Modelação da vegetação potencial da Serra da Lousã e a sua aplicação no contexto da restauração de ecossistemas florestais


Autoria(s): Louro, Cátia Alexandra Pinto
Contribuinte(s)

Sobral, Paula

Calvão, Teresa

Data(s)

07/02/2011

07/02/2011

2010

Resumo

Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, perfil Engenharia Ecológica

O estudo da vegetação potencial de uma região é importante para, no âmbito da sua restauração, efectuar a escolha de espécies adequadas que possam contribuir para a expansão de núcleos existentes de vegetação nativa por regeneração natural. A definição de um modelo preditivo da distribuição da vegetação potencial para a área de estudo teve por base a correspondência entre os factores ambientais que definem as condições locais e os requisitos ecológicos de espécies que constituem a vegetação potencial da área de estudo, correspondente à vegetação dominante dos habitats naturais do Sítio de Interesse Comunitário (SIC) Serra da Lousã. Inicialmente foi definida a área de estudo, seguida da selecção dos parâmetros do modelo em função da cartografia disponível e dados da literatura. Seguiu-se a caracterização da área de estudo e foi efectuada uma análise preliminar da distribuição da vegetação potencial com base nos requisitos ecológicos das espécies consideradas, seguida de uma análise exploratória, que incluiu a análise da variância, ANOVA a um factor, e a Análise em Componentes Principais e por fim a aplicação de modelos estatísticos e de métodos de interpolação. Obtiveram-se valores baixos para o coeficiente R2 do modelo de regressão linear múltipla e para o coeficiente pseudo-R2 do modelo de regressão logística, o que parece indicar que os modelos obtidos não se ajustam bem aos dados, não sendo adequados para a previsão da distribuição da vegetação potencial, possivelmente devido à existência de autocorrelação espacial na distribuição das variáveis explicativas e consequente dificuldade na implementação destes métodos estatísticos. Estes modelos apenas foram ajustados para a espécie nativa Quercus robur, tendo-se, face aos resultados obtidos, optado por outra abordagem, a aplicação dos métodos de interpolação Inverse Distance Weight (IDW) e Ordinary Kriging, que se constatou serem mais adequados do que os métodos estatísticos clássicos para este estudo. Assim, foi possível obter modelos preditivos da distribuição da vegetação potencial da área de estudo com base nas variáveis ambientais consideradas, sendo o melhor modelo para prever a distribuição potencial da espécie Quercus robur o que foi obtido através do método geoestatístico Ordinary Kriging. Os modelos obtidos através da aplicação deste método para as espécies com uma maior distribuição potencial, como a espécie Quercus robur, são mais significativos do que os modelos obtidos para as espécies com uma menor distribuição potencial na área de estudo. A metodologia proposta neste estudo permite definir a distribuição da vegetação potencial de uma região, com importantes aplicações no âmbito do planeamento de intervenções de restauração florestal baseadas nos processos de regeneração natural que possibilitem a redução da fragmentação dos habitats, o aumento da conectividade e a manutenção da diversidade genética. Palavras-chave: Restauração Ecológica, Restauração Florestal, Modelos Preditivos de Distribuição de Espécies, Interpolação, Vegetação Potencial.

Identificador

http://hdl.handle.net/10362/5051

Idioma(s)

por

Publicador

Faculdade de Ciências e Tecnologia

Direitos

openAccess

Tipo

masterThesis