12 resultados para Sequenciamento

em Reposit��rio Digital da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)


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Neste estudo, foram analisadas e comparadas comunidades bacterianas do solo de uma pinguineira da Ilha Seymour (Península Antártica) em termos de abundância, estrutura, diversidade e rede de interações, a fim de se identificar padrões de interação entre os vários grupos de bactérias presentes em solos ornitogênicos em diferentes profundidades (camadas). A análise das sequências revelou a presença de oito filos distribuídos em diferentes proporções entre as Camadas 1 (0-8 cm), 2 (20-25 cm) e 3 (35-40 cm). De acordo com os índices de diversidade, a Camada 3 apresentou os maiores valores de riqueza, diversidade e uniformidade quando comparado com as Camadas 1 e 2. Em termos de estrutura da comunidade microbiana, a análise UniFrac mostrou que as comunidades microbianas das três camadas foram muito diferentes umas das outras. A análise de redes revelou a existência de um padrão único de interações no qual a rede microbiana formou uma topologia de agrupamento, mas não estruturado em módulos, como de costume em comunidades biológicas. Da mesma forma, através da utilização de análise de redes, foi possível identificar táxons específicos como sendo potencialmente importantes para a estruturação e funcionamento da comunidade microbiana. Além disso, as análises de simulação indicaram que a perda de grupos importantes de microorganismos pode alterar significativamente os padrões de interação dentro da comunidade microbiana. Estes resultados fornecem novos insights sobre as interações bacterianas e ecologia microbiana desse importante, mas ameaçado ambiente.

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A microbiota e os genes funcionais ativamente envolvidos no processo de decomposição e utilização de grãos de pólen em pão de mel e no trato digestório de abelha ainda não são completamente compreendidos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a estrutura e diversidade da comunidade de bactérias e Archaeas em amostrasde pão de mel e sistema digestório de abelhas africanizadas, bem como para prever os genes envolvido na bioprocessamento microbiano do pólen, usando a tecnologia de seqüenciamento de nova geração. Um total de 11 filos bacterianos foram encontrados dentro do sistema de digestório de abelhas e 10 filos bacterianos foram encontrado dentro pão de mel. Embora a comparação a nível de filo mostre mais filos em comum, a análise filogenética mais profunda mostrou maior variação de composição taxonômica. A família Enterobacteriaceae, Ricketsiaceae, Spiroplasmataceae e Bacillaceae, foram os principais grupos responsáveis por a especificidade do intestino de abelhas, enquanto as principais famílias responsáveis pela especificidade do pão de mel foram Neisseriaceae, Flavobacteriaceae, Acetobacteraceae e Lactobacillaceae. Em termos da estrutura da comunidade microbiana, a análise mostrou que as comunidades dos dois ambientes foram bastante diferentes umas das outras, com apenas 7% dos táxons a nível de espécies compartilhados entre o sitema digestório de abelhas e o pão de mel. Os resultados indicaram a presença de um elevado nível de especialização e uma microbiota intestinal bem adaptada dentro de cada abelha e do pão de mel.A comunidade associada ao pão de mel, apresentou maior abundância relativa de genes relacionados com a degradação de aminoácidos, carboidratos, e o metabolismo lipídico, sugerindo que biodegradação do pólen ocorre predominantemente pela microbiota associada ao pão de mel. Estes resultados sugerem uma complexa e importante relação entre nutrição de abelhas e suas comunidades microbianas.

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A microbiota e os genes funcionais ativamente envolvidos no processo de decomposição e utilização de grãos de pólen em pão de mel e no trato digestório de abelha ainda não são completamente compreendidos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a estrutura e diversidade da comunidade de bactérias e Archaeas em amostrasde pão de mel e sistema digestório de abelhas africanizadas, bem como para prever os genes envolvido na bioprocessamento microbiano do pólen, usando a tecnologia de seqüenciamento de nova geração. Um total de 11 filos bacterianos foram encontrados dentro do sistema de digestório de abelhas e 10 filos bacterianos foram encontrado dentro pão de mel. Embora a comparação a nível de filo mostre mais filos em comum, a análise filogenética mais profunda mostrou maior variação de composição taxonômica. A família Enterobacteriaceae, Ricketsiaceae, Spiroplasmataceae e Bacillaceae, foram os principais grupos responsáveis por a especificidade do intestino de abelhas, enquanto as principais famílias responsáveis pela especificidade do pão de mel foram Neisseriaceae, Flavobacteriaceae, Acetobacteraceae e Lactobacillaceae. Em termos da estrutura da comunidade microbiana, a análise mostrou que as comunidades dos dois ambientes foram bastante diferentes umas das outras, com apenas 7% dos táxons a nível de espécies compartilhados entre o sitema digestório de abelhas e o pão de mel. Os resultados indicaram a presença de um elevado nível de especialização e uma microbiota intestinal bem adaptada dentro de cada abelha e do pão de mel.A comunidade associada ao pão de mel, apresentou maior abundância relativa de genes relacionados com a degradação de aminoácidos, carboidratos, e o metabolismo lipídico, sugerindo que biodegradação do pólen ocorre predominantemente pela microbiota associada ao pão de mel. Estes resultados sugerem uma complexa e importante relação entre nutrição de abelhas e suas comunidades microbianas.

