8 resultados para Gastroenterite

em Biblioteca de Teses e Dissertações da USP


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O objetivo deste trabalho foi caracterizar astrovírus em amostras fecais coletadas de crianças com e sem diarréia, em São Paulo, Brasil, e divididas em dois grupos, EPM e HU, de acordo com a origem. A detecção foi realizada utilizando-se RT-PCR, com primers específicos. Os resultados para as amostras EPM mostram que 66/234 (28,2%) foram positivas para astrovírus. Para as amostras HU, 18/187 (9,6%) foram positivas. A genotipagem foi realizada com a técnica de nested/RT-PCR. De 66 amostras positivas (EPM), 19 (28,7%) foram caracterizadas como HAstV-1, 4 (6,0%) como HAstV-2, 2 (3,0%) como HAstV-3, 1 (1,5%) como HAstV-5 e 3 (4,5%) como HAstV-8. Das 18 positivas do HU, 1 (5,5%) amostra foi caracterizada como HAstV-1, 7 (38,8%) como HAstV-2 e 1 (5,5%) como HAstV-8. As amostras genotipadas em ambos os grupos foram submetidas ao seqüenciamento de nucleotídeos para confirmação dos resultados. Detecção e genotipagem de astrovírus em casos de diarréias pediátricas são técnicas são importantes e descrevem como esse vírus está circulando em São Paulo, Brasil.

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Vírus causadores de gastroenterite, descritos como pequenos vírus de estrutura arredondada (Small Round Structured Viruses-SRSV), foram detectados em extratos de ostras Crassostrea spp., coletadas em regiões distintas do litoral do Estado de São Paulo, utilizando a Reação em Cadeia por Polimerase com transcrição reversa (RT-PCR).Treze lotes de amostras, contendo 10 g de estômagos e divertículos, foram processados para extração e concentração das partículas virais, mediante adsorção-eluição e precipitação por polietilenoglicol (PEG 6000), e purificação com fluorocarbono (Freon, Dupont Co.) para eliminação prévia dos inibidores da reação de RT-PCR. A extração do ácido nucleico viral, foi realizada com uma mistura de isotiocianato de guanidina e fenol (TRIzol ®, Gibco) e clorofórmio, sendo completada com uma purificação em coluna spin, com membrana de polissulfona (Millipore,Corp.). A reação de RT-PCR foi realizada em uma única etapa, utilizando o kit \'\'Super Script ONE-STEP RT-PCR System\'\'® (Gibco). A reação de amplificação enzimática revelou, por eletroforese em gel de agarose (2%), corada com brometo de etídio, produtos de 123 bp, em 3 (23%) dos 13 lotes de amostras coletadas durante o verão de 1998, sendo verificadas em uma delas por imunomicroscopia eletrônica (IME),partículas de SRSV. Os produtos encontrados pertencem ao grupo genômico G2(Snow Mountain e outros vírus). A aplicação deste método possibilitou pela 1ª vez a detecção molecular de SRSVs no Brasil em ostras naturalmente contaminadas.

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Introdução - Vibrio fluvialis é um microorganismo que provoca a gastroenterite muito semelhante à cólera, mas também há relatos de casos extra-intestinais como sepse, ferida, peritonite e celulite hemorrágica e encefalite. Acredita-se que a infecção por esse microorganismo esteja vinculada ao consumo de peixes crus ou mal cozidos contaminados e / ou frutos do mar. A identificação dessa bactéria por métodos fenotípicos continua a ser um problema devido à sua grande semelhança com Aeromonas hydrophila e V.furnissii; por isso, a utilização de uma ferramenta de diferenciação entre essas espécies é importante. Nas últimas décadas, o aumento da resistência aos antimicrobianos tem sido um fator preocupante, porque ela interfere na escolha dos medicamentos para o tratamento eficaz e há uma necessidade de rápida produção de novos antibióticos. Ambientes costeiros e estuários estão em perigo de serem contaminados por esgoto, que pode conter drogas que agem de forma seletiva, permitindo o desenvolvimento de resistência aos antimicrobianos. Vários estudos demonstraram que estirpes clínicas de V. fluvialis são resistentes a múltiplas drogas. Objetivos - Desenvolver um marcador molecular baseado no 16S rDNA capaz de detectar o grupo V. fluvialis-V. furnissii, e avaliar a susceptibilidade a antibióticos destas espécies, principalmente a partir de amostras ambientais. Métodos - Após a elaboração dos iniciadores a partir do alinhamento das espécies do gênero Vibrio, foram utilizadas cepas identificadas fenotipicamente como V. fluvialis e de V. furnissii para a sua detecção molecular. O perfil de susceptibilidade a antibióticos pelo método da disco-difusão foi realizada, assim como a investigação molecular da presença do elemento SXT e de seus genes de resistência a antimicrobianos. Resultados: Com a utilização dos iniciadores desenvolvidos foi possível confirmar corretamente as espécies. Observou-se alta porcentagem de resistência a ampicilina e cefalotina, sendo que 65,9por centode V. fluviais e 43,24por centode V. furnissi apresentaram resistência a pelo menos dois dos antibióticos utilizados. Somente em uma cepa de V. fluvialis detectou-se a presença de SXT e houve uma banda desconhecida de alto peso molecular quando da pesquisa do gene sulII. Conclusões: O método molecular mostrou ser um importante instrumento para se detectar espécies altamente relacionadas. Foram detectadas cepas resistentes a múltiplos antibióticos, indicando que o meio ambiente é um provável reservatório de genes de resistência; porém necessita-se de futuras investigações moleculares para se determinar o papel destes e sua possível associação com elementos genéticos. A detecção do elemento SXT sem a presença dos seus genes de resistência conhecidos atualmente reforça a idéia da extensão de seu papel adaptativo, além de ser o primeiro relato de sua existência na América do Sul

