47 resultados para Gastroenterite


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Campylobacter sp é reconhecida como uma das principais causas de gastroenterite humana de origem alimentar e dentre os alimentos veiculadores desses microrganismos, a carne de frango é a mais implicada. As pesquisas existentes sobre a transmissão vertical da Campylobacter sp são escassas e não conclusivas. O objetivo desse estudo foi verificar a transmissão vertical da Campylobacter sp de matrizes pesadas para a progênie. Utilizando o método de cultura tradicional, foram analisados suabes cloacais de 279 amostras matrizes pesadas, 6 de cama, 4 de ninho, 11 de ovário e oviduto, 11 de fígado, baço e coração e 11 de intestino. Em 11 amostras de suabe cloacal, também foi realizada a reação da polimerase em cadeia (PCR) utilizando o sistema automatizado BAX®. Em amostras da progênie foram analisadas: 78 e 44 ovos frescos desinfetados e não desinfetados, respectivamente, 12 ovos inférteis, 45 ovos não eclodidos, 13 amostras ambientais de nascedouro, 121 de mecônio e 36 amostras de órgãos (coração, fígado, baço) e 36 intestinos de pintainhos de um dia. As análises foram realizadas pelo método de cultura tradicional e em outras 10 amostras de mecônio, pelo método BAX®. A positividade em amostras de suabe cloacal pelo método de cultura tradicional foi de 13,97% e pela metodologia BAX® 54,54%. Nas de cama, a positividade foi de 83,33% e nas de ninho, 25%. Em órgãos de matrizes, Campylobacter sp foi isolada em 27,27% das amostras e somente em intestinos. Não houve positividade em nenhuma das amostras de ovos frescos, inférteis, ovos embrionados, órgãos de pintainhos ou ambiente de nascedouro. Pelo método de cultura tradicional, não houve positividade em mecônio, embora com o uso do sistema BAX® a positividade foi de 80%. Apesar das características fisiológicas das matrizes, dos ovos e da Campylobacter sp serem favoráveis à entrada e sobrevivência da bactéria nos ovos, e conseqüentemente, nos pintainhos de 1 dia de idade, nesse estudo, as positividades na progênie foram apenas encontradas com a utilização do sistema BAX®. Esses achados sugerem que outros estudos com utilização de técnicas moleculares devem ser aplicados para verificação da transmissão vertical. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT

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As espécies de Campylobacter são os agentes etiológicos mais incriminados nos casos de gastroenterite humana. A principal forma de infecção dos humanos é o consumo de alimentos de origem animal e água contaminada, porém, estudos são necessários para o melhor entendimento da epidemiologia e dos fatores risco para a infecção de humanos e animais por estes microrganismos. Foram coletadas e analisadas para a presença de Campylobacter spp., amostras de fezes de 160 crianças de até cinco anos e 120 amostras de pets (103 cães e 17 gatos) atendidos no Hospital de Clínicas e Hospital Veterinário, respectivamente, da Universidade Federal de Uberlândia. A positividade foi de 6,87% entre as amostras humanas e 18,3% entre as amostras de animais, com 100% de concordância entre os resultados obtidos pelo método fenotípico e genotípico. Das 33 amostras de fezes positivas para Campylobacter spp., 57,6% foram identificadas como C. jejuni (15 de caninos e quatro de crianças), 33,4% como C. coli (quatro de caninos, duas de felinos e cinco de crianças) e 9% como Campylobacter gracilis (um cão e duas crianças). O biótipo mais prevalente foi o C. jejuni biótipo I, com 13 isolados, seguido pela C. coli biótipo I com 11 isolados. Houve resistência de mais de 50% das cepas isoladas de cães ao ceftiofur, sulfazotrim, norfloxacina e tetraciclina. Dentre as cepas isoladas de humanos destacaram-se as resistências à amoxicilina, cefazolina, ceftiofur, eritromicina e norfloxacina. Não houve diferenças ao perfil de resistência entre as espécies C. coli e C. jejuni (p>0,05). Técnica de PCR demonstrou que entre as 19 cepas de C. jejuni isoladas, 12 apresentavam dois a quatro dos genes de virulência flaA, pdlA, cadF ou ciaB. Entre as cepas isoladas de caninos, uma apresentou os quatro genes simultaneamente, duas possuíam três genes e duas um gene, as demais possuíam dois genes. Dentre as cepas isoladas de fezes humanas todas apresentaram os genes flaA e cadF e somente uma amostra tinha o gene pdlA e duas o gene ciaB. Todas as cepas que apresentaram os genes de virulência foram isoladas de fezes de animais ou crianças com diarréia. Foi observado nas amostras isoladas de cães e gatos um alto índice de resistência ao sulfazotrim, com valores de 66,7% e 100% respectivamente. Nas amostras isoladas das crianças os valores de resistência mais preocupantes foram encontrados