4 resultados para Gastroenterite

em Universidade Federal de Uberlândia


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A saliva é um fluido oral que contém uma abundância de moléculas, sendo não-invasiva, de fácil coleta e com o mínimo de desconforto para o animal, com grande potencial para o monitoramento geral da saúde e doença, com enormes valores de prognósticos. A imunoglobulina A é a primeira na linha de ataque imunológico do tecido mucoso. A Gastroenterite Canina é uma das casuísticas mais comuns na clínica médica veterinária em cães e a origem desta pode se dar através de varias fontes, sendo que a viral é a mais comum. O objetivo do presente estudo e a análise da presença e quantificação da IgA salivar e sérica de cães acometidos com gastroenterite e compará-la com cães saudáveis e verificar assim, se esta biomolécula pode ser de eleição para o diagnóstico desta doença, além analisar os padrões hematológicos e bioquímicos séricos, confirmando se estes representam como padrões de diagnóstico diferencial para estas doenças. O grupo GEV apresentou eosinopenia, neutropenia, monocitopenia, hipoproteinemia sérica, hipoalbuminemia sérica e hiperproteinemia salivar. A IgA sérica apresentou diminuição ao comparar com o grupo controle. Para o grupo GEG apresentou eosinopenia, neutrofilia com desvio para esquerda. Apresentou também microcitose, hipoproteinemia, hipoalbuminemia sérica e hiperproteinemia salivar, porém sem apresentar diferença estatística para estes parâmetros. Concluímos que as quantificações dos leucócitos totais juntamente com os dos neutrófilos segmentados, os eosinófilos, a dosagem da PT e albumina sérica e também com a dosagem da PT salivar apresentou aumentada e a quantificação da IgA diminuída, sugerindo parâmetros para o diagnóstico da doença. Porém, devido a falta definição de valor de referência, mais estudos dosando IgA canina devem ser realizadas. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT

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Parvovirose é uma enfermidade viral caracterizada por gastroenterite hemorrágica aguda, cujo agente etiológico é parvovírus canino (PVC), vírus estável no ambiente, capaz de suportar variações de pH e temperaturas altas, resistente a vários desinfetantes comuns, podendo sobreviver por muitos meses em áreas contaminadas. Há duas formas clínicas comuns da doença: a miocárdica e a gastroentérica. No Brasil a doença eclodiu subitamente na população canina no ano de 1978. Objetiva-se com este trabalho analisar microscopicamente o miocárdio de cães com teste de detecção de antígenos parvovírus nas fezes. Das 100 amostras do miocárdio ventricular esquerdo, enviadas ao Laboratório de Histopatologia da Universidade de Uberaba, foram observadas as seguintes alterações: miocardite 38%, hemorragia 43%, degeneração hialina 21% hiperemia 79%. Ao realizar o teste Qui-Quadrado com nível de significância de 0,05, concluiu-se que existe associação (p = 0,02) entre animais infectados com o vírus da parvovirose e as alterações histopatológicas observadas no miocárdio ventricular esquerdo. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT

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Campylobacter sp é reconhecida como uma das principais causas de gastroenterite humana de origem alimentar e dentre os alimentos veiculadores desses microrganismos, a carne de frango é a mais implicada. As pesquisas existentes sobre a transmissão vertical da Campylobacter sp são escassas e não conclusivas. O objetivo desse estudo foi verificar a transmissão vertical da Campylobacter sp de matrizes pesadas para a progênie. Utilizando o método de cultura tradicional, foram analisados suabes cloacais de 279 amostras matrizes pesadas, 6 de cama, 4 de ninho, 11 de ovário e oviduto, 11 de fígado, baço e coração e 11 de intestino. Em 11 amostras de suabe cloacal, também foi realizada a reação da polimerase em cadeia (PCR) utilizando o sistema automatizado BAX®. Em amostras da progênie foram analisadas: 78 e 44 ovos frescos desinfetados e não desinfetados, respectivamente, 12 ovos inférteis, 45 ovos não eclodidos, 13 amostras ambientais de nascedouro, 121 de mecônio e 36 amostras de órgãos (coração, fígado, baço) e 36 intestinos de pintainhos de um dia. As análises foram realizadas pelo método de cultura tradicional e em outras 10 amostras de mecônio, pelo método BAX®. A positividade em amostras de suabe cloacal pelo método de cultura tradicional foi de 13,97% e pela metodologia BAX® 54,54%. Nas de cama, a positividade foi de 83,33% e nas de ninho, 25%. Em órgãos de matrizes, Campylobacter sp foi isolada em 27,27% das amostras e somente em intestinos. Não houve positividade em nenhuma das amostras de ovos frescos, inférteis, ovos embrionados, órgãos de pintainhos ou ambiente de nascedouro. Pelo método de cultura tradicional, não houve positividade em mecônio, embora com o uso do sistema BAX® a positividade foi de 80%. Apesar das características fisiológicas das matrizes, dos ovos e da Campylobacter sp serem favoráveis à entrada e sobrevivência da bactéria nos ovos, e conseqüentemente, nos pintainhos de 1 dia de idade, nesse estudo, as positividades na progênie foram apenas encontradas com a utilização do sistema BAX®. Esses achados sugerem que outros estudos com utilização de técnicas moleculares devem ser aplicados para verificação da transmissão vertical. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT