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A parvovirose canina é uma doença causada pelo parvovírus canino, um vírus pertencente à família Parvoviridae. A doença causa quadros agudos de gastroenterite hemorrágica altamente contagiosa, e é responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade, principalmente, em cães jovens. O principal agente etiológico desencadeador da doença é o parvovírus canino tipo 2 (CPV 2). As vacinas parenterais comercializadas contra esse vírus não são adequadas para filhotes com menos de 45 dias de idade. Além disso, essa doença não apresenta um tratamento especifico, sendo a profilaxia de grande importância. O objetivo desse trabalho foi desenvolver um antígeno de entrega vacinal de modo a proteger o animal antes do seu desenvolvimento imunológico. Através do aumento da produção de IgA total a partir da primeira imunização e da resposta sistêmica de IgG especifica a partir da segunda imunização em camundongos, foi possível verificar que as superfícies de mucosa são ativas imunologicamente, desde o nascimento do animal como também capazes de estimular tanto a resposta local quanto a sistêmica em camundongos imaturos e adultos. No intuito de proteger também esses jovens animais, a imunização por via sublingual mostrou-se uma técnica promissora. Em comparação com os grupos de camundongos imunizados com a amostra vacinal e o hidrogel líquido, o grupo que recebeu o hidrogel liofilizado teve uma melhor resposta imunológica, uma vez que a técnica de liofilização aumentou a característica de mucoadesividade da quitosana e consequentemente aumentou o tempo de permanência do hidrogel na mucosa sublingual.

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Salmonella é uma bactéria Gram-negativa, que compreende cerca de 2.500 sorotipos, muitos dos quais relevantes para humanos e animais; contamina alimentos e água, apresentando-se como um grande problema de saúde pública em todo o mundo. Causa infecção acompanhada de diferentes manifestações clínicas, mais comumente gastroenterite, e pode progredir, embora menos frequentemente, para septicemia e morte, especialmente em indivíduos jovens. Também é responsável pela febre entérica, caracterizada pela disseminação da bactéria pelo sistema reticuloendotelial via macrófagos para linfonodos, fígado e baço. O presente trabalho realizou um levantamento bibliográfico com vistas a averiguar os principais aspectos relativos à Salmonella discutidos na última década. Constatou-se que, no geral, os sorotipos mais prevalentes são S. Enteritidis, seguida de S. Typhimurium e, em regiões em desenvolvimento, há alta prevalência de S. Typhi e ,em menor proporção, de S. Paratyphi A. Em publicações que relatam surtos provocados por salmonelas, S. Typhimurium é o sorotipo mais prevalente, seguido de S. Enteritidis. Os fatores de virulência mais referidos são hil, spv, sop, sif, sse e inv. A resistência a antimicrobianos utilizados no tratamento de salmonelose é bastante discutida e são apontadas altas taxas de resistência e, inclusive, multirresistência principalmente à ampicilina, cloranfenicol e tetraciclina. Os antimicrobianos mais indicados atualmente para tratamento de salmonelose são ciprofloxacina e ceftriaxona, ainda que estudos apontem para o desenvolvimento de resistência a estes fármacos. Outros antimicrobianos indicados são cefixima, ceftazidima e imipenem, embora recomendados apenas em casos de falha no tratamento com fluoroquinonas e cefalosporinas de terceira geração, devido a fatores como alto custo e maior propensão ao desenvolvimento de efeitos colaterais. Os genes que intermediam a resistência a antimicrobianos estão normalmente contidos em plasmídios ou integrons, especialmente integron classe 1, os quais podem também estar abrigados em plasmídios ou no cromossomo da bactéria, especialmente em uma região chamada de ilha genômica 1 de Salmonella (SGI1). Os principais genes que conferem resistência a antimicrobianos mencionados são: drf, aad, tet, str, sul e flo. A resistência a antimicrobianos também é conferida por enzimas beta-lactamases de amplo espectro, cujos principais genes responsáveis por sua codificação são blaCTM-X, blaTEM e blaPSE. Na epidemiologia da salmonelose, os vetores mais relevantes para a contaminação pela bactéria são ovos, principalmente, além de carne bovina e leite, frutas, vegetais especialmente o tomate , carne aviária e suína. Como medidas profiláticas, são indicadas práticas de higienização de alimentos e utensílios utilizados em seu preparo e a lavagem das mãos após a manipulação de comida, assim como boas práticas de fabricação na cadeia de produção de alimentos. Em regiões em que a febre entérica é prevalente, recomenda-se o consumo de água engarrafada ou após fervimento e cuidado com a água utilizada para lavagem de frutas e verduras a serem ingeridas. Com relação à salmonelose em cães, há poucas publicações a respeito; dentre estas, há dois temas preferencialmente discutidos: a associação da contaminação de Salmonella pelo homem via cão de estimação ou contato com ração ou guloseimas caninas; e a resistência a antimicrobianos de salmonelas isoladas em cães.