para a eritromicina e norfloxacina. Estes dados demonstram a necessidade de monitoramento quanto o uso desses antimicrobianos já que eles são a droga de eleição para tratamento das gastrenterites em animais e da campilobacteriose em humanos, respectivamente. A associação de fatores de risco e infecção por Campylobacter spp. em crianças demonstrou: aumento da probabilidade de 3,57 vezes de ter diarréia, 0,49 vezes mais chances quando em contato com pets e 1,4 vezes mais provável quando em antibioticoterapia, porém, todos sem significância estatística (p>0,05). Quando as mesmas associações foram realizadas para caninos, as probabilidades aumentaram 7,38 vezes para a presença de diarréia e 57,41 mais chances quando em uso de antibióticos (p<0,05). A presença dos quatro genes de virulência nas cepas isoladas de cães aumentou em 11,36 vezes a probabilidade de o animal ter diarréia (p<0,05). Apesar de não ter havido neste estudo uma associação positiva entre o convívio com pets e a infecção de crianças por Campylobacter spp. novas investigações mais abrangentes devem ser realizadas, assim como, deve-se estabelecer a relação epidemiológica por métodos moleculares entre cepas isoladas de infecções humanas e animais. __________________________________________________________________________________________ ABSTRACT

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As doenças diarreicas estão entre as principais causadoras de morbidade e mortalidade pelo mundo. Os sapovírus têm sido descrito como uma causa comum de epidemias gastroentestinais, porém, há falta de informação sobre a prevalência desses vírus nos países em desenvolvimento, uma vez que não existe um método que possibilite a detecção em rotina laboratorial. Este trabalho tem por finalidade produzir anticorpos policlonais contra sapovírus, para o desenvolvimento de estratégias de detecção, tornando-se uma ferramenta útil na rotina laboratorial, além de permitir uma melhor compreensão epidemiológica, visto que, no Brasil há escassez de relatos da circulação do sapovírus. A partir de um sapovírus isolado no Distrito Federal foi realizada clonagem molecular utilizando a região do gene P2 de capsídeo no vetor pENTR 2B em células de E. coli cepa DH5-α, seguida de subclonagem no vetor pDEST 17 em E. coli cepa DH5-α, expressão da proteína em E. coli cepa BL21 AI, purificação da proteína utilizando uma coluna de Ni-NTA que possui a afinidade a proteína contendo His-Tag e inoculação em ratos. A proteína expressa possuía tamanho de 22kDa e foi confirmada através de Western Blotting utilizando anticorpo contra a região His-Tag. A obtenção e inoculação dessa proteína foi um grande avanço para a produção de anticorpos. Esses anticorpos serão úteis para o desenvolvimento de um kit diagnóstico baseado em ELISA.

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Há evidências que 2,5 milhões de crianças (≤5 anos) morram anualmente no mundo e que 200.000 nos Estados Unidos sejam hospitalizadas devido à Gastroenterite Aguda. O gênero Norovirus da família Caliciviridae é hoje reconhecido como a causa mais comum de surtos epidêmicos da doença. No entanto, ainda não foi possível o isolamento do vírus em cultura celular. Devido à semelhança molecular entre o vírus humano e o murino, a padronização da detecção e do isolamento de murino norovírus (MNV) torna-se necessária para que modelos experimentais de norovírus humano sejam criados com o objetivo de gerar mecanismos de prevenção, controle e tratamento das noroviroses. Foram coletadas 22 amostras fecais de camundongos provenientes de um biotério de Brasília e outras 5 amostras positivas anteriormente para presença de MNV foram cedidas. Para triagem de MNV foi realizada RT-PCR em todas as amostras suspendidas a 20% em PBS. Em placas com células RAW 264.7 foram inoculados 150 μL de suspensões fecais, diluídas em série, para avaliação de efeito citopático, sendo realizadas de cada amostra três passagens em cultura celular. A RT-PCR dos produtos de cultura viral de cada passagem foi realizada. Os métodos para clonagem e sequenciamento de cerca de 2,4 kb da extremidade 3’ de MNV de uma amostra fecal foram procedidos. Das 22 suspensões fecais testadas por RT-PCR, 2 foram positivas para MNV. Na cultura celular duas amostras foram positivas por RT-PCR, no entanto, apenas em uma foi observado efeito citopático (PR+Ob), a qual foi submetida à clonagem e sequenciamento de dois fragmentos das extremidades (sense e anti-sense). A análise filogenética dos fragmentos sugere maior proximidade com MNV 2. A percepção de efeito citopático em apenas uma amostra e a detecção da mesma em passagens limitadas sugere perda da integralidade da partícula viral necessária à infecção e subjetividade analítica.

