1 resultado para Gastroenterite

em Reposit��rio Digital da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)


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As enfermidades gastrointestinais acometem bovinos e equinos com grande frequência e causam impacto direto na economia, demonstrando a necessidade de modernizar a medicina veterinária com conceitos de medicina populacional baseada na epidemiologia que permite o estabelecimento de estratégias preventivas e de controle das doenças. Desta forma, este trabalho, através de um estudo retrospectivo, teve como objetivo determinar as principais doenças gastrointestinais não infecciosas de equinos e gástricas de bovinos na mesorregião sudoeste Rio-grandense, atendidos no Hospital Universitário Veterinário (HUVet) da UNIPAMPA, seja no setor de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais (CCGA), seja no Laboratório de Patologia Veterinária (LPV). Foram revisadas as fichas dos bovinos e equinos atendidos na CCGA e diagnosticados com doenças gastrointestinais não infecciosas desde a sua abertura em agosto de 2011 até dezembro de 2015 e no LPV desde setembro de 2010 até dezembro de 2015. Em relação aos equinos foram 228 pacientes da CCGA e do LPV com predominância da raça crioula, com casuística de afecções gastrointestinais não infecciosas de 10,9% e 15,6% respectivamente, onde predominaram os casos de compactação na CCGA e enterite no LPV, sendo que ainda houve uma significante frequência de enterolitíase. A maioria dos animais atendidos na CCGA recebeu tratamento clínico (83,3%), enquanto 16,7% dos pacientes necessitaram tratamento cirúrgico, sendo que 22,2% dos pacientes da CCGA morreram, o tempo médio de evolução da doença desde o aparecimento dos sinais clínicos até chegar no HUVet foi de 55 horas. Em relação aos bovinos, foram analisados os dados de 208 bovinos necropsiados no LPV que apresentaram 23 distúrbios gástricos, divididos em 61% de aterações no rúmen, 17% no abomaso, 13% de acometimento simultâneo em duas câmaras e 9% no retículo. O timpanismo bolhoso por ingestão excessiva de Trifolium repens foi a principal causa de morte de bovinos, demonstrando também a importância de acidose láctica e alcalose ruminal por intoxicação por ureia e intoxicação por Baccharis coridifolia, neste estudo que demonstrou que as plantas tóxicas juntas às toxiinfecções representaram 22,8% VI dos casos com diagnóstico conclusivo. As afecções gastrointestinais não-infecciosas de equinos e gástricas de bovinos têm grande importância na região, e estão bastante relacionadas ao manejo alimentar nos equinos e a fatores ambientais resultantes do sistema de criação de bovinos, predominantemente extensivo, adotado na região, o que demonstra o papel do médico veterinário, do criador e do tratador na prevenção destas doenças, minimizando os riscos através de um manejo correto e que busque ainda o bem estar dos animais, além de contribuir bastante encaminhando os animas doentes para um centro de referência o mais breve possível, melhorando assim o prognóstico.