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Os rotavírus e coronavírus são importantes agentes virais associados às enteropatias em suínos, tendo implicações em Saúde Animal, Saúde Pública e no Agronegócio. Apesar disso, são escassos os trabalhos em nosso meio que visaram detectá-los e caracterizá-los com maior amplitude, especialmente os coronavírus. Nesse sentido, determinou-se a ocorrência das amostras circulantes destes vírus a partir de materiais clínicos oriundos de diversas granjas produtoras de suínos de 12 diferentes municípios do Estado de São Paulo, mediante o emprego de três reações, previamente descritas, em paralelo: uma multiplex nested RT-PCR para detecção simultânea de dois coronavírus suínos que podem ser encontrados nas fezes desses animais, o Vírus da Gastroenterite Transmissível (TGEV) e o Vírus da Diarreia Epidêmica dos Suínos (PEDV), e rotavírus do grupo A; uma nested RT-PCR para investigar a existência de algum pancoronavírus nos animais pesquisados; e uma RT-PCR para verificar a ocorrência do TGEV e do Coronavírus Respiratório Suíno (PRCoV), o qual também pode ser observado em materiais fecais de porcos. Para a primeira reação, foram utilizados dois pares de primers dirigidos ao gene S do TGEV (951pb e 793pb), dois ao gene M de PEDV (425pb e 291pb), e dois ao gene NSP5 do rotavírus (317pb e 208pb); para a segunda, foram empregados quatro primers direcionados ao gene RdRp dos coronavírus (251pb e 136pb); e para a terceira, foi usado um par de primers tendo como alvo o gene S (886pb para TGEV e 205 a 214pb para PRCoV). Os dados obtidos demonstraram que há uma elevada frequência de ocorrência de rotavírus nas criações comerciais, acometendo 40,37% do total de amostras testadas (88/218) e 91,6% dos municípios amostrados (11/12 municípios). Os coronavírus não foram detectados nas criações. Os fragmentos de rotavírus amplificados provenientes da multiplex nested RT-PCR foram purificados e caracterizados através da determinação das sequências de nucleotídeos, referentes aos genes VP4 e VP7. Foi possível o sequenciamento nucleotídico total do gene VP7 de uma amostra, e o sequenciamento parcial de 34 (aproximadamente 24,74% a 35,57% da região codificadora) e 23 (aproximadamente 63,19% a 98,77% da região codificadora) amostras para o gene VP4 e VP7, respectivamente. Quanto aos genotipos, foram detectados o G3, G5 e G9 em combinação com P[6], P[13] (e/ou P[22]) e P[23]. Formulações vacinais disponíveis comercialmente contemplam apenas os genotipos G4 e G5 dos rotavírus, o que demonstra uma desvantagem em termos de proteção de animais suscetíveis, visto que somente um deles (G5) foi encontrado nos animais analisados no presente estudo. O conhecimento deste víru permite estudos quanto à transmissão zoonótica e interespécies deste micro-organismo e o fortalecimento do controle e de medidas profiláticas direcionadas ao agente.