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Apesar de sua comprovada eficácia no manejo da diarréia aguda, com normas amplamente divulgadas em nível mundial, a terapia de reidratação oral (TRO) é frequentemente preterida pelos médicos em relação à hidratação venosa para crianças com desidratação não-grave no setor de emergência. O objetivo do estudo foi observar a aplicação dos princípios da TRO para crianças com diarréia aguda na emergência, verificando características inerentes aos pacientes, médicos e à dinâmica do próprio setor como fatores determinantes em sua prática. Estudo descritivo com componente analítico foi conduzido no período de fevereiro a maio de 2008 em duas unidades de emergência localizadas na cidade de Recife (Brasil), uma delas vinculada a um hospitalescola. Participaram do estudo 369 crianças com diarréia aguda e 43 médicos nos dois serviços. As principais variáveis foram: 1) a indicação da TRO para crianças com desidratação não-grave por diarréia aguda; 2) características clínicas das crianças e o tipo de serviço (com ou sem função de ensino); 3) perfil dos médicos que atuam no setor e 4) estrutura dos serviços global e específica para a realização da TRO. Foi observada uma tendência a declínio no uso da TRO em relação à hidratação venosa (HV), de acordo com o estado de hidratação, com a terapia sendo indicada para 35,6% (47/132) das crianças com desidratação leve e 17,6% (6/34) daquelas com a forma moderada no setor de emergência, sem associação com o tipo de serviço (com ou sem função de ensino). Foi indicada HV para 10,8% (22/203) das crianças hidratadas. Não houve interferência da intensidade dos vômitos ou das evacuações sobre a indicação da TRO. Mais da metade dos médicos (58,1% - 25/43) nas duas unidades refere percepção de sobrecarga importante no trabalho, considerando os serviços inadequados em termos de espaço físico (83,7%) e com insuficiência de equipamentos (76,7%) para a realização das atividades diárias. Não havia sala específica para reidratação em nenhum dos serviços, nem profissional específico para supervisão da TRO. Entre os empecilhos relatados pelos médicos para a aplicação da terapia no setor destacam-se determinantes estruturais (falta de espaço, equipamentos e recursos humanos) e relacionados aos processos de trabalho, como a demanda excessiva da assistência. A ausência de diferença entre os serviços (um assistencial e outro de ensino) em relação ao padrão de indicação da TRO sugere que a contribuição do treinamento médico não é suficiente, assumindo importância questões estruturais e relacionadas à dinâmica dos processos de trabalho no setor

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Giardia and Cryptosporidium have caused several outbreaks of gastroenteritis in humans associated with drinking water. Contaminated sewage effluents are recognized as a potential source of waterborne protozoa. Due to the lack of studies about the occurrence of these parasites in sewage samples in Brazil, we compared the efficiency of two procedures for concentrating cysts and oocysts in activated sludge samples of one sewage treatment plant. For this, the samples were submitted to i) concentration by the ether clarification procedure (ECP) and to ii) purification by sucrose flotation method (SFM) and aliquots of the pellets were examined by immunofluorescence. Giardia cysts were present in all samples (100.0%; n = 8) when using ECP and kit 1 reagents, while kit 2 resulted in six positive samples (85.7%; n = 7). As for SFM, cysts were detected in 75.0% and 100.0% of these samples (for kit 1 and 2, respectively). Regarding Cryptosporidium, two samples (25.0%; kit 1 and 28.5% for kit 2) were detected positive by using ECP, while for SFM, only one sample (examined by kit 1) was positive (12.5%). The results of the control trial revealed Giardia and Cryptosporidium recovery efficiency rates for ECP of 54.5% and 9.6%, while SFM was 10.5% and 3.2%, respectively. Considering the high concentration detected, a previous evaluation of the activated sludge before its application in agriculture is recommended and with some improvement, ECP would be an appropriate simple technique for protozoa detection in sewage samples.