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Neste estudo, foram analisadas e comparadas comunidades bacterianas do solo de uma pinguineira da Ilha Seymour (Península Antártica) em termos de abundância, estrutura, diversidade e rede de interações, a fim de se identificar padrões de interação entre os vários grupos de bactérias presentes em solos ornitogênicos em diferentes profundidades (camadas). A análise das sequências revelou a presença de oito filos distribuídos em diferentes proporções entre as Camadas 1 (0-8 cm), 2 (20-25 cm) e 3 (35-40 cm). De acordo com os índices de diversidade, a Camada 3 apresentou os maiores valores de riqueza, diversidade e uniformidade quando comparado com as Camadas 1 e 2. Em termos de estrutura da comunidade microbiana, a análise UniFrac mostrou que as comunidades microbianas das três camadas foram muito diferentes umas das outras. A análise de redes revelou a existência de um padrão único de interações no qual a rede microbiana formou uma topologia de agrupamento, mas não estruturado em módulos, como de costume em comunidades biológicas. Da mesma forma, através da utilização de análise de redes, foi possível identificar táxons específicos como sendo potencialmente importantes para a estruturação e funcionamento da comunidade microbiana. Além disso, as análises de simulação indicaram que a perda de grupos importantes de microorganismos pode alterar significativamente os padrões de interação dentro da comunidade microbiana. Estes resultados fornecem novos insights sobre as interações bacterianas e ecologia microbiana desse importante, mas ameaçado ambiente.

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As abelhas melíferas são insetos polinizadores fundamentais para os ecossistemas e relevantes economicamente. Através do seu manejo relativamente simples e barato, a exploração de seus produtos, principalmente o mel, torna a atividade apícola bastante rentável para o produtor rural. A redução das populações de Apis mellifera tem sido registrada em inúmeros países. Grande parte dos relatos tem sido associados ao fenômeno chamado Colony Collapse Disorder (CCD), um somatório de condições adversas que inclui patógenos, parasitos e doses sub-letais de agroquímicos, culminando com o abandono das colmeias. No Brasil, a CCD é menos observada e os relatos de perdas de colônias no país tem sido mais associados ao envenenamento acidental. Contudo, é preciso evidenciar a presença de tais patógenos e parasitos nas colmeias brasileiras. Um dos fatores relacionados ao desaparecimento das abelhas é o ectoparasito Varroa destructor. O parasito, além de ser vetor de patógenos, como bactérias e vírus, é um ácaro que também suga a hemolinfa de larvas e abelhas adultas, afetando seu desenvolvimento e diminuindo o tempo de vida. Em razão disso, o ácaro citado é considerado uma ameaça à apicultura mundial. Dessa forma, identificar os diferentes haplótipos, diretamente relacionados com o vigor reprodutivo da espécie de uma determinada região, é fundamental para a implementação de programas de controle. Dentro deste contexto, este trabalho teve como objetivo estabelecer, dentro do Grupo de Pesquisa APIPAMPA, o método para a identificação do haplótipo J de V. destructor. Para tal, foi realizada a clonagem e o sequenciamento parcial de um fragmento de 458 pb do gene mitocondrial Citocromo C Oxidase subunidade I (co-I) de V. destructor. O fragmento foi amplificado por PCR, utilizando os primers COXF [5´GG(A/G)GG(A/T)GA(C/T)CC(A/T)ATT(C/T)T(A/T)TATCAAC3´] e COXR [5´GG(A/T)GACCTGT(A/TA(A/T)AATAGCAAATAC3´], purificado e clonado. Posteriormente à clonagem e transformação, o fragmento foi sequenciado. A sequência obtida foi depositada no banco de dados do National Center for Biotechnology Information (NCBI) sob número de acesso KX458253. Os resultados do sequenciamento possibilitaram a confirmação da identidade do haplótipo J de V. destructor comparando o alinhamento da sequência nucleotídica obtida com sequências já publicadas por outros autores. Os dados alcançados no presente trabalho permitem aos próximos pesquisadores utilizarem um método adequado para identificação do haplótipo J de V. destructor nos laboratórios do Grupo de Pesquisa APIPAMPA com uma maior precisão, possibilitando o acompanhamento da flutuação deste haplótipo em apiários infestados.