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Salmonella Não Tifóide (SNT) é um dos patógenos que mais causam gastroenterite, representando um problema de saúde pública em todo o mundo. Portanto, a presença de SNT em matrizes ambientais como águas superficiais e esgotos tem sido alvo de pesquisas em todo o mundo. Os objetivos deste estudo foram quantificar e caracterizar SNT em amostras de águas superficiais e esgotos brutos da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Foram coletadas amostras, quinzenalmente, no ponto de captação de água para o abastecimento público da represa Guarapiranga e do manancial São Lourenço, assim como de esgotos brutos das cidades de Taboão da Serra e São Lourenço da Serra. A quantificação de SNT foi realizada pela técnica do Número Mais Provável (NMP). A caracterização dos isolados (identificação do sorotipo e potencial patogênico) foi realizada pela técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (Polimerase Chain Reaction - PCR), com quatro conjuntos de iniciadores, contemplando marcadores genéticos consolidados (fliC, invA e spvC) e regiões gênicas ainda não caracterizadas. As águas superficiais apresentaram concentrações que variaram de Limite de Detecção (LD <0,06473 NMP/100 mL) a 0,67 NMP/100 mL, com frequência de 4 por cento , enquanto nos esgotos brutos as concentrações foram de LD a 54,22 NMP/100 mL, com frequência de 54 por cento . Foram isoladas sete cepas de amostras de águas superficiais, identificadas como Salmonella sp., e 499 de esgotos brutos, dentre as quais se identificaram nove sorotipos potencialmente patogênicos. Os sorotipos mais prevalentes foram Salmonella enterica subsp. enterica sor. Enteritidis e Salmonella enterica subsp. enterica sor. Typhimurium, que se apresentaram quase que exclusivamente nos meses de verão (dezembro a janeiro). Os dois últimos sorotipos apresentaram padrões atípicos de PCR, com regiões gênicas que contêm genes que expressam constituintes fimbriais e outras ainda não caracterizadas. Esta investigação evidencia a presença de Salmonella Não Tifóide potencialmente patogênica nas amostras de esgoto bruto analisadas sugerindo sua circulação na população da região estudada e corrobora com o regime sazonal de salmonelose. DeCS: Salmonella, água superficial, esgoto, sorotipo

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O coronavírus canino (CCoV) causa gastroenterite em cães jovens, podendo ser letal, sobretudo quando há coinfecção com parvovírus canino (CPV). Os objetivos do presente projeto foram investigar a presença de CCoV e CPV em amostras fecais de cães jovens; estudar a diversidade molecular das amostras de CCoV com base em sequenciamento parcial dos genes M, S, 3b e N, incluindo amostras vacinais, e estudar a evolução in vitro de CCoV em células A72 de fibroma canino. Foram detectados 40,17% (47/117) animais positivos para CCoV e 13,68% (16/117) para CPV. Estudos filogenéticos demonstraram que oito amostras foram classificadas como CCoV-II, vinte e cinco como CCoV-I. Análises para o gene M destacaram alta identidade de CCoV-I com amostras de coronavírus da peritonite infecciosa felina (PIF) e uma possível amostra pantrópica foi demonstrada pela análise do gene S. O gene do nucleocapsídeo de CCoV é altamente conservado entre os tipos I e tipo II, com uma resolução mais baixa em relação a árvores para os genes M e S. Amostras dos tipos I e II apresentam um polimorfismo baixo para o gene 3b, sem marcadores estáveis para diferenciação dos tipos de CCoV. Uma amostra de CCoV-II putativamente pantrópica foi isolada em células A72, resultando em efeito citopático no 5o dia da 5a passagem. No estudo evolutivo, a amostra vacinal CCV 1-71 e nove passagens desta em células A72 foram submetidas a amplificação parcial e clonagem molecular do gene S seguida de sequenciamento de DNA. Os resultados mostraram mutações não silenciosas, silenciosas e três deleções de aminoácidos, mas nenhuma mutação compartilhada entre as diversas passagens. Amostras vacinais de CCoV-II adaptadas em células podem ser altamente geneticamente estáveis após passagens em série em uma mesma linhagem celular, acumulando substituições de nucleotídeos principalmente sinônimas no gene S devido a relação célula - hospedeiro estável. Estes resultados de epidemiologia molecular e processos evolutivos de CCoV podem servir para uma melhor compreensão da virologia básica e ser base de dados para estudos em outros coronavírus