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I rotavirus sono la causa più importante di gastroenterite e di decessi ad essa correlati nei bambini al di sotto di 5 anni d’età, specialmente nei paesi in via di sviluppo. Nei paesi industrializzati, dove la mortalità è bassa e la morbilità è molto elevata, l’impatto dell’infezione da rotavirus sulla salute pubblica si ripercuote principalmente sui costi sanitari. Tra i numerosi aspetti che intervengono sulla diffusione e sui possibili veicoli di trasmissione dei rotavirus, uno di particolare rilevanza è la loro elevata variabilità genetica dovuta all’accumularsi di mutazioni puntiformi e alla natura segmentata del genoma che favorisce il riassortimento genico tra ceppi diversi in caso di co-infezione. Come conseguenza e anche sotto la pressione selettiva indotta dal vaccino, è possibile che varianti più resistenti riescano ad emergere e a diffondere rapidamente in una popolazione priva di anticorpi. E’ stato condotto uno studio molecolare dei rotavirus circolanti nell’area di Parma nella popolazione pediatrica ricoverata con gastroenterite in periodi temporalmente distanti (circa 20 anni) con lo scopo di elaborare un quadro epidemiologico molecolare utile ai fini diagnostici e vaccinali e di approfondire i meccanismi evolutivi e il potere patogeno di questo genere di virus. I risultati conseguiti hanno dimostrato che nell’area di Parma l’epidemiologia molecolare dei rotavirus di gruppo A è complessivamente sovrapponibile a quella osservata su scala globale negli ultimi decenni, con il genotipo G1P[8] prevalente e la specificità G9 emersa negli anni più recenti tra quelle maggiormente circolanti. Dai risultati ottenuti è stato anche evidenziato che l’elevata variabilità genetica di questi virus può rivelarsi attraverso l’emergenza di riassortanti intergenogruppo in grado di diffondere rapidamente nella popolazione e potenzialmente capaci di sfuggire alla protezione immunitaria indotta dal vaccino come pure attraverso la comparsa di mutazioni aminoacidiche in geni diversi, verosimilmente in grado di alterare la virulenza e il potere patogeno del virus. Inoltre, lo studio ha permesso di mettere in luce come la trasmissione zoonosica e il successivo riassortimento tra rotavirus umani e animali possano determinare l’introduzione di geni animali in ceppi umani attraverso un meccanismo di rilevante significato nell’evoluzione genetica di questi virus. Lo studio, infine, ha suggerito che l’epidemiologia molecolare dei rotavirus nell’uomo può risentire del recente aumento dei flussi migratori e del commercio internazionale, come farebbe supporre la dimostrazione della circolazione di ceppi di rotavirus di gruppo C nell’area di Parma, in cui, come nel resto d’Italia e in Europa, tali virus erano in precedenza assenti o perlomeno rari.

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Le malattie gastrointestinali sostenute da protozoi patogeni a trasmissione fecale-orale hanno un rilevante impatto in termini di morbilità e mortalità in tutto il mondo, con prevalenza particolarmente elevata nei Paesi in via di sviluppo. Tuttavia, tali infezioni sono diventate un problema non trascurabile per i Paesi industrializzati quali il nostro, in relazione al progressivo e costante aumento di soggetti che per ragioni diverse (turismo, lavoro, opere missionarie, etc.) si recano in aree iperendemiche e ai flussi migratori provenienti dalle stesse, oltre che all’adozione. Il nostro laboratorio infatti riceve numerosi campioni di questi soggetti e di italiani apparentemente privi di fattori di rischio, per i quali non è possibile escludere casi autoctoni di infezione. Tra i protozoi più frequentemente implicati nelle parassitosi intestinali, oltre all’ameba Entamoeba histolytica agente di amebiasi intestinale e viscerale, vi sono due protozoi riconosciuti come agenti di gastroenterite, G. intestinalis e Cryptosporidium spp., e D. fragilis, protozoo a prevalenza crescente nei Paesi industrializzati con ruolo patogeno inizialmente controverso ma ormai chiarito. La diagnosi di parassitosi intestinale, che prevede indagini convenzionali basate sull’analisi di caratteristiche morfo-strutturali e comprendenti l’esame microscopico, la coltura per protozoi ed elminti e la ricerca di antigeni, presenta limiti dovuti alla necessità di personale addestrato e alle difficoltà intrinseche dell’esame parassitologico legate prevalentemente alla scarsa sensibilità e/o specificità dei