3 resultados para Gastroenterite

em Instituto Nacional de Saúde de Portugal


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Resumo publicado em: Acta Pediátrica Portuguesa 2012;43( 5 -Supl.I):s46 (PAS24)

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Introdução: A Gastroenterite Aguda (GEA) é uma patologia com importante morbilidade sendo a segunda causa de internamento na idade pediátrica. Objetivo: Caracterizar a GEA, em crianças internadas em dois hospitais da área de Lisboa com diferentes características demográficas. Métodos: Estudo prospetivo de Maio 2011 a Junho 2012. Pesquisados potenciais agentes etiológicos por técnicas convencionais e de biologia molecular em amostras de fezes e analisados dados epidemiológicos e clínicos. Resultados: Total de 140 amostras de crianças com GEA com identificação do agente em 83,6%: 64,3% vírus, 27,9% parasitas e 21,4% bactérias. Os agentes mais frequentes foram rotavírus (26,4%), norovírus II (13,6%), enterovírus (12,1%), Microsporidia (11,4%), Escherichia coli (9,3%), Campylobacter jejuni (7,9%), Giardia sp. (5,7%), Cryptosporidium sp. (5%) e Salmonella sp. (4,3%). Coinfecções (2 ou mais agentes) em 40 doentes (28,6%). Mediana de idade de 1,4 anos (min-5 dias; max-17 anos) sendo a etiologia viral mais frequente abaixo dos 5 anos (p<0.01), com o rotavírus identificado em crianças mais jovens (média=1,7 anos). Dois picos sazonais: o rotavírus entre Janeiro e Março e norovírus entre Agosto e Outubro. Apenas 10 (7,1%) doentes estavam vacinados para rotavírus, mas nenhum com o esquema completo. A presença de sangue nas fezes (p=0.02) e a febre (p=0.039) foram mais frequentes na infeção bacteriana, os vómitos (p<0.01) e os sintomas respiratórios (p=0.046) na infeção por rotavírus. Registaram-se complicações clínicas em 50 doentes (35,7%): desidratação (47), invaginação íleo-cecal (1), adenite mesentérica (1) e apendicite fleimonosa (1). Conclusão: Os vírus são os agentes mais frequentes de GEA sobretudo na criança pequena (idade <5 anos), sendo o rotavírus e norovírus os principais agentes. O número de coinfecções foi significativo mas não se associou a maior morbilidade. A ausência de identificação de agente em alguns casos pode refletir a necessidade de outros meios diagnósticos ou a existência de agentes ainda desconhecidos.

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Enquadramento: A campilobacteriose é considerada a principal causa de gastroenterite aguda de origem bacteriana em seres humanos, nos países desenvolvidos. Esta infeção está associada principalmente ao consumo e à contaminação cruzada de alimentos, sendo as aves o principal reservatório do agente patogénico. A utilização indiscriminada de antibióticos na produção animal e para fins veterinários, tem contribuído para o aumento do número de estirpes de Campylobacter resistentes aos antimicrobianos, e consequentemente, para o aumento do número de isolados humanos multirresistentes, motivando o estudo e a crescente preocupação das autoridades de saúde, por toda a Europa. Objetivo: Monitorizar a resistência aos antimicrobianos e avaliar a diversidade genética de estirpes de Campylobacter spp., isoladas em géneros alimentícios de produção nacional. Materiais e Métodos: Foram estudadas 29 estirpes de Campylobacter spp. isoladas em: carcaças, carne fresca e preparados de carne para serem consumidos cozinhados, provenientes de aves, suínos e bovinos. A espécie foi determinada por PCR em Tempo-Real com sondas de hibridação, a diversidade genótipica, por Multilocus sequence typing, e a resistência aos antimicrobianos, por difusão em disco. Resultados: Foram identificadas 24 estirpes da espécie Campylobacter coli (C. coli) e 5 da espécie C. jejuni. A genotipagem permitiu verificar que as estirpes de C. coli são geneticamente mais conservadas, identificando-se um complexo clonal predominante (CC-828), contrariamente ao observado para as estirpes de C. jejuni, todas de complexos clonais distintos. Foi observada uma elevada taxa de resistência aos antimicrobianos: 93.1% à ciprofloxacina, 82.8% à tetraciclina e 34.5% à eritromicina; sendo que 31% das estirpes apresentaram resistência aos três antibióticos testados. Conclusões: No âmbito deste estudo sublinhamos a presença de Campylobacter spp. multirresistente a antimicrobianos utilizados na terapêutica humana, em géneros alimentícios de origem animal. Reforçamos assim, a necessidade de implementar uma vigilância epidemiológica integrada da campilobacteriose em Portugal, envolvendo as vertentes humana, veterinária e alimentar.