Exposição profissional a citostáticos: caracterização da exposição em unidades hospitalares portuguesas


Autoria(s): Prista, João; Suspiro, Alexandra; Veiga, Ana Costa; Ladeira, Carina; Nunes, Carla; Pedro, João de Almeida; Gomes, Mário; Pádua, Mário; Brito, Miguel; Gato, Sara; Viegas, Susana
Data(s)

23/12/2015

23/12/2015

01/02/2015

Resumo

Os citotóxicos constituem um grupo farmacoterapêutico que interfere por vários mecanismos de ação com o DNA, levando à destruição celular. Estes agentes terapêuticos são preparados diariamente em Unidades Hospitalares Portuguesas, e utilizados no tratamento de várias doenças, nomeadamente neoplasias. Dependendo do mecanismo de ação, estes fármacos podem ser agrupados em vários subgrupos: agentes alquilantes, antibióticos, antimetabolitos, geradores de radicais livres e inibidores mitóticos (Despacho nº 21 844/2004). Os agentes alquilantes interagem diretamente com o DNA de células tumorais; os antibióticos interferem com a transcrição de DNA; os antimetabolitos bloqueiam a síntese de DNA e RNA; os geradores de radicais livres produzem radicais livres reactivos que se ligam ao DNA e, finalmente, os inibidores mitóticos actuam no mecanismo mitótico necessário à cariocinese. Os fármacos antineoplásicos são cada vez mais utilizados quer na terapêutica de doenças malignas quer com intuitos profiláticos (terapêutica adjuvante) e num espetro crescente de patologia benigna (doenças autoimunes, doenças inflamatórias crónicas do foro gastroenterológico ou reumatológico, entre outras). Têm em comum o facto de poderem lesar o genoma celular (efeito genotóxico). Idealmente, deveriam afetar apenas as células neoplásicas; os fármacos disponíveis, no entanto, embora afetem preferencialmente as células malignas, são relativamente inespecíficos, afetando simultaneamente o genoma das células normais e condicionando assim efeitos adversos para a saúde quer dos doentes tratados quer dos profissionais de saúde a eles expostos. Neste contexto importa aprofundar o saber em 3 vertentes essenciais: a caracterização das exposições, os critérios de avaliação das repercussões sobre o organismo e os processos de organização dos programas preventivos. O estudo que se apresenta visou, assim, desenvolver conhecimento nas 3 vertentes assinaladas, designadamente, a exposição, a monitorização biológica e a programação da prevenção. Julgámos relevante o seu desenvolvimento face a dois grandes aspectos, designadamente a atualidade do estudo científico e a inexistência de estudos sobre esta realidade em hospitais portugueses. O estudo que se propôs pretendeu contribuir para a caracterização da exposição a citotóxicos num contexto profissional específico (salas limpas da Farmácia Hospitalar e Hospitais de Dia), identificando os fatores que a condicionam e os eventuais efeitos para a saúde dos trabalhadores decorrentes dessa exposição.

Identificador

Veiga A, Ladeira C, Gomes M, Pádua M, Brito M, Viegas S, et al. Exposição profissional a citostáticos: caracterização da exposição em unidades hospitalares portuguesas. Lisboa: Autoridade para as Condições do Trabalho; 2015.

http://hdl.handle.net/10400.21/5419

Idioma(s)

por

Publicador

Autoridade para as Condições do Trabalho

Relação

ACT nº 4/2009

http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/Publicacoes/ProjetosApoiados/2009/Documents/Estudo%20sobre%20a%20Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Profissional%20a%20Citost%C3%A1ticos.pdf

Direitos

openAccess

http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Palavras-Chave #Saúde ocupacional #Prevenção na saúde #Risco ocupacional #Condições de trabalho #Avaliação do risco #Avaliação da toxicidade #Risco biológico #Risco químico #Meio hospitalar #Profissional de saúde #Equipamentos de protecção individual #Questionário #Portugal
Tipo

book