singoli metodi. Recentemente sono stati sviluppati e proposti diversi saggi di PCR, convenzionale e/o real-time, per la diagnosi di parassitosi intestinale, volti al superamento di tali limiti. Nel nostro laboratorio, dove è da tempo in atto un progetto di ricerca applicato alla diagnostica innovativa delle parassitosi e, in particolare, di quelle intestinali, è già stato sviluppato ed estesamente valutato un saggio molecolare per la diagnosi di amebiasi, con conseguente vantaggiosa applicazione nella pratica diagnostica quotidiana. In questo campo di ricerca applicata si inserisce lo scopo di questo studio che si propone di valutare 3 saggi di real-time PCR per la diagnosi di infezione da G. intestinalis, Cryptosporidium spp. e D. fragilis, rispettivamente, finalizzato alla potenziale applicazione nella pratica diagnostica quotidiana e alla definizione della reale prevalenza dei 3 protozoi nella realtà considerata, che si ipotizza sottostimata in quanto influenzata dai limiti della diagnosi mediante metodi convenzionali. I saggi di real-time PCR, aventi come bersaglio i geni codificanti per l’RNA ribosomiale dei 3 protozoi, sono stati valutati utilizzando campioni di feci appartenenti a pazienti con sospetta parassitosi intestinale inviati presso il nostro laboratorio, a confronto con i risultati ottenuti mediante metodi convenzionali di diagnosi parassitologica, quali l’esame microscopico diretto e previo arricchimento, la ricerca degli antigeni specifici di G. intestinalis e Cryptosporidium spp. mediante saggio immunocromatografico e reazione di immunofluorescenza e la coltura per protozoi per quanto riguarda la ricerca di D. fragilis. I campioni utilizzati per la valutazione dei saggi molecolari erano complessivamente 2770 di 1410 pazienti nel periodo 2006-2010. In particolare, sono stati analizzati 771 campioni di 386 pazienti inviati dal 2006 al 2008, 1040 campioni di 533 pazienti inviati dal 2006 al 2010, 959 campioni di 491 pazienti inviati dal 2006 ad Aprile del 2009, per la valutazione dei saggi per la diagnosi di infezione da G. intestinalis, Cryptosporidium spp. e D. fragilis, rispettivamente. Da un punto di vista analitico i 3 saggi di real-time PCR valutati si sono rivelati altamente sensibili e specifici dimostrando un limite di rivelazione corrispondente ad un ridotto numero di stadi diagnostici (cisti di G. intestinalis e Cryptosporidium spp., trofozoiti di D. fragilis) nel campione di feci e assenza di reattività crociata con il DNA di altri parassiti. I saggi di real-time PCR per la diagnosi di infezione da G. intestinalis, Cryptosporidium spp. e D. fragilis valutati in questo studio si sono dimostrati altamente sensibili e specifici, non solo da un punto di vista analitico ma anche da un punto di vista diagnostico, in quanto oltre a confermare i casi diagnosticati mediante metodi convenzionali hanno rilevato casi aggiuntivi; in particolare hanno rispettivamente permesso di diagnosticare 13 casi aggiuntivi di giardiasi su un totale di 106, 1 caso aggiuntivo di criptosporidiosi su un totale di 13, 60 casi aggiuntivi di dientamoebiasi su un totale di 105. I dati ottenuti dalla valutazione hanno inoltre permesso di delineare la reale prevalenza di G. intestinalis, Cryptosporidium spp. e D. fragilis, identificandoli come i 3 protozoi patogeni più frequenti tra i pazienti con sospetta parassitosi intestinale nella nostra realtà. Il saggio di real-time PCR per la diagnosi di infezione da D. fragilis, in particolare, si è dimostrato di grande utilità ed adeguato per l’applicazione alla pratica diagnostica quotidiana, in quanto quasi il 60% dei casi è stato rilevato mediante il solo saggio molecolare. Di particolare interesse è il risultato ottenuto relativamente al sequenziamento dei campioni positivi per D. fragilis, tra i quali 5 campioni presentavano una sequenza potenzialmente attribuibile al genotipo 2 ad oggi riconosciuto in soli 2 isolati al mondo. La rarità del genotipo 2 e i risultati ottenuti nel presente studio aprono la base a futuri studi mirati alla determinazione di eventuali differenze nelle modalità di trasmissione e nelle manifestazioni cliniche, tra i due genotipi noti. I saggi di real-time PCR per la ricerca del DNA di G. intestinalis e Cryptosporidium spp., invece, non si sono rivelati nella nostra esperienza sufficientemente vantaggiosi rispetto ai metodi convenzionali; pertanto la loro applicazione in diagnostica potrebbe essere utile in futuro solo se inclusi in