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A classe Trebouxiophyceae é um grupo de algas morfologicamente heterogêneo que habitam principalmente o solo e águas doces. Estas algas estão presentes, também, no continente Antártico, que é o quinto maior continente em extensão, com aproximadamente 13,7 milhões de km2. É um continente extremo, sendo o mais alto, mais frio, mais seco e com os ventos mais fortes. Em adição a estas condições climáticas extremas, as radiações UVA e UVB são aspectos que afetam a estrutura e desenvolvimento de plantas. A espécie mais comumente relatada é Prasiola crispa (Lightfoot) Kützing. Esta alga normalmente cresce em solos úmidos que são fertilizados pelo guano do pássaro, dentro e adjacente às colônias de pinguins. Tolera repetidos ciclos de congelamento/descongelamento na primavera e no outono, o congelamento durante o inverno e altos níveis de radiação UV durante o verão. Os organismos presentes na vegetação Antártica, por apresentarem características tão peculiares, se tornam um bom alvo para o estudo de suas organelas acessórias. A exploração do genoma de organelas acessórias revelou uma surpreendente arquitetura genômica. Alguns dos mais diversos e incomuns DNA de mitocôndria e cloroplasto vem de algas verdes. Apesar de numerosas funções biológicas de ambas organelas, elas dependem consideravelmente de proteínas codificadas e importadas do núcleo. A compreensão do genoma de organelas acessórias dará um forte impacto nos domínios da evolução, biologia e biotecnologia. Com base na literatura referente a P. crispa e podendo o genoma de organelas fornecer informações tão importantes, nosso grupo sequenciou os genomas mitocondrial e plastidial da alga antártica P. crispa. O DNA das organelas foi sequenciado pelo serviço Macrogen em um aparelho de sequenciamento de nova geração Solexa-Illumina Hi Seq 2500, de acordo com as instruções do fabricante. A montagem da sequência foi realizada com o software SOAPdenovo2. Todas as ORFs foram anotadas utilizando CpGAVAS e Mitofy, para cloroplasto e mitocôndria, respectivamente. A partir de dados obtidos do NCBI, referentes a espécies de algas Trebouxiophyceae com mtDNA e cpDNA sequenciados, estes dados foram comparados com os dados de P. crispa em relação a tamanho em pares de base, número de CDS, conteúdo G+C, tRNA, rRNA, assim como ausência e presença de genes relacionados a produção de energia e estresse oxidativo. Com base em nossos resultados, observa-se que P. crispa apresenta os genomas mitocondrial e plastidial grandes, porém em relação ao número de genes, a espécie fica entre as espécies de Trebouxiophyceae com menores conteúdos gênicos. P. crispa também não apresenta vários genes relacionados ao fotossistema I e II e à síntese de ATP no cloroplasto, funções estas importantes para o metabolismo de energia da planta. Na mitocôndria, vários genes relacionados ao complexo oxidativo e a síntese de ATP estão ausentes, sendo essas funções cruciais para o sobrevivência do organismo. Uma hipótese possível é que esses genes tenham sido incorporados pelo genoma nuclear durante a evolução da planta. Estudos futuros, como, por exemplo, o sequenciamento do genoma nuclear de P. crispa poderão elucidar questões como esta. Palavras-Chave: Prasiola crispa, genoma mitocondrial, genoma plastidial, Trebouxiophyceae.

