica e alternativas terapêuticas. Doentes: Grupo de 5 doentes com o diagnóstico de taquicardia juncional recíproca permanente. Resultados: As crianças estudadas tinham idades compreendidas entre os 14 dias e os 12 anos. Três encontravam-se assintomáticas. O primeiro ecocardiograma demonstrou dilatação do ventrículo esquerdo e diminuição da fracção de encurtamento em uma das crianças. A terapêutica farmacológica foi inicialmente eficaz em todos os casos. Ao longo do seguimento (0,2-4,5 anos) a arritmia tornou-se refractária em um dos casos, pelo que se procedeu a ablação da via anómala por radiofrequência. Conclusões: A taquicardia juncional recíproca permanente tem diversas formas de apresentação. A terapêutica farmacológica é recomendada, mas tem carácter transitório. A ablação por radiofrequência é o tratamento definitivo, estando condicionada pela idade dos doentes.

Identificador

Rev Port Cardiol. 2003 Jun;22(6):767-74.

http://hdl.handle.net/10400.17/1212

Idioma(s)

por

Publicador

Sociedade Portuguesa de Cardiologia

Direitos

openAccess

Palavras-Chave #Agentes Anti-Arrítmicos #Ablação por Catéter #Estudos Retrospectivos #Taquicardia Supraventricular
Tipo

article