una reazione di tipo multiplex, con conseguenti vantaggi in termini di costo e di minore complessità dell’allestimento. È stata inoltre compiuta la genotipizzazione dei ceppi di G. intestinalis identificati in questo studio, volta all’identificazione dei genotipi A e B, gli unici riscontrabili nell’uomo, eseguita attraverso l’analisi del polimorfismo nella lunghezza dei frammenti di restrizione del gene codificante per la proteina β-giardina del protozoo. La genotipizzazione di G. intestinalis ha mostrato un risultato compatibile con i dati europei ma in contrasto con i dati italiani, rivelando una maggiore prevalenza del genotipo B (66,2%) rispetto al genotipo A (33,8%), sebbene non sia stato possibile genotipizzare una parte dei campioni, probabilmente a causa del fatto che il bersaglio di amplificazione è presente in singola copia nel genoma del protozoo e/o di potenziali “mismatches” nelle sequenze complementari ai primer. In futuro eseguendo la genotipizzazione basandosi sull’analisi dei polimorfismi di diversi geni contemporaneamente potranno essere completati gli studi di genotipizzazione del protozoo chiarendo le differenze al momento osservate tra i nostri dati in accordo con quelli europei e i dati di altri studi italiani. I risultati di questo studio hanno messo a disposizione saggi pronti all’applicazione in diagnostica e dati importanti relativi all’epidemiologia delle infezioni da G. intestinalis, Cryptosporidium spp. e D. fragilis ed infine hanno contribuito ad estendere conoscenze sulla distribuzione nella nostra realtà dei genotipi di G. intestinalis e di D. fragilis che infettano l’uomo.

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Introdução: O síndrome de Miller Fisher, variante do síndrome de Guillain-Barré, é uma doença desmielinizante inflamatória aguda, que é rara em idade pediátrica. O seu diagnóstico é baseado na tríade oftalmoplegia, ataxia e arreflexia. Em cerca de metade dos casos está descrita uma intercorrência infecciosa precedendo os sintomas neurológicos em cinco a dez dias. Caso clínico: Os autores relatam o caso de uma criança de cinco anos de idade com disartria, ataxia e oftalmoplegia após episódio de gastroenterite aguda na semana prévia ao início da sintomatologia. À observação apresentava disartria, parésia bilateral do VI par, fraqueza muscular distal (de predomínio nos membros direitos) com ausência dos reflexos osteotendinosos aquilianos. A investigação analítica e imagiológica inicial não revelou alterações. O resultado do electromiografia foi compatível com poliradiculoneuropatia subaguda. O diagnóstico de síndrome Miller Fisher foi efectuado após exclusão de outras etiologias. A evolução clínica foi favorável, sem insuficiência respiratória ou outras complicações, com melhoria gradual dos défices neurológicos. Houve recuperação da ataxia ao fim de quatro semanas e da oftalmoplegia três meses após o diagnóstico. Conclusões: O síndrome Miller Fisher é extremamente raro em idade pediátrica e constitui um desafi o diagnóstico neste grupo etário. O prognóstico é habitualmente favorável. A propósito deste caso são discutidos os principais diagnósticos diferenciais. ABSTRACT Background: Miller Fisher syndrome, a variant of Guillain-Barré syndrome, is an acute inflammatory demyelinating disease that is rare in children. The diagnosis is based on the triad of ophthalmoplegia, ataxia and areflexia. In about half of the cases there is an infectious complication preceding neurologic symptoms in five to ten days. Case report: We describe the case of a five year-old boy who presented with a three-day history of diplopia, dysarthria and gait disturbance following an acute gastroenteritis. On examination he was found to have ataxia, areflexia and ophthalmoplegia. The laboratorial and imaging investigations were normal. The results of electromyogram were consistent with subacute polyradiculoneuropathy. The diagnosis of Miller Fisher syndrome was made after the exclusion of other conditions. The clinical outcome was favorable without respiratory failure or other complications, with gradual improvement of neurological deficits. Ataxia was restored in four weeks and ophthalmoplegia improved three months later. Conclusions: Miller Fisher syndrome is extremely rare in children and is a diagnostic challenge at those ages. Outcome is usually good. This report outlines the frequency of Miller Fisher syndrome and lists the differential diagnoses that should be considered.