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A Leishmaniose é uma doença parasitária infeciosa, causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida pelo vetor flebótomo. Caracterizada como Doença Tropical Negligenciada, acomete diversas espécies de mamíferos, sendo o cão, atualmente, o principal reservatório em área urbanas. Os equinos também podem ser infectados, especialmente quando estão em contato com reservatórios ou vetores. No município de Uruguaiana – RS há um expressivo número de equinos utilizados na tração de cargas e como meio de transporte, com constante movimentação dentro do perímetro urbano. Esses animais vivem em condições precárias, submetidos a trabalhos excessivos e má nutrição. Frente a estes fatores somados à atual situação epidemiológica da leishmaniose visceral canina no município, o presente estudo foi realizado com o objetivo de identificar a presença de Leishmania sp em equinos urbanos do município de Uruguaiana-RS. Para a condução do experimento foram utilizadas amostras sanguíneas de 192 equinos testadas em três técnicas: sorológica (ELISA), imunocromatográfica (TR-DPP) e molecular (PCR). Na técnica de ELISA foi utilizado soro, testado com o Kit Ensaio Imunoenzimático para Diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina – Bio-Manguinhos e para o teste imunocromatográfico Teste Rápido Dual Path Platform utilizaram-se amostras de sangue total. As reações de PCR, após extração de DNA de sangue periférico dos animais, foram realizadas com quatro pares de iniciadores distintos. Todas as amostras testadas apresentaram-se não reagentes nos ensaios imunológicos. Entretanto, com o emprego da técnica PCR, mais sensível, houveram amostras positivas. Dos quatro pares de iniciadores testados, 75 amostras foram positivas, 52 com pelo menos um dos pares. Contudo, ao analisarmos individualmente os iniciadores, 58,6% foram positivos para LITSV/L5.8SR, 44% para LITSV/LISTSR, 28% para RV1/RV2, e 4% LITSR/L5.8S. Os resultados apresentados no experimento indicam a possibilidade de existência de Leishmania em equinos na região de Uruguaiana, embora os testes sorológicos não tenham apresentado reatividade para Leishmania. A técnica molecular possibilitou a detecção do gênero Leishmania nas amostras de sangue periférico dos equinos. Este foi o primeiro relato da infecção na espécie equina na região do extremo oeste do estado do Rio Grande do Sul. Contudo, se faz importante a realização de sequenciamento do fragmento para que se possa confirmar a identidade genética de Leishmania sp.

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Eugenia uniflora (pitangueira) é uma espécie da família Myrtaceae bastante explorada economicamente devido a suas propriedades farmacológicas e, por este motivo, são importantes os estudos a nível molecular sobre esta espécie. Os SNPs tem sido uma ferramenta amplamente utilizada na área de genômica, assim como os ESTs que também apresentam diversas vantagens devido sua presença em diversos bancos de dados. O objetivo deste estudo foi buscar SNPs em regiões gênicas de E. uniflora em comparação com o banco de dados ESTs de Eucalyptus grandis. Para a realização deste trabalho foi feito o sequenciamento do DNA total de uma amostra de pitangueira, que gerou uma cobertura de aproximadamente 25% do genoma desta espécie, montados em torno de 2.600 contigs. Destes, selecionamos 150 para fazer a busca de regiões gênicas hipotéticas por meio da comparação do banco de dados de ESTs de E. grandis. Após, foram selecionados somente os contigs que continham cobertura mínima de 80pb. Dos 150 contigs analisados, 35 obtiveram similaridade de ESTs entre as duas espécies. Após a retirada dos íntrons, alguns contigs mostraram alinhamentos fragmentados e outros mostraram uma cobertura inferior a 80pb. Do total analisado, 8 contigs atenderam todas as qualidades exigidas. O contig que mostrou uma menor frequência (SNPs/pb), apresentou semelhança com a sequência que expressa a proteína Eto1, o contig que apresentou um valor intermediário em relação ao máximo e mínimo da frequência obteve semelhança na proteína RPK, já o contig que apresentou maior frequência mostrou semelhança com a proteína AGP. O número de transições foi maior que o de tranversões. Estes dados foram classificados como baixos, indicando que estas regiões gênicas são bem conservadas. A técnica utilizada é de fácil aplicação e muito útil mesmo sendo pouco utilizada visando à identificação de SNPs putativos entre espécies diferentes.

