Labirintos da identidade: de como um fidalgo castelhano-manchego foi chamado a salvar a pátria portuguesa.(da literatura comparada ao fado lusíada)
| Data(s) |
24/01/2012
24/01/2012
1996
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| Resumo |
pp. 187-199 Alonso Quijano, fidalgo manchego, nasceu num lugar de cujo nome não quis o seu autor lembrar-se. Convém, porém, que se diga que o famoso fidalgo nasceu, viveu, amou e aventurou por terras de Castela. Sabe-se que foi, antes de mais, leitor empedemido de livros de cavalarias e que, ao longo dessas leituras, se apoderou do modelo do cavaleiro andante e se pôs a imitar os que melhor conhecia. Duvidou entre Amadis e Palmeirim, mas no fim decidiu-se pelo primeiro sem, no entanto, deixar de seguir também o outro - e outros, como o Furioso Orlando do italiano Ariosto ou o Blanc Tirant do valenciano Joan de Martorell. Assim, por vontade própria se fez cavaleiro andante e, por vontade própria, se chamou Dom Quixote. Nesta paixão apropriadora, mal sabia o fidalgo manchego de que modo - tantos e vários - seria ele, passando o tempo, convertido num dos mais fascinantes objectos de apropriação para outros leitores, em muito a ele semelhantes. E um certo modo de apropriação da figura de Dom Quixote o que nesta comunicação pretendo destacar tratando de enfocá-lo nas propostas destes Encontros. |
| Identificador |
0871-2778 |
| Idioma(s) |
por |
| Publicador |
Colibri |
| Relação |
N.9; |
| Direitos |
openAccess |
| Tipo |
article |