Comportamentos e percepção de risco face aos residuos de embalagens e medicamentos fora de uso. Caso de estudo: Península de Setúbal


Autoria(s): Firmino, Ema Filipa Neves
Contribuinte(s)

Martinho, Maria

Data(s)

26/01/2010

26/01/2010

2009

Resumo

Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, perfil Gestão de Sistemas Ambientais

Segundo a Directiva n.º 2004/12/CE, de 11 de Fevereiro, Portugal deverá cumprir até 2011 as metas estabelecidas relativas à reciclagem de resíduos de embalagens. Para que tal se verifique é necessário que a participação na entrega dos medicamentos fora de uso e suas embalagens aumentem, sendo que tal só é possível através do envolvimento de todos os intervenientes no processo, em especial os consumidores deste tipo de resíduos. Os objectivos desta investigação consistiram em conhecer o que sabem e fazem as famílias portuguesas aos seus medicamentos fora de uso e suas embalagens e ainda avaliar o comportamento de entrega deste tipo de resíduos nas farmácias, com base em determinadas variáveis. Para atingir os objectivos propostos, seleccionou-se a Península de Setúbal como caso de estudo e utilizou-se como instrumento de análise, um questionário, desenhado para ser ministrado face-a-face aos utentes das farmácias existentes nesta região. O questionário foi aplicado a uma amostra de 281 famílias utentes das farmácias da Península de Setúbal, de acordo com a metodologia de amostragem predefinida. Os resultados permitiram concluir que a maioria das pessoas só se desfaz dos medicamentos que sobram quando termina o seu prazo de validade, dando-lhes como destino, em primeiro lugar a farmácia e depois o caixote do lixo. O principal destino dado às embalagens primárias é o caixote do lixo e o das embalagens secundárias é o ecoponto. São principalmente as mulheres que vão à farmácia entregar os medicamentos fora de uso, têm uma idade média de 54 anos, e pertencem a famílias de todos os estratos socio-económicos. Os principais motivos que levam as pessoas a entregar os medicamentos na farmácia são o binómio ambiente/saúde. Foi ainda possível constatar que o grupo que não entrega medicamentos nas farmácias tem níveis educacionais inferiores e pertence a estratos socio-económicos mais baixos, enquanto que os indivíduos do grupo que os entrega nas farmácias se distribuem quase equitativamente por todos os níveis educacionais e estratos socio-económicos. A informação e a percepção de risco foram outras variáveis que diferenciaram estes dois grupos. Estes resultados, ao permitirem um melhor conhecimento sobre os comportamentos das famílias face aos medicamentos, fornecem um contributo importante para as estratégias e as acções comunicacionais que visam melhorar as taxas de retoma e reciclagem destes resíduos.

Identificador

http://hdl.handle.net/10362/2526

Idioma(s)

por

Publicador

FCT - UNL

Direitos

openAccess

Tipo

masterThesis