Da deficiência à diferença: um percurso necessário à subjetivação da criança cega


Autoria(s): Cristiane Fátima Dias de Jesus
Contribuinte(s)

Jane Araujo Russo

Carlos Alberto Plastino

Maria Elizabeth Ribeiro dos Santos

Lia Cristina Mello Pellini Vieira

Carlos Eduardo Melo Oliveira

Data(s)

25/03/2011

Resumo

As reflexões acerca desta pesquisa iniciaram-se tendo como ponto de partida o interesse pelas questões relacionadas às experiências mais primitivas que estão na base da constituição da subjetividade. Pensa-se, tal como alguns autores, que as vivências iniciais de um bebê são bastante importantes para a formação de seu aparato psíquico, sobretudo, as que dizem respeito ao conjunto de sensações nas quais o mesmo está imerso. Mas, então, o que se passa quando o bebê nasce com alguma deficiência em seu aparato sensório-motor, como no caso de bebês cegos de nascença? Sabe-se que as pessoas cegas precisam utilizar outros meios para estabelecer relações com o mundo dos objetos, pessoas e coisas que as cercam, implicando um processo de profunda reorganização perceptiva no qual os estímulos proporcionados pelo ambiente desempenharão um papel fundamental. No entanto, vários estudos apontam que muitas destas crianças cegas desde o nascimento não conseguem se desenvolver de modo harmônico manifestando distúrbios freqüentemente semelhantes ao autismo em crianças videntes, entre outros. Parece que, nestes casos, a incapacidade visual do bebê afetou profundamente as capacidades de vínculo com as figuras de apego e este fato originou seqüelas importantes na evolução da criança. No outro extremo, bebês que conseguiram um nível de desenvolvimento adequado, mostraram vínculos saudáveis com a família, em especial com a mãe. Assim, a finalidade da presente pesquisa prende-se, por um lado, à compreensão do caminho percorrido por crianças que não contam com o auxílio do sentido da visão e, por outro, ao entendimento do papel dos primeiros vínculos tanto para os casos de saúde quanto para os casos em que a patologia e o sofrimento psíquico surgem.

The reflections on this research began-taking as a starting point the interest in issues related to the most primitive experiences that underlie the constitution of subjectivity. It is thought, as some authors, that the initial experiences of a baby are very important for the formation of his psychic apparatus, especially those related to the set of sensations in which it is immersed. But then what happens when the baby is born with some deficiency in their sensorimotor apparatus, as in the case of babies born blind? It is known that blind people have to use other means to establish relations with the world of objects, people and things that surround them, implying a process of profound perceptual reorganization in which the stimuli provided by the environment play a key role. However, several studies indicate that many of these children who are blind from birth are not able to develop harmoniously manifesting often similar to autism in children visionaries, among other disorders. It seems that in these cases, visual impairment Baby profoundly affected the capacity to bond with attachment figures and this fact led to important onsequences for the evolution of the child. At the other extreme, infants who achieved an adequate level of development, showed healthy bonds with family, especially his mother. Thus, the purpose of this research concerns on the one hand, the understanding of the path taken by children who do not have the help of the sense of sight and, secondly, the understanding of the role of the first links to both health cases and for cases where the pathology and psychological distress arise.

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Identificador

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Idioma(s)

pt

Publicador

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Palavras-Chave #Déficience visuelle #Cecité #Handling #Holding #Diferença #Deficiência visual #Cegueira #PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO #Crianças deficientes visuais #Subjetividade #Psicologia diferencial #Difference #Holding #Handling
Tipo

Eletronic Thesis or Dissertation

Tese ou Dissertação Eletrônica