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As espécies de Campylobacter são os agentes etiológicos mais incriminados nos casos de gastroenterite humana. A principal forma de infecção dos humanos é o consumo de alimentos de origem animal e água contaminada, porém, estudos são necessários para o melhor entendimento da epidemiologia e dos fatores risco para a infecção de humanos e animais por estes microrganismos. Foram coletadas e analisadas para a presença de Campylobacter spp., amostras de fezes de 160 crianças de até cinco anos e 120 amostras de pets (103 cães e 17 gatos) atendidos no Hospital de Clínicas e Hospital Veterinário, respectivamente, da Universidade Federal de Uberlândia. A positividade foi de 6,87% entre as amostras humanas e 18,3% entre as amostras de animais, com 100% de concordância entre os resultados obtidos pelo método fenotípico e genotípico. Das 33 amostras de fezes positivas para Campylobacter spp., 57,6% foram identificadas como C. jejuni (15 de caninos e quatro de crianças), 33,4% como C. coli (quatro de caninos, duas de felinos e cinco de crianças) e 9% como Campylobacter gracilis (um cão e duas crianças). O biótipo mais prevalente foi o C. jejuni biótipo I, com 13 isolados, seguido pela C. coli biótipo I com 11 isolados. Houve resistência de mais de 50% das cepas isoladas de cães ao ceftiofur, sulfazotrim, norfloxacina e tetraciclina. Dentre as cepas isoladas de humanos destacaram-se as resistências à amoxicilina, cefazolina, ceftiofur, eritromicina e norfloxacina. Não houve diferenças ao perfil de resistência entre as espécies C. coli e C. jejuni (p>0,05). Técnica de PCR demonstrou que entre as 19 cepas de C. jejuni isoladas, 12 apresentavam dois a quatro dos genes de virulência flaA, pdlA, cadF ou ciaB. Entre as cepas isoladas de caninos, uma apresentou os quatro genes simultaneamente, duas possuíam três genes e duas um gene, as demais possuíam dois genes. Dentre as cepas isoladas de fezes humanas todas apresentaram os genes flaA e cadF e somente uma amostra tinha o gene pdlA e duas o gene ciaB. Todas as cepas que apresentaram os genes de virulência foram isoladas de fezes de animais ou crianças com diarréia. Foi observado nas amostras isoladas de cães e gatos um alto índice de resistência ao sulfazotrim, com valores de 66,7% e 100% respectivamente. Nas amostras isoladas das crianças os valores de resistência mais preocupantes foram encontrados para a eritromicina e norfloxacina. Estes dados demonstram a necessidade de monitoramento quanto o uso desses antimicrobianos já que eles são a droga de eleição para tratamento das gastrenterites em animais e da campilobacteriose em humanos, respectivamente. A associação de fatores de risco e infecção por Campylobacter spp. em crianças demonstrou: aumento da probabilidade de 3,57 vezes de ter diarréia, 0,49 vezes mais chances quando em contato com pets e 1,4 vezes mais provável quando em antibioticoterapia, porém, todos sem significância estatística (p>0,05). Quando as mesmas associações foram realizadas para caninos, as probabilidades aumentaram 7,38 vezes para a presença de diarréia e 57,41 mais chances quando em uso de antibióticos (p<0,05). A presença dos quatro genes de virulência nas cepas isoladas de cães aumentou em 11,36 vezes a probabilidade de o animal ter diarréia (p<0,05). Apesar de não ter havido neste estudo uma associação positiva entre o convívio com pets e a infecção de crianças por Campylobacter spp. novas investigações mais abrangentes devem ser realizadas, assim como, deve-se estabelecer a relação epidemiológica por métodos moleculares entre cepas isoladas de infecções humanas e animais. __________________________________________________________________________________________ ABSTRACT