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Os estresses abióticos são responsáveis pela indução de adaptações em plantas. Estas quando submetidas ao estresse, respondem através de mecanismos de sinalização nas rotas fisiológicas, desencadeando um processo de aclimatação. Entretanto, nem sempre este potencial de adaptação é expresso, mas se persistir ao longo do desenvolvimento da planta, torna-se uma adaptação oriunda de mudança genética. Consequentemente, essas alterações incipientes possam ser identificadas em nível transcricional, os precursores de algumas alterações genéticas importantes tais como splicing alternativo. Em ambientes polares a expressão de genes permitiu a adaptação das plantas a temperaturas de congelamento. Entre estas plantas estão os musgos, presentes nos ambientes de climas contrastantes, isto sugere que estes organismos tenham plasticidade fenotípica e genotípica. Ainda que haja poucos estudos destes organismos em relação a diferentes agentes estressores, é amplamente difundido que estes possuem potenciais de resistência aos estresses ambientais. Para descobrir estes potenciais de resistências é necessário estudar os genes relacionados especificamente com o fator estressor em questão, neste caso o estresse ao frio. Para tanto é necessário um processo de sequenciamento dos genes expressos quando a planta é submetida ao estresse. Neste estudo foram realizados testes com explantes cultivados in vitro do musgo Physcomitrium acutifolium Broth. em diferentes temperaturas, com 6 tratamentos variando de 0 a 25 ºC, seguidos das análises fenotípicas e posteriormente genômicas, incluindo processo de sequenciamento e identificação de genes expressos. Os resultados sugerem relação do estresse por baixas temperaturas e o potencial de expressão de genes relacionados ao estresse por frio neste musgo, principalmente por uma identificação de maiores ocorrências de splicing alternativo nas plantas cultivadas a temperatura mais baixa testada. Assim, o uso potencial de espécies de musgo em estudos relacionados à resistência ao congelamento em plantas, torna-se como uma alternativa interessante em processos de biotecnologia vegetal.

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Algas verdes da classe Trebouxiphyceae estão entre os organismos presentes no continente Antártico, onde a espécie mais relatada é a macroalga verde Prasiola crispa (Lightfoot) Kützing. Considerada um organismo extremófilo, pois se desenvolve com muito sucesso no habitat extremo da Antártica, ainda são raros na literatura dados moleculares sobre esta espécie, o que impede uma avaliação sobre sua taxonomia e posição filogenética. Com o advento das tecnologias de sequenciamento de nova geração, os genomas de organelas tornaram-se uma grande ferramenta para estudos de filogenia, pois fornecem inúmeros dados filogenéticos, sequências de proteínas e nucleotídeos e também informações sobre conteúdo gênico e arquitetura. Neste trabalho, foi determinada a sequência dos genomas do cloroplasto (cpDNA) e mitocondrial (mtDNA) de P. crispa, com o intuito de inferir as relações evolutivas deste organismos com outras espécies de plantas verdes, bem como uma análise estrutural. Os genomas plastidial e mitocondrial foram sequenciados por Macrogen Service (SolexaIllumina Hi-Seq 2500). A montagem, anotação, alinhamento, construção da filogenia e análise sintênica foram realizados in silico com softwares específicos. O cpDNA e mtDNA P. crispa apresentam 196.502 pb e 89.819 pb, respectivamente. Estes genomas acessórios apresentam 21 genes putativos relacionados com a fotossíntese e 18 genes relacionados com o metabolismo oxidativo. A análise filogenômica baseada no cpDNA demonstrou que P. crispa agrupou com alga trebouxiophyceae Prasiolopsis sp. formando o clado Prasiola juntamente com Stichococcus bacilaris. Nossos resultados para filogenômica embasada no mtDNA revelam que P. crispa agrupa com as outras espécies da classe Trebouxiphyceae. A análise de sintenia do cpDNA e mtDNA de P. crispa com a espécies de plantas verdes relacionadas evolutivamente demonstram que estes organismos apresentam poucos blocos gênicos sintênicos. Este trabalho pioneiro com a alga P. crispa, demonstra que os genomas acessórios suprem uma gama de dados moleculares que podem ser utilizados para estudos filogenômicos. Além disto, as informações geradas a partir do sequenciamento do cpDNA e mtDNA de P. crispa fornecem um aporte para estudos futuros mais aprofundados

