A Europa à Procura da Memória


Autoria(s): Martins, Guilherme d'Oliveira
Contribuinte(s)

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Data(s)

07/01/2009

07/01/2009

2005

Resumo

Vivemos um paradoxo: a liberdade e a razão podem abrir caminho ao enfraquecimento das instituições democráticas. Os totalitarismos do século XX alimentaram as ambiguidades sobre essa conclusão. Stefan Zweig falou-nos de sociedade livres, que se foram metendo na lógica da “servidão voluntária”. Se a legitimidade do voto e a legitimidade do exercício tendem a confundir-se, o poder baseado na decisão popular tem de reforçar a sua própria legitimidade, prosseguindo o interesse geral e preservando os valores comuns. Urge apostar inequivocamente na cultura, na educação e na ciência, que têm de estar no centro das preocupações de uma sociedade actual – só assim a democracia pode reforçar-se como aprendizagem das regras e das escolhas. As regras não podem ser fins em si – têm de ligar-se a princípios e valores. Hoje, os europeus estão confrontados com a necessidade de antecipar a evolução para poder escolher bem. Teme-se um directório? Teme-se a f ragmentação? O directório europeu está-se a construir perante o vazio de alternativas comunitárias. Quanto mais nos afastarmos das propostas da Convenção mais reforçaremos esse indesejável directório dos grandes. A fragmentação continuará se não houver políticas coordenadas sobre o emprego e sobre a coesão, económica, social e territorial, e se persistirem orientações contrárias ao governo económico. A Europa é não só a história, mas também a capacidade de a superar, porque razão e liberdade não são projectos fechados e definitivos.

Revista Lusófona de Ciência Política e Relações Internacionais

Formato

62091 bytes

application/pdf

Identificador

Revista Lusófona de Ciência Política e Relações Internacionais 2005, 1, 33-37

1646-3862

http://hdl.handle.net/10437/354

Idioma(s)

por

Publicador

Edições Universitárias Lusófonas

Palavras-Chave #EUROPA #POLÍTICA EUROPEIA
Tipo

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