A crítica da razão em Michel de Montaigne


Autoria(s): Ferreira, Florivaldo Floriano
Data(s)

04/07/2012

04/07/2012

01/03/2012

Resumo

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Filosofia

O trabalho que se segue é uma leitura e comentário do capítulo “Apologie de Raymond Sebond”, Livro II, 12, de Michel de Montaigne. Trata-se de apresentar a crítica da razão abordada pelo autor. Com o pretexto de defender as ideias de Sebond, que em sua obra Teologia naturalis, de quem tinha traduzido do latim para o francês, que encontrava os fundamentos da fé na razão e punha o homem no primeiro nível da criação, o ensaísta apresenta de facto um pensamento muito pessoal. Recusa-se a dar valor à razão e põe o homem no mesmo nível dos animais. Vai sustentar a tese de que a razão não tem um valor de absoluta superioridade, conturbando desta forma, toda a tradição filosófica que depositava toda a confiança na razão, sobretudo como instrumento do conhecimento. Esta dissertação é desenvolvida em quatro etapas. A primeira, abordará brevemente a concepção antropológica que subjaz na “Apologie”; em segundo lugar, pretende-se perceber com maior clarividência os motivos que levaram o autor a criticar a razão que é instrumentalizada na tarefa de justificação das chamadas verdades religiosas; em terceiro lugar, trata-se da crítica da ciência que é abordada no ensaio, onde o autor quer derrubar a tola vaidade e sacudir os fundamentos sobre os quais se constroem as falsas ideias produzidas pela ciência; na quarta e última etapa, pretende-se abordar a tese da impossibilidade de se formular, a partir da razão, um conjunto de normas, regras e leis com validade objectiva a qualquer grupo humano.

Identificador

http://hdl.handle.net/10362/7368

Idioma(s)

por

Publicador

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

Direitos

openAccess

Palavras-Chave #Apologia #cepticismo #Montaigne #Razão
Tipo

masterThesis