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Drosophila melanogaster é uma das espécies mais utilizadas em experiências genéticas, sendo de extrema importância para a biologia. Ao longo dos últimos anos houve um aumento do uso de ferramentas moleculares que auxiliam nos estudos que envolvem análises biológicas. Vários estudos revolucionários com diferentes organismos modelos vem sendo realizados, desde sequenciamento completo de genomas até a produção de organismos transgênicos utilizando, por exemplo, elementos transponíveis. Elementos transponíveis, conhecidos como DNA móvel, são sequências de DNA que se movem de um local para outro no genoma. Um dos sistemas mais utilizados nos últimos anos, é o transposon piggyBac, que apresenta uma ampla gama de hospedeiros, que vão desde os insetos até o uso em mamíferos. A técnica mais utilizada para produzir insetos geneticamente modificados é a microinjeção, que consiste na entrega do DNA exógeno diretamente no núcleo da célula que se pretende transformar. Sabendo disso, o objetivo deste trabalho foi estabelecer um protocolo de microinjeção de baixo custo para a criação e desenvolvimento de insetos transgênicos utilizando D. melanogaster como organismo modelo. O plasmídeo utilizado para estabelecer o protocolo de microinjeção foi o pBac[3xp3-EGFPattB]. As agulhas utilizadas na microinjeção foram feitas utilizando quatro tipos de configurações do aparelho PC-10. Para obter ovos de D. melanogaster, transferimos as moscas para meios de oviposição e duas receitas foram testadas. Para realizar a decorionação, dois métodos foram testados: No primeiro método, foi utilizado uma solução de CaCl2 a 1% em água destilada. No segundo método, os ovos foram banhados em água destilada e álcool etílico 92,8º. Após estes processos, 10 ovos foram fixados em cada lâmina de microscópio com fita dupla-face transparente e cobertos com óleo mineral. Em cada ovo foi injetado 1 μL do plasmídeo pBac[3xp3-EGFPattB] com concentração de 181 ηg/μL. 40 ovos foram injetados, 2 se desenvolveram e atingiram a fase adulta. Os melhores resultados foram obtidos utilizando agulhas com diâmetro em torno de 45 μm. Os dois meios de oviposição foram eficientes. Na decorionação, a água destilada mais o álcool 92,8º apresentou melhor remoção do córion, e o óleo mineral Naturol foi eficaz contra a dessecação. Não foi possível a análise da expressão do plasmídeo, pois o constructo não possuía o gene da transposase, o que impediu a estabilidade do DNA exógeno no genoma. Nossos objetivos principais foram alcançados, um protocolo de baixo custo de consumíveis foi desenvolvido. Porém, mais testes são necessários utilizando um conjunto de plasmídeos que permita a observação da integração do DNA exógeno no genoma.

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Drosophila melanogaster is one of the most used species in genetic experiments, being of extreme importance for biology. Over the last few years there has been an increase in the use of molecular tools that aid the development of biological studies. Several revolutionary studies with different model organisms have been carried out, from complete genome sequencing to the production of transgenic organisms using, for example, transposable elements. Transposable elements, also known as mobile DNA, are DNA sequences that move from one place to another in the genome. One of the most widely used systems in recent years is the transposon piggyBac, which features a wide range of hosts, ranging from insects to mammalian use. The technique most used to produce genetically modified insects is microinjection, which consists in the delivery of exogenous DNA directly into the nucleus of the target cell. Taking this in account, the objective of this work was to establish a microinjection protocol for the creation and development of transgenic insects using D. melanogaster as a model organism. The plasmid used to establish the microinjection protocol was the pBac[3xp3-EGFPattB]. The needles used in microinjection were made using four types of PC-10 configurations. To obtain eggs of D. melanogaster, we transferred the flies to oviposition media and two recipes were tested. In order to perform the dechorionation, two methods were tested: The first method was performed by using, 1% CaCl2 solution in distilled water was used. The second method, the eggs were bathed in distilled water and ethyl alcohol 92,8°. After these processes, 10 eggs were fixed on each microscope slide with transparent double-sided tape and covered with mineral oil. In each egg was injected 1 μL of pBac [3xp3-EGFPattB] plasmid (181 ηg/μL). 40 eggs were injected, 2 were developed and reached adulthood. The best results were obtained using needles with a diameter ranging from 45 μm. The two oviposition media were efficient. In the dechorionated, distilled water plus 92,8° alcohol presented better removal of the chorion, and naturol mineral oil was effective against desiccation. It was not possible to analyze the expression of the plasmid because the construct did not possess the transposase gene, which able the stability of exogenous DNA in the genome. Thus, our main objectives were achieved, establishing a low cost of consumables microinjection protocol. However, further testing will be required to aiming the expression of exogenous DNA into the model organism.