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Nell'uomo l'infezione da rotavirus (RV) è considerata la principale causa di gastroenterite nei primi anni di vita, si stima che l’infezioni causi circa 450.000 morti l’anno soprattutto nei paesi in via di sviluppo. I RV, appartenenti alla famiglia Reoviridae, sono virus privi di pericapside con un diametro di circa 70 nm, dotati di un capside trilaminare, al cui interno sono racchiusi 11 segmenti di RNA bicatenario. Due segmenti virali codificano per le proteine esterne del capside, denominate VP7 e VP4, che sono alla base della nomenclatura binomiale adottata per la loro classificazione genetica. A oggi sono stati identificati 37 G-tipi (VP7) e 27 P-tipi (VP4), ma solo 6 G/P combinazioni genetiche contribuiscono in modo considerevole alla patologia di RV nella popolazione mondiale (G1P[8], G2P[4], G3P[8], G4P[8], G9P[8] e G12P[8]). L’elevata variabilità di RV è causata da fenomeni di riassortimento genico, accumulo di mutazioni puntiformi e riarrangiamento genetico. Attualmente, due vaccini orali contro RV RotarixTM (GlaxoSmithKline Biologicals, Rixensart, Belgium) e RotaTeqTM (Merk & Co., Inc., Whitehouse Station, USA) sono in commercio in numerosi Paesi del mondo. Limitate sono le conoscenze sulle correlazioni molecolari tra la circolazione dei ceppi di RV in questi ultimi anni e quelli vaccinali. Pertanto la caratterizzazione molecolare dei ceppi circolanti di RV è essenziale per svelare il loro make-up genetico, monitorare la comparsa di nuovi ceppi e aumentare le conoscenze sui meccanismi evolutivi. Lo scopo di questa ricerca è stato quello di approfondire lo studio delle dinamiche evolutive di RV attraverso la caratterizzazione molecolare dei ceppi circolanti nell’area di Parma e comprendere le dinamiche epidemiologiche di questi virus. Sono stati caratterizzati geneticamente le sequenze VP4 e VP7 di 445 RV rivelati nell’ambito delle indagini condotte su 3045 bambini con gastroenterite afferenti dell’Azienda Ospedaliero-Universitaria di Parma nel periodo gennaio 2008-dicembre 2012 (prevalenza d’infezione da RV: 14,61%). La prevalenza annuale di infezione da RV è variata dal 15,84% nel 2010 al 11,63% nel 2012. Solitamente ogni anno numerosi ceppi circolano in una determinata area e di anno in anno alcuni ceppi prevalgono su altri. Tra questi G1P[8] resta quello maggiormente diffuso sia nei paesi industrializzati che in quelli in via di sviluppo. Anche a Parma nel periodo di sorveglianza il genotipo maggiormente frequente è stato G1P[8] con una prevalenza del 65,61% (292/445) confermando quanto già osservato in studi di sorveglianza precedenti condotti nella stessa area e in genere negli ultimi decenni a livello mondiale. Oltre G1P[8] i genotipi di RV maggiormente circolanti sono stati G4P[8] nel 8,74% (39 casi), G3P[8] nel 4,26% (19 casi), G2P[4] nel 4,04% (18 casi) e G9P[8] nel 2,47% (11 casi). Inoltre sporadicamente hanno circolato ceppi con combinazioni rare: G1P[4] nel 0,44% (2 casi) e ceppi G3P[4], G3P[6], G6P[9] nello 0,22% ciascuno (1 caso) e combinazioni di derivazione bovina: G10P[14] e G8P[14] nello 0,22% ciascuno (1 caso). La predominanza del genotipi G1P[8] è stata particolarmente significativa negli anni 2010 (71,1%) e 2011 (96,4%). L’analisi filogenetica condotta su una selezione di ceppi G1P[8] non ha dimostrato particolari differenze nella segregazione delle sequenze nucleotidiche. Tuttavia l’analisi delle sequenze aminoacidiche dedotte ha dimostrato diverse sostituzioni nei ceppi circolanti in quel periodo non presenti nei ceppi circolanti in anni precedenti. Pertanto è possibile ipotizzare che tali sostituzione possano aver contribuito alla maggiore prevalenza di questo genotipo in quegli anni. La sorveglianza dei genotipi di RV ha dimostrato anche che il genotipo G4P[8], sebbene subisca marcate fluttuazioni di prevalenza nel corso degli anni, è tra i più frequenti dopo G1P[8] e G3P[8]. L’analisi filogenetica condotta sui geni VP7 e VP4 di ceppi G4P[8] di RV rivelati in 2 periodi distinti di sorveglianza (2004-2005 e 2008-2012), ha dimostrato che nonostante i numerosi lignaggi fin ora descritti in letteratura i ceppi G4P[8] circolanti nell’area di Parma hanno mantenuto per quasi un decennio l’assetto G4-Ic e P[8]-III e che le relative sequenze segregavano negli alberi filogenetici con un profilo temporale di evoluzione. Messe a confronto con il ceppo prototipo G4, le sequenze aminoacidiche di VP7 dei ceppi G4P[8] di Parma hanno mostrato la presenza di una inserzione e diverse sostituzioni aminoacidiche confermando i ritrovamenti avvenuti in altri Paesi. Anche il confronto delle sequenze aminoacidiche nella regione ipervariabile VP8* di VP4 a confronto con il ceppo di riferimento della specificità P[8]-III ha mostrato diverse sostituzioni. La progressiva variazione di VP7 e VP4 è in accordo con il potere evolutivo di RV basato sull’accumulo di mutazioni puntiformi. Differenze intra-genotipiche sostanziali sono state riscontrate anche nei siti putativi di neutralizzazione tra i ceppi di Parma e i ceppi vaccinali. Pertanto, soltanto la continua sorveglianza dei genotipi di RV permetterà di monitorare la comparsa di nuovi ceppi e/o lignaggi genetici e verificare la significatività delle mutazioni osservate. Inoltre, alla luce delle limitate informazioni sulla variabilità genetiche di VP4, in questo studio è stato verificato se la continua predominanza dei RV con specificità P[8] e se le fluttuazioni delle prevalenze dei ceppi con questa specificità in combinazione con diverse specificità G (G1, G3, G4, G9) potessero dipendere da possibili variazioni genetiche sul gene VP4. A tale scopo è stata condotta un’analisi filodinamica sulla sequenza VP4 di ceppi circolanti dal 1987 al 2012 che ha dimostrato che tutti erano di lignaggio P[8]-III, nell’ambito del quale erano suddivisi in molteplici sublignaggi. In particolare si distinguevano sublignaggi associati a sequenze con discreta variabilità genetica appartenenti a ceppi circolanti negli anni contraddistinti da una maggior prevalenza e sublignaggi comprendenti sequenze con una più alta omologia nucleotidica, appartenenti a ceppi circolanti negli anni contraddistinti da una minor prevalenza, confermando che la circolazione di questi ceppi correla con cambiamenti della sequenza VP4 di lignaggio P[8]-III. Infine, il ritrovamento di un tasso di mutazione di 3,04 x 103 (mutazioni/sito/anno) sottolinea l’elevata variabilità genetica di questo virus al pari di altri virus a RNA. Altro dato degno di nota è stata la caratterizzazione molecolare di un ceppo di RV,l’unico agente infettivo ritrovato nelle feci e nel liquor di una bambina con gastroenterite associata a meningismo e mai decritta prima in Italia. Il ceppo è risultato appartenere al genotipo G1P[8] e ha mostrato sostituzioni aminoacidiche all’interno del sito di legame della proteina NSP4, all’interno della regione ipervariabile della proteina VP4, nota contenere gli epitopi antigenici, a livello del dominio di dimerizzazione e del dominio di legame del fattore eucariotico di inizio della traduzione della proteina NSP3, nota essere responsabile della diffusione extraintestinale. È verosimile ipotizzare che tali mutazioni possano aver influenzato la conformazione e/o l’attività di tali proteine modificando la patogenicità del ceppo e permettendone la diffusione dall’intestino al SNC. In conclusione, la realizzazione di questo studio ha permesso di ottenere un quadro epidemiologico-molecolare significativo e aggiornato dei ceppi di RV circolanti nell’area di Parma in un periodo relativamente lungo. Sebbene in Italia i dati di copertura del vaccino non siano ancora disponibili, la continua sorveglianza delle infezioni da RV ha permesso di dimostrare nell’area di Parma una rilevante riduzione (circa del 30%) della prevalenza di infezione da RV dopo l’introduzione in commercio dei vaccini nel 2006, passando da 34,5% nel 2005 all’11,6% nel 2012. Soltanto la continua sorveglianza dei genotipi di RV permetterà di verificare l’efficacia dei vaccini e monitorare l’eventuale emergenza di certi genotipi e/o la comparsa di nuovi ceppi e/o lignaggi genetici. Inoltre questo studio ha messo in luce che le conoscenze dell’aspetto genetico dei RV sono indispensabili per comprendere i meccanismi evolutivi responsabili dei vantaggi selettivi che taluni genotipi possono acquisire.