2 resultados para Gastroenterite

em RUN (Reposit��rio da Universidade Nova de Lisboa) - FCT (Faculdade de Cienecias e Technologia), Universidade Nova de Lisboa (UNL), Portugal


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As bactérias devem adaptar-se e responder rapidamente a diferentes condições ambientais. As ribonucleases são as enzimas responsáveis pela maturação e degradação de moléculas de RNA, permitindo uma rápida adaptação dos níveis de RNA a diferentes ambientes. Esta adaptação é crucial para as bactérias patogénicas invadirem e estabelecerem-se dentro do hospedeiro. A PNPase (Polynucleotide phosphorylase) é uma exoribonuclease homotrimérica com actividade 3’-5’ e que para além de degradar RNA, também é capaz de sintetizar caudas heteropoliméricas. Esta enzima tem sido implicada na virulência em muitos patogénicos humanos, nomeadamente em Salmonella, Dichelobacter nodosus, Dickeya dadantii, Yersinia e Campylobacter jejuni. C. jejuni é um importante patogénico humano de origem alimentar e é considerado como a principal causa de gastroenterite bacteriana em humanos em todo o mundo. No entanto, a informação sobre o metabolismo do RNA em C. jejuni é limitada. Sabe-se que a PNPase é essencial para a sobrevivência das células a baixa temperatura, afecta a síntese de proteínas envolvidas na virulência e tem um papel importante na motilidade, adesão das células/capacidade de invasão e colonização das aves. Para compreender como a PNPase está envolvida na virulência é necessário fazer uma análise bioquímica desta ribonuclease e ver como esta é influenciada por factores físicos e químicos. Neste trabalho caracterizámos a actividade bioquímica da PNPase de C. jejuni. Sobre-expressámos e purificámos a PNPase, os mutantes PNPase_ΔS1 e PNPase_ΔS1ΔKH de C. jejuni e testámos a sua actividade e capacidade de ligação utilizando substratos de RNA sintéticos. Demonstrámos que a actividade da PNPase é regulada em função da temperatura. Além disso, verificámos que as actividades degradativas e de polimerização são altamente reguladas na presença de certos metabolitos. Mostrámos também que os domínios KH e S1 da PNPase desempenham um papel importante na ligação do substrato e na formação de trímeros, com consequências para a actividade da proteína.

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A gastroenterite aguda (GEA) é uma das principais causas de mortalidade e morbidade em crianças com idade inferior a 5 anos, especialmente nas que vivem em países em desenvolvimento. Sabe-se que os rotavírus são a principal causa de GEA pediátrica, seguidos dos norovírus, adenovírus e astrovírus. Entre 2012 e 2013, crianças com idade inferior a 5 anos, com diarreia e que recorreram a unidades de saúde em Angola (províncias de Huambo, Zaire, Cabinda e Luanda) foram incluídas num estudo piloto com o objetivo de identificar e caracterizar agentes virais causadores de gastroenterite. A deteção e caracterização genética de adenovírus, astrovírus e norovírus foram realizadas num total de 222 amostras de fezes, negativas para rotavírus. Os astrovírus e adenovírus foram detetados por teste de ELISA e teste rápido imunocromatográfico, respetivamente, enquanto os norovírus foram detetados por PCR em tempo real com sonda TaqMan®. A genotipagem foi realizada por análise filogenética de sequências parciais do gene do hexão dos adenovírus, e da ORF2 de astrovírus e norovírus. Nas amostras fecais, foi possível identificar norovírus, adenovírus e astrovírus, com taxas de deteção de 17% (37/222), 11% (24/222) e 5% (11/222), respetivamente. A maioria dos norovírus detetados (81%, 30/37) pertencia ao genogrupo GII, sendo os genótipos mais prevalentes GII.6 (9/30), GII.4 (8/30, incluindo duas variantes Sydney 2012) e GII.7 (6/30). Os genótipos GII.1, GII.2, GII.3, GII.9, GII.14 e GII.16 foram também identificados. Os norovírus GI foram classificados como GI.3 (5/7) e GI.5 (1/7). Quanto aos adenovírus, os tipos mais abundantes foram HAdV-41 (7/24), HAdV-40 (4/24) e HAdV-1 (4/24). Porém, foram igualmente identificados HAdV-2, -5, -9, -15/-29, -18, -26, -27 e -61. Os astrovírus foram genotipados como HAstV-5 (3/7), HAstV-1 (2/7) e HAstV-3 (2/7). Para nosso conhecimento, este foi o primeiro estudo sobre vírus entéricos, para além dos rotavírus, realizado em crianças com GEA em Angola e revela a presença de norovírus, adenovírus e astrovírus em cerca de um terço das amostras estudadas. Ainda, os diferentes vírus apresentam uma grande diversidade de estirpes em circulação, incluindo